Contribuição e Preconceito

Proposta 1 da redação da UESB – Possível discussão
É inegável que a construção da identidade brasileira ou como preferem outros, brasilidade, está intimamente ligada a elementos da cultura afro. Paradoxalmente, a essa premissa, o negro continua sendo, ainda hoje, vítima de preconceito, exclusão e alijamento.
Na religião, música, dança, alimentação e linguagem, nota-se a influência negra, apesar de a repressão que sofrem as suas manifestações culturais mais cotidianas. Tal influência passa muitas vezes despercebida, uma vez que, com grande frequência, elementos da cultura afro são vistos/concebidos de forma pejorativa.
Nesse contexto, existem, historicamente, fortes dificuldades para se lidar com a temática do preconceito e da discriminação racial, o que contribui também, para que haja um racismo difuso, latente, o qual mascara formas perversas de preconceito. Compreende-se que racismo e ignorância caminham juntos. Os estereótipos e a ideia pré-concebidas vicejam se está ausente à informação, se falta o diálogo aberto, transparente.
É importante ressaltar que nem sempre o preconceito ocorre de forma voluntária e consciente. Assim, quando um patrão, por exemplo, diz que aceita um negro em sua empresa, mas exige que este corte o cabelo quando o penteado for rastafári, nada mais é do que uma forma velada de preconceito, ainda que tal fato ocorra de forma involuntária.
Percebe-se, então, que a superação do racismo ainda presente na sociedade brasileira é um imperativo. É uma necessidade moral é uma tarefa política de primeira grandeza. E a educação é um dos terrenos decisivos para que todos sejam vitoriosos nesse esforço.