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Archive for the ‘Política Internacional’ Category

Terremoto no Haiti é um dos piores do mundo nos últimos cem anos

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Com a confirmação do governo do Haiti do sepultamente de 75 mil pessoas até ontem, a tragédia que vitimou o país é agora classificada como a mais letal da história das Américas e um dos piores terremotos do mundo nos últimos cem anos. Além das mortes foram contabilizados 250 mil feridos e um milhão de desabrigados, segundo anunciou a Direção da Proteção Civil haitiana. Os números foram divulgados ontem pelo premiê Jean-Max Belleriveque para enfatizar a necessidade de ajuda do país. De acordo com reportagem da Folha, até a divulgação do número de vítimas pelo premiê, a catástrofe com mais mortos no continente era o terremoto de intensidade 7,9, que vitimara 66 mil pessoas na localidade peruana de Chimbote em 1970.

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Brasil enviará navio da Marinha para o Haiti

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A reunião de coordenação política em Brasília, nesta segunda-feira (18/1), srbierviu para ampliar o debate sobre a participação do governo brasileiro na ajuda à população do Haiti. Sob o comando do presidente Lula, os ministros receberam um relato sobre as iniciativas do governo no país caribenho desde os primeiros momentos. Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, um navio da Marinha será deslocado para aquela região com suprimentos.

O ministro enfatizou as recomendações do presidente Lula e do general Jorge Felix, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e coordenador do comitê da crise: “É importante que a população siga as recomendações da Defesa Civil e doe aquilo que for essencial para atender os haitianos (veja aqui)”, disse. Padilha informou também que empresas brasileiras tomaram iniciativas de doações de água e alimentos, além da equipamentos para o transporte de donativos a partir da República Dominicana, país vizinho ao Haiti.

Neste instante, segundo Padilha, o governo considera importante o envolvimento de todos os países no socorro aos haitianos. No fim da manhã, o presidente Lula conversou por telefone com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Enquanto isso, Santo Domingo, capital da República Dominicana, acontece reunião de ministros que vão traçar o cronograma de ajuda ao Haiti. Padilha assegurou que há sintonia entre as ações dos governos em Porto Príncipe, capital haitiana.

A reunião ministerial que acontece na próxima quinta-feira (21/1) também foi discutida hoje. Padilha explicou que no encontro com os ministros serão feitas avaliações daquilo que aconteceu no nao passado, com foco especial na superação do Brasil frente à crise financeira internacional. Ao mesmo tempo, Lula irá pedir o empenho da equipe para que tenhamos um 2010 ainda melhor. “A ideia é manter as equipes mobilizadas”, afirmou Padilha.

Um dos projetos a ser preparado, segundo o ministro, é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Com ações voltadas para as regiões metropolitanas, em especial de mobilidade urbana, inclusão digital e saneamento, o PAC 2 vai ser lançado em março.

Lula entre as 50 pessoas mais influentes da década

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Em lista divulgada pelo jornal britânico Financial Times (FT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consta entre as 50 pessoas que moldaram a década. De acordo com o jornal, Lula teria entrado no ranking por ser o líder mais popular da história do Brasil. Além disso, outros fatores como charme e habilidade política contribuíram para a escolha, assim como a baixa inflação e programas de transferência de renda. “Muitos, inclusive o FMI, esperam que o Brasil se torne a quinta maior economia do mundo até 2020, trazendo uma mudança duradoura na ordem mundial”, afirmou o FT. Segundo reportagem do UOL Notícias, juntamente com Lula estão na lista o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a chanceler alemã, Angela Merkel, o ex-presidente e atual primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da China, Hu Jintao.

ula critica posição dos Estados Unidos no acordo de mudanças climáticas

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Durante programa semanal de rádio Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas ao posicionamento dos Estados Unidos na 15° Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que terminou no sábado (18), em Copenhague. De acordo com reportagem do UOL Notícias, Lula disse que a redução de emissões de gases de efeito estufa deve ser encarada como um tema prioritário pelos governantes, principalmente os de países desenvolvidos, que historicamente emitiram mais e são mais responsáveis pelo aquecimento do planeta. O presidente citou os Estados Unidos, que nunca ratificaram o Protocolo de Quioto. Apesar das críticas, o presidente considerou um avanço nas negociações climáticas o acordo fechado entre China, Índia, África do Sul, Brasil e Estados Unidos no fim da conferência.

Eleição de Honduras rejeitada

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Cinco presidentes que participaram da reunião do Mercosul ontem rejeitaram a eleição que deu a vitória a Porfírio Lobo em Honduras. Os presidentes de Brasil, Argentina Venezuela, Uruguai e Paraguai assinaram a declaração. De acordo com O Globo, apesar de ter assinado o documento, de todos os representantes, o presidente Lula foi o único que não tocou no assunto durante seu discurso.

Micheletti manda recado a Hilary para encontro com Zelaya

Presidente empossado após o golpe militar tenta influir a opinião internacional para se manter no poder

Efe

TEGUCIGALPA – O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, disse esperar que a Secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton, diga ao presidente deposto, Manuel Zelaya, que deve prestar contas por seus “atos ilegais”, durante o encontro entre estes dois últimos, agendado para esta terça-feira, 7, em Washington.

“Confio que a secretária Clinton reconhecerá que a supremacia da lei é a razão pela qual estamos hoje aqui e que o senhor Zelaya deve prestar contas por sua inconstitucionalidade e por outros atos ilegais, por meio do devido processo de apuração” afirmou Micheletti, em um comunicado dirigido à nação hondurenha.

O presidente, que tomou o poder no dia 28 de junho, quando os militares expulsaram Zelaya do país, disse que apoia a intenção de Hilary Clinton “de avançar no diálogo sobre a atual situação”. “Espero que a secretária (Clinton) reforce ao senhor Zelaya que a democracia e a segurança são tão importantes para nós como os são para os Estados Unidos”, acrescentou Micheletti.

Por seu lado, Zelaya, que embarca ainda nesta quarta para os EUA, afirmou que na reunião que terá com a secretária falará sobre o cumprimento dos preceitos da Carta Democrática para o Sistema Interamericano, especialmente no que se refere ao respeito aos governos instituídos pela vontade popular.

Também disse que falará sobre “as sanções que estes regimes totalitários devem provocar no plano internacional, com o fim de que golpes como este acontecido em Honduras não voltem a se repetir em outros países, em nenhuma parte do mundo.”

China impõe toque de recolher em cidade marcada por violência étnica

Polícia tenta conter novos protestos e confrontos entre chineses han e uigures em capital de região autônoma de Xinjiang.

As autoridades chinesas impuseram um toque de recolher noturno em Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, em meio a uma crescente onda de tensão entre grupos étnicos locais.

Nesta terça-feira, a polícia teve que usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar uma multidão de milhares de chineses de etnia han que saíram pelas ruas da cidade armados de facões e pedaços de pau, destruindo lojas e barracas pertencentes a membros da etnia uigur.

Os chineses han diziam estar respondendo à onda de violência promovida por uigures no fim de semana.

O governo chinês diz que 156 pessoas – a maioria da etnia han – morreram nos distúrbios que eclodiram no domingo em Urumqi. Segundo as autoridades, manifestantes uigures atacaram veículos e em seguida passaram a atacar membros da etnia han e a enfrentar forças de segurança. Mais de mil pessoas teriam ficado feridas.

Já grupos uigures dizem que o número de mortos foi bem maior e que cerca de 90% dos mortos eram uigures.

Na origem dos protestos de domingo estaria a morte de dois migrantes uigures por um homem da etnia han (maioria na China) em uma briga, no mês passado, em uma fábrica na cidade de Shaoguan, na província de Guangdong, no sul da China.

Terça-feira

Poucos antes dos protestos dos chineses han nesta terça-feira, cerca de 200 membros da etnia uigur saíram às ruas, em uma demonstração que o repórter da BBC em Urumqi, Quentin Sommerville, chamou de “ato extraordinário de desafio” às autoridades, em uma das regiões mais controladas da China.

O correspondente da BBC disse que o protesto foi visto por jornalistas estrangeiros quando eles estavam sendo levados pelo governo para ver partes da cidade destruídas pela violência dos últimos dias.

A manifestação foi encabeçada por mulheres, muitas de idade avançada, que confrontaram a polícia de choque para reivindicar a libertação dos presos no dia anterior. A polícia ameaçou usar jato d’água e conteve o protesto.

Na segunda-feira, as forças de segurança dispersaram outras 200 pessoas que protestavam do lado de fora da maior mesquita chinesa em Kashgar, segunda cidade da região. Líderes uigures no exílio acusaram os policiais de abrir fogo indiscriminadamente durante o que chamaram de “um protesto pacífico”.

Confrontos

O governo de Xinjiang culpou os separatistas uigures que vivem no exílio por orquestrar os ataques contra os chineses da etnia han.

Já grupos uigures insistem que seu protesto foi pacífico e que eles foram vítima de violência por parte do Estado, com a polícia atirando indiscriminadamente contra os manifestantes em Urumqi.

A província de Xinjiang, uma região montanhosa e desértica que faz fronteira com a Ásia central, é majoritariamente muçulmana, e a comunidade uigur reclama do domínio do governo central chinês. A região tem sido palco de tensões há muitos anos.

Em Urumqi, as informações são de que os serviços de telefonia celular estão bloqueados e as conexões de internet foram suspensas, ou estão lentas.

Testemunhas e a mídia estatal disseram que os manifestantes destruíram barreiras e atacaram casas e veículos, além de entrar em choque com a polícia no domingo.

A TV estatal mostrou imagens de manifestantes batendo e chutando pessoas caídas no chão.

Também há fortes imagens do que parecem ser chineses da etnia han sentados, com olhar atordoado e sangue correndo por seus rostos.

A polícia afirma que alguns corpos foram recolhidos nas ruas depois dos choques. Outros, morreram nos hospitais.

Acusações

A agência oficial de notícias chinesa Xinhua informou na segunda-feira que a polícia acredita que “agitadores” estariam “tentando organizar mais choques” em outras cidades em Xinjiang.

Liu Weimin, porta-voz da Embaixada Chinesa em Londres, disse à BBC que forças extremistas estão envolvidas.

“O governo local de Xinjiang tem provas de que forças extremistas dentro e fora da China se comunicaram intensivamente antes do incidente eclodir no domingo”, disse ele.

Rebiya Kadeer, a presidente exilada da Associação Americana Uigur, negou as acusações do governo chinês de que ela tenha incitado a violência.

Ela afirmou ter tomado conhecimento dos protestos através de websites e só ligou para sua família para aconselhá-los a ficar fora das manifestações.

Alguns analistas afirmam que os protestos de domingo foram os mais sérios na China desde o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989.

A violência causou preocupação internacional. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que os dois lados exercitem a moderação. Os governos americano e britânico reforçaram o pedido. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Líder deposto pede que militares não reprimam hondurenhos

Governo de facto impede retorno de Manuel Zelaya; protestos deixam 1 morto e acirram tensão no país

Do Estadão.com.br

TEGUCIGALPA – A tensão em Honduras cresceu nesta segunda-feira, 6, depois que o governo interino impediu o retorno do presidente deposto Manuel Zelaya do exílio, no domingo, e o país está cada vez mais isolado no cenário internacional devido ao primeiro golpe militar na América Central desde a Guerra Fria. Zelaya pediu às Forças Armadas de seu país que baixem seus rifles e não os apontem contra seus irmãos, ao condenar a morte de uma pessoa em Tegucigalpa.

Zelaya tentou pousar de avião na capital Tegucigalpa desde Washington, mas conflitos entre seus aliados e tropas militares no aeroporto o obrigaram a abortar o plano, uma semana após militares terem o detido em casa ainda de pijamas e o mandado para fora do país. Ao menos uma pessoa morreu nos confrontos quando milhares de manifestantes pró-Zelaya marcharam para recebê-lo no aeroporto e foram detidos pelos militares. Essa foi a primeira morte nos protestos políticos desde o golpe de domingo passado.

“Soldados hondurenhos, não apontem as armas para seus irmãos”, disse Zelaya em El Salvador, para onde seu avião foi desviado após as autoridades de Honduras terem recusado a permissão para pousar em Tegucigalpa e bloquearam a pista do aeroporto com veículos. Os partidários de Zelaya vibraram quando o avião se aproximou. Mas Zelaya afirmou que tentará voltar a Honduras novamente nesta segunda ou terça-feira.

O governo interino tem mantido uma postura desafiadora, garantindo que a deposição de Zelaya foi uma transição constitucional. Mas sua retirada do poder despertou condenações internacionais, especialmente dos aliados de esquerda de Zelaya na América Latina. O golpe aumentou as tensões diplomáticas na região e representa um desafio para a política externa do governo do norte-americano Barack Obama.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu Honduras na noite de sábado, após o governo interino ter se negado a receber o retorno de Zelaya. Essa foi a medida mais grave de governos estrangeiros para isolar o empobrecido país da América Central que sobrevive da exportação de café e têxtil. A suspensão vai complicar o acesso de Honduras a empréstimos multilaterais, em especial à ajuda financeira dos Estados Unidos ao país, que é o terceiro mais pobre do hemisfério, atrás de Haiti e Nicarágua.

Zelaya foi deposto no dia 28 por militares e obrigado a embarcar em um avião para a Costa Rica. O governo de facto, com apoio do Congresso, das Forças Armadas e da Suprema Corte, acusa Zelaya de desrespeitar a Constituição com o objetivo de permanecer no poder. Não existe saída constitucional do presidente, como o impeachment, em Honduras. A ação do governo de facto foi condenada pela comunidade internacional.

Retorno impedido

Zelaya declarou que os militares haviam colocado veículos na pista e ameaçado com uma interceptação aérea. “Se eu tivesse um paraquedas imediatamente me lançaria deste avião”, disse Zelaya após sua fracassada tentativa de retorno.

Ao aproximar-se do espaço aéreo hondurenho, Zelaya havia exigido lealdade dos militares e ordenado que fosse permitido o pouso de seu avião. “Sou o comandante-geral da Forças Armadas, eleito pelo povo, e peço ao Estado-Maior das Forças Armadas que cumpra a ordem de abrir o aeroporto”, afirmou, numa declaração divulgada pela TV venezuelana Telesur e retransmitida por um carro de som perto do aeroporto. O presidente da Assembleia-Geral da ONU, Miguel D’Escoto, e alguns jornalistas acompanhavam Zelaya em uma aeronave fornecida pela Venezuela.

Na escala que fez em Manágua Zelaya encontrou-se brevemente com o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, e seguiu para El Salvador para se reunir com os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Paraguai, Fernando Lugo, e da Argentina, Cristina Kirchner, além do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Ao longo do voo para Honduras, Zelaya conversava com apresentadores da Telesur, ligada ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Dizia que sua presença em Honduras ajudaria a conter a violência e esperava que as Forças Armadas entendessem que ele defende o povo e o presidente de facto, Roberto Micheletti, é golpista.

Ao menos uma pessoa morreu e outras dez ficaram feridas na tarde de domingo durante confrontos entre manifestantes que apoiam Zelaya e as forças policiais e do Exército que tentavam restringir o acesso ao aeroporto internacional de Tegucigalpa. A vítima foi identificada como Obed Murillo, de 19 anos, que recebeu um tiro na cabeça. Alguns manifestantes arremessaram paus e pedras contra os soldados, que revidaram lançando bombas de gás lacrimogêneo. Nos telhados das proximidades, eram vistos francoatiradores.

Quando o avião do presidente deposto sobrevoou o aeroporto, no fim da tarde em Tegucigalpa, os manifestantes começaram a gritar sem parar seu nome. Em seguida, chegaram as informações de que o avião do presidente não pousaria. Os manifestantes se retiraram aos gritos de “assassinos” para os soldados e policiais. Com o toque de recolher antecipado para as 18h30, a maioria decidiu seguir para suas casas e um novo protesto dos seguidores de Zelaya foi marcado para esta segunda. Já os defensores do governo de facto de Roberto Micheletti convocaram um ato diante da sede do governo de Honduras.

Veja também:

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mais imagens Fotos: Galeria com imagens de protestos em Honduras

especialEntenda a origem da crise política em Honduras

linkPerfil: Eleito pela direita, Zelaya fez governo à esquerda

lista Ficha técnica: Honduras, um país pobre e dependente dos EUA

(Com Gustavo Chacra, enviado especial de O Estado de S. Paulo em Tegucigalpa)

Barrado em Honduras, Zelaya vai para a Nicarágua

AE – Agencia Estado


SÃO PAULO – O avião que levava o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, de volta a seu país desviou ontem e pousou na Nicarágua depois de não receber autorização para aterrissar no aeroporto de Tegucigalpa. Mas Zelaya afirmou que tentará novamente hoje ou amanhã voltar a Honduras. Ele declarou que os militares haviam colocado veículos na pista e ameaçado com uma interceptação aérea. ?Se eu tivesse um paraquedas imediatamente me lançaria deste avião?, disse Zelaya, após sua fracassada tentativa de retorno.

Ao se aproximar do espaço aéreo hondurenho, Zelaya havia exigido lealdade dos militares e ordenado que fosse permitido o pouso de seu avião. ?Sou o comandante-geral da Forças Armadas, eleito pelo povo, e peço ao Estado-Maior das Forças Armadas que cumpra a ordem de abrir o aeroporto?, afirmou, numa declaração divulgada pela TV venezuelana Telesur e retransmitida por um carro de som perto do aeroporto.

O presidente da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Miguel D?Escoto, e alguns jornalistas acompanhavam Zelaya em uma aeronave fornecida pela Venezuela. Na escala que fez em Manágua, Zelaya se encontrou brevemente com o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, e seguiu para El Salvador para se reunir com os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Paraguai, Fernando Lugo, e da Argentina, Cristina Kirchner, além do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Em Tegucigalpa, o governo de Micheletti convocou entrevista coletiva e acusou a Nicarágua mobilizar tropas na fronteira entre os dois países para um ataque. Em seu pronunciamento, Micheletti acusou países vizinhos de iniciar ?uma invasão psicológica? contra Honduras, usando redes de TV, em alusão à Telesur. No início da noite, perto da hora prevista para a possível aterrissagem do avião de Zelaya, todos os noticiários de TV foram tirados do ar e substituídos pelo pronunciamento de Micheletti.

O presidente nicaraguense desmentiu a acusação de que estava mobilizando forças para um ataque. ?Isso é totalmente falso. Juro por Deus que a Nicarágua não está mobilizando tropas para Honduras?, afirmou a uma rádio. Ortega é um dos principais aliados de Zelaya. Em Honduras, a Igreja Católica se posicionou ao lado do governo de facto, com bispos do país reforçando a declaração feita no sábado pelo cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, de que o retorno de Zelaya provocaria um ?banho de sangue?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Obama lidera reação a golpe em Honduras

O presidente dos EUA, Barack Obama, chamou de “golpe” a deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, ocorrida no domingo. Ele afirmou que Zelaya “continua sendo o presidente”, puxando o coro internacional unânime de condenação à ruptura. “Temos de exigir a volta do governo eleito. Senão, daqui a pouco (os golpes) viram moda outra vez”, disse o presidente Lula, que manteve no Brasil o embaixador em Honduras. Já a Venezuela e seus aliados bolivarianos, aos quais Honduras havia se unido, retiraram seus embaixadores de Tegucigalpa. Mesmo sob crescente isolamento internacional, Roberto Micheletti, presidente designado pelo Congresso, disse que só deixará o poder após novas eleições e que a deposição de Zelaya “salvou Honduras do chavismo”. Na capital, houve choques entre manifestantes e o Exército.
Fonte.; Jornal Sport News( Roberio Menezes)

Sarkozy conversa com Lula sobre avião desaparecido

Aeronave da Air France decolou do Rio no domingo com destino a Paris. Avião desapareceu sobre o Oceano Atlântico.
Do G1, em São Paulo, com agências
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, conversou com o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para expressar suas “condolências e solidariedade” às famílias brasileiras dos passageiros do voo AF 447, que desapareceu quando ia do Rio de Janeiro para Paris. “O chefe de Estado agradeceu ao presidente Lula pelos esforços da Força Aérea brasileira na busca pelo avião”, diz um comunicado da Presidência da França. Os dois presidentes acertaram de se manter em contato e informados dos progressos da busca.
Mais cedo, o presidente Lula disse que entraria em contato com Sarkozy, para saber mais detalhes do desaparecimento do Airbus da Air France, que deixou o Rio de Janeiro na noite de domingo com destino a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico.

Lula deu as declarações em San Salvador, depois de participar da posse do presidente de El Salvador, Maurício Funes.

Cobertura completa: Air France voo 447

Saiba como obter informações sobre o voo


Lula afirmou também que vai ligar para o Brasil para saber o andamento das providências que estão sendo tomadas em relação ao acidente. “Estou chegando agora, vou me informar sobre o que está acontecendo, vou ligar para o Sarkozy, falar com ele, e depois falar com vocês (jornalistas)”, afirmou.

Sarkozy disse nesta segunda que a chance de haver sobreviventes do voo são “escassas”. Ele esteve no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, para acompanhar a crise. Segundo o presidente, ainda não há elementos para determinar o que aconteceu com a aeronave, que leva 228 pessoas -216 passageiros e 12 tripulantes.

Decisão está a cargo do secretário de Justiça, segundo o presidente.EUA perderam os ‘limites morais’ com uso de técnicas como o afogamento.

Do G1, com agências internacionais

O presidente dos EUA, Barack Obama, deixou em aberto nesta terça-feira (21) a possibilidade de punir alguns funcionários que tenham aprovado métodos violentos para interrogatórios contra suspeitos de terrorismo durante o governo de George W. Bush.

Ele disse que, pela aplicação de técnicas como o afogamento (waterboarding), os EUA perderam os “limites morais”.”A respeito daqueles que formularam essas decisões legais, eu diria que será mais uma decisão do secretário de Justiça dentro dos parâmetros de várias leis, e não quero prejulgar isso”, afirmou Obama após encontro com o Rei Abdullah, da Jordânia. “Acho que haverá questões muito complicadas envolvidas aqui”, acrescentou.
Obama também disse que pode apoiar uma investigação do Congresso sobre o programa de detenção de terroristas da era Bush, mas apenas sob certas condições -uma delas, de que ela fosse bipartidária. Ele disse temes o impacto que audiências politizadas e polêmicas no parlamento possam ter nos esforços do governo para conter o terrorismo.
O presidente dos EUA, Barack Obama, em encontro com o Rei da Jordânia nesta terça-feira (21). (Foto: AFP)
Mais tarde, o porta-voz Robert Gibbs disse que a Comissão Independente do 11 de Setembro, que investigou e relatou sobre os ataques de 2001, devem servir como modelo.
Vários parlamentares democratas defendem investigações a respeito do programa e afirmam que poderia haver processos baseados nas leis antitortura. Militantes dos direitos humanos consideram que tais processos seriam importantes para evitar futuras repetições dos abusos.
Anteriormente, o presidente havia dito que não queria ver processos contra agentes da CIA que tomaram parte de interrogatórios com uso de afogamento e outras táticas discutíveis, uma vez que eles agiam sob parâmetros definidos por superiores hierárquicos que haviam, àquela época, estabelecido a legalidade daquelas práticas.
Na semana passada, Obama divulgou documentos sigilosos detalhando as técnicas violentas de interrogatório, o que provocou um intenso debate nos Estados Unidos sobre se deveria haver um processo contra os responsáveis. O governo Obama também prometeu proteger funcionários da CIA de “qualquer tribunal internacional ou estrangeiro”, num recado à Espanha, onde um juiz ameaçou investigar atos cometidos por funcionários públicos durante o governo Bush.
atéria extraída em 21/04/2009
às 18:48minh.
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