
Articulista: Samy Santos
Ao ler a palavra “Meritocracia”, muitos gestores públicos vão pensar que se trata de um neologismo. Tal fato ocorre, na maioria das vezes, em razão de muitos políticos trabalharem de forma amadora e desconhecerem as experiências que vêm dando certo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.
Meritocracia vem do latim mereo, que significa merecer, obter. A proposta desse método é premiar os profissionais que apresentem bons resultados (premiar o mérito) a partir de metas pré-determinadas. Essa forma de gestão é oriunda das grandes corporações, que enfatizam que distinguir os talentos individuais se configura como um avanço em relação ao modelo tradicional, em que o aumento de salário está vinculado ao tempo de serviço e a titulação.
No Brasil, os estados de São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais já empregam a Meritocracia, sobretudo no âmbito educacional, cujos educadores que obtêm os melhores resultados, ganham incentivos financeiros. No sistema que prioriza a Meritocracia, o funcionário precisa mostrar resultados antes de obter benefícios.
Assim, são estabelecidas avaliações periódicas para as promoções e a qualificação profissional é monitorada, para garantir que cursos realizados pelos servidores tenham relação com a carreira exercida. Obviamente, não é uma tarefa fácil reverter o atual cenário político brasileiro, visto que os “bons” profissionais são premiados, apenas, por bajular políticos. É o “velho/novo” fisiologismo. Premiar funcionários levando em consideração APENAS tempo de serviço e titulação (quando não por “subserviência”) não vem demonstrando resultados satisfatórios. Não se trata de descartar totalmente o modelo atual, mas de demonstrar que o sistema de Meritocracia incentiva a produtividade dos funcionários.
Péssimos profissionais há em todos os âmbitos, mas no setor público essa realidade é ainda mais preocupante. “Protegidos” pela estabilidade do emprego, tempo de serviço, acúmulo de titulações e alguns por “apadrinhamentos”, PARTE dos funcionários públicos não desempenha suas funções com excelência. Seria a Meritocracia uma saída viável para esse problema (ineficiência)? Certamente!
Percebe-se, então, que é necessário premiar o mérito, e não o fisiologismo e a bajulação. Os gestores públicos precisam, também, ter visão de estadista e vislumbrar o futuro, e não, apenas, as próximas eleições. Vários setores do Brasil vêm apresentando progressos nos últimos anos, e a esfera política não pode, sem dúvida, se furtar a essa realidade. É hora de avançar!