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Posts Tagged ‘Samy Santos’

ABORTO: TEMÁTICA EM EVIDÊNCIA

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Da redação| Samy Santos

As discussões acerca da descriminalização do aborto grassam na atualidade e dividem a sociedade brasileira, sobretudo sob a influência da campanha eleitoral à presidência. Essa temática tem gerado bastante polêmica, haja vista ser o tema, historicamente, um tabu no país, retirado dos principais debates em âmbito nacional.

O número de ambloses realizadas no Brasil é assombroso. Segundo matéria publicada recentemente pela Revista Veja, a cada ano, pelo menos 1 milhão de brasileiras praticam aborto de maneira clandestina. Ainda de acordo com a revista, a imensa maioria acontece em clínicas de fundo de quintal, sem nenhuma higiene ou segurança. Nessas condições, as complicações decorrentes de tal prática configuram a quarta causa de morte materna no Brasil. Assim, levando em consideração as informações apresentadas, a discussão acerca da legalização do aborto ganha fôlego em alguns segmentos da sociedade.

Noutro ângulo, grande parte dos brasileiros argumenta que não é necessário fazer apelo a princípios religiosos para repudiar vivamente tanto a prática quanto a sua descriminalização. Dessa forma, o aborto é, então, na perspectiva científica, um atentado direto à vida humana, à vida de um ser humano procriado, em gestação e indefeso. Os contrários à legalização do aborto encontram respaldo, também, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura: “todo o indivíduo tem direito à vida” (artigo 3.º). Ademais, a temática do aborto ainda é passível de ser discutida nas perspectivas ética e moral, uma vez que ambas condenam, categoricamente, tal prática.

No Brasil, o aborto só é permitido em casos de estupro ou de risco de vida para a mãe. Alguns processos tentam ampliar ou liberar tal prática, o que se encontra em fase mais avançada é o que propõe a interrupção de gestação de anencéfalos (fetos sem cérebro). Grande parte da população brasileira, de acordo com pesquisas, não condena o aborto quando resguardado na lei. Por outro lado, quando a discussão versa sobre ampliação ou legalização, o discurso sofre um revés.

Para além dos aspectos religiosos, é possível afirmar que a simples legalização do aborto não é uma tarefa fácil, haja vista que o sucateado sistema de saúde do Brasil não é capaz de atender, de forma satisfatória, a quantidade de cirurgias de curetagem que seriam exigidas caso a legalização, sem nenhuma precondição, fosse confirmada. Corre-se o risco, também, de haver uma banalização da vida, visto que milhares de mulheres poderiam se descuidar dos métodos contraceptivos, sob a alegação de poder interromper, com alguma segurança, a gravidez mais tarde. Desse modo, em qualquer um dos contextos possíveis, é mais viável (e barato) promover políticas públicas em favor da contracepção.

Autenticidade: algo raro

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Articulista: Samy Santos (www.samysantos.com.br)- Visitem!

As discussões que versam sobre temas polêmicos, a exemplo da liberação das drogas, aborto, bem como o casamento gay grassam na atualidade. Assim, uma tendência é notória: cada vez mais o discurso de pessoas comuns e também de políticos vem sendo “maquiado”, fato este justificado pelo interesse em “agradar” o(s) interlocutor(es).
Os políticos são rotineiramente convidados a expor opiniões sobre temas que despertam interesse popular e que geram polêmica, tarefa esta extremamente difícil, uma vez que temas polêmicos admitem, com igual intensidade, abordagem positiva ou negativa. Como a intenção é “agradar” a todos, assumir uma posição é algo que pode trazer grandes prejuízos.
Sob pena de perder eleitorado, é comum que políticos, quando solicitados a expor pontos de vistas acerca de temas polêmicos, prefiram assumir uma postura intermediária, ou seja, concordam em parte e discordam em parte. No entanto, a postura mais recorrente é não deixar transparecer opinião ou juízo de valor.
Para ilustrar tal premissa, é bom analisar o que disse o presidente Lula quando foi solicitado a responder se era contra ou a favor da liberalização do abordo. O presidente respondeu: “Independente de minha opinião, essa é uma questão de interesse popular. Dessa forma, a população precisa ser convidada para decidir essa questão de interesse nacional.” Frise-se, mais uma vez, que usar uma resposta do presidente Lula nesse texto atende apenas à intenção de ilustrar a problemática em questão.
Como se nota, independentemente de suas crenças, valores e concepções, os políticos costumam “maquiar” os discursos, sobretudo quando os assuntos despertam o interesse do eleitorado. Vale salientar, novamente, que tal prática (maquiar discursos) não está restrita ao âmbito político, haja vista que ela está enraizada em todos os segmentos da sociedade.
Na contramão dessa tendência de “maquiar” discursos, a presidenciável Marina Silva deu uma entrevista corajosa a Revista Veja, uma vez que não negou as suas concepções e afirmou que era contra o aborto, a legalização das drogas e o casamento gay. Argumentou/justificou que estes posicionamentos tinham relação direta com a sua fé religiosa. Acrescentou, ainda, que os homossexuais poderiam até não votar nela, mas tal fato fazia parte do jogo democrático.
É evidente que soa utópico esperar que pessoas ou políticos revelem, sem “maquiagens”, suas crenças, ideologias e concepções acerca de temas polêmicos, porém as palavras de Marina Silva são, sem dúvida, um alento para uma população tão acostumada com mentira, dissimulação e hipocrisia, sobretudo por parte de políticos. Então, viva a autenticidade do discurso!

OLHO NO VESTIBULAR COM O NOSSO COLUNISTA PROF. SAMY SANTOS

Contribuição e Preconceito

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Proposta 1 da redação da UESB – Possível discussão

Articulista: Samy Santos (Visite o Blog: www.samysantos.com.br)

É inegável que a construção da identidade brasileira ou como preferem outros, brasilidade, está intimamente ligada a elementos da cultura afro. Paradoxalmente, a essa premissa, o negro continua sendo, ainda hoje, vítima de preconceito, exclusão e alijamento.
Na religião, música, dança, alimentação e linguagem, nota-se a influência negra, apesar de a repressão que sofrem as suas manifestações culturais mais cotidianas. Tal influência passa muitas vezes despercebida, uma vez que, com grande frequência, elementos da cultura afro são vistos/concebidos de forma pejorativa.
Nesse contexto, existem, historicamente, fortes dificuldades para se lidar com a temática do preconceito e da discriminação racial, o que contribui também, para que haja um racismo difuso, latente, o qual mascara formas perversas de preconceito. Compreende-se que racismo e ignorância caminham juntos. Os estereótipos e a ideia pré-concebidas vicejam se está ausente à informação, se falta o diálogo aberto, transparente.
É importante ressaltar que nem sempre o preconceito ocorre de forma voluntária e consciente. Assim, quando um patrão, por exemplo, diz que aceita um negro em sua empresa, mas exige que este corte o cabelo quando o penteado for rastafári, nada mais é do que uma forma velada de preconceito, ainda que tal fato ocorra de forma involuntária.
Percebe-se, então, que a superação do racismo ainda presente na sociedade brasileira é um imperativo. É uma necessidade moral é uma tarefa política de primeira grandeza. E a educação é um dos terrenos decisivos para que todos sejam vitoriosos nesse esforço.

ARTIGO: APREMIANDO O MÉRITO – MERITOCRACIA

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Articulista: Samy Santos

Ao ler a palavra “Meritocracia”, muitos gestores públicos vão pensar que se trata de um neologismo. Tal fato ocorre, na maioria das vezes, em razão de muitos políticos trabalharem de forma amadora e desconhecerem as experiências que vêm dando certo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.
Meritocracia vem do latim mereo, que significa merecer, obter. A proposta desse método é premiar os profissionais que apresentem bons resultados (premiar o mérito) a partir de metas pré-determinadas. Essa forma de gestão é oriunda das grandes corporações, que enfatizam que distinguir os talentos individuais se configura como um avanço em relação ao modelo tradicional, em que o aumento de salário está vinculado ao tempo de serviço e a titulação.
No Brasil, os estados de São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais já empregam a Meritocracia, sobretudo no âmbito educacional, cujos educadores que obtêm os melhores resultados, ganham incentivos financeiros. No sistema que prioriza a Meritocracia, o funcionário precisa mostrar resultados antes de obter benefícios.

Assim, são estabelecidas avaliações periódicas para as promoções e a qualificação profissional é monitorada, para garantir que cursos realizados pelos servidores tenham relação com a carreira exercida. Obviamente, não é uma tarefa fácil reverter o atual cenário político brasileiro, visto que os “bons” profissionais são premiados, apenas, por bajular políticos. É o “velho/novo” fisiologismo. Premiar funcionários levando em consideração APENAS tempo de serviço e titulação (quando não por “subserviência”) não vem demonstrando resultados satisfatórios. Não se trata de descartar totalmente o modelo atual, mas de demonstrar que o sistema de Meritocracia incentiva a produtividade dos funcionários.

Péssimos profissionais há em todos os âmbitos, mas no setor público essa realidade é ainda mais preocupante. “Protegidos” pela estabilidade do emprego, tempo de serviço, acúmulo de titulações e alguns por “apadrinhamentos”, PARTE dos funcionários públicos não desempenha suas funções com excelência. Seria a Meritocracia uma saída viável para esse problema (ineficiência)? Certamente!

Percebe-se, então, que é necessário premiar o mérito, e não o fisiologismo e a bajulação. Os gestores públicos precisam, também, ter visão de estadista e vislumbrar o futuro, e não, apenas, as próximas eleições. Vários setores do Brasil vêm apresentando progressos nos últimos anos, e a esfera política não pode, sem dúvida, se furtar a essa realidade. É hora de avançar!

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