Fé e resistência. As palavras traduzem o longo caminho percorrido pelas comunidades de terreiro em busca de visibilidade. Acreditando na força da mobilização popular, duzentos representantes de terreiros de candomblé da Bahia estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira (13), em Salvador, para discutir políticas públicas voltadas ao segmento. Com o deputado Valmir Assunção, discutiram as conquistas do povo de santo nos últimos anos e a importância da organização das comunidades para a melhoria das condições de vida.
Na atividade, realizada no Pelourinho, Assunção destacou as realizações do governo estadual nos últimos anos, em favor da população negra e dos adeptos das religiões de matrizes africanas. Entre as principais ações está a criação do Programa de Desenvolvimento Social de Povos e Comunidades Tradicionais, quando esteve à frente da área social do governo Wagner. “É uma população que carece de políticas públicas específicas. Ela precisa ser vista pelo poder público”, defendeu.
Ao justificar sua candidatura rumo à Câmara Federal neste pleito, Valmir Assunção afirmou que a atitude não diz respeito a uma disputa individual, mas ao desejo de um conjunto de movimentos da sociedade civil organizada. “Não sou candidato por minha vontade, simplesmente. Sou candidato para construir um mandato que beneficie pessoas iguais a mim”, declarou Assunção, que também é autor do Estatuto Estadual de Promoção da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa.
“Queremos alguém que fale pelo povo de santo. Os cargos públicos precisam ser ocupados, também, por representantes do candomblé”, defendeu o presidente da Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro na Bahia (Fenacab), Aristides Mascarenhas, ao apresentar o candidato às yalorixás, babalorixás, ekedis, ogãs, yaôs e demais presentes.