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Archive for the ‘Coluna Orlindo Lopes’ Category

GINO!

http://www.noticiasdeipiau.com/wp-content/uploads/ORLINDO.jpgPor Orlindo Lopes

Valença, que no futebol, a exemplo de Ipiaú, é uma autêntica fábrica de talentos, já nos deu de presente muitos craques, sobretudo nas décadas de sessenta e setenta. Os nossos campeonatos municipais eram de tal forma organizados que atraíam jogadores dos quatro cantos do Estado da Bahia. Os principais clubes ipiauenses, antes de darem início às suas respectivas preparações para participarem de competições municipais, recorriam freqüentemente ao futebol valenciano e contratavam os melhores jogadores para formarem seus elencos. É lógico que todos eles eram excelentes e boa parte acabava ficando por aqui, e quando desvinculados de Independente, Ipiaú, Vasco, ou Fluminense, tomavam outros caminhos, alguns até chagando ao profissionalismo, acabando por formarem nos principais clubes da Bahia e até do Brasil.

Quem, por exemplo, não se recorda dos baianos Jorge Valença, que jogou no Vitória da Bahia e Atlético Mineiro, Washington, que formou com Assis no Atlético do Paraná e no Fluminense do Rio de Janeiro o famoso “casal 20”, e mais recentemente Liédson, campeão brasileiro de 2011 pelo Corinthians, depois de passagem pelo Flamengo e clubes estrangeiros? São todos da cidade de Valença!
Pois é, Gino, o meu personagem desta semana, que teve uma passagem inesquecível no Independente, também era de lá. Chegou aqui em 1966, pelas mãos do magistral Jaime Cobrinha, para não fugir à regra.

As duas cidades co-irmãs criaram um torneio de clubes, que durou cerca de quatro a cinco anos, em que participavam os dois melhores times de cada uma delas, normalmente Independente e Ipiaú, ou Vasco, daqui, e Valença e Fluminense, de lá, e servia como uma espécie de tira teima entre as duas importantes ligas interioranas.

Gino jogava no Valença! Era craque, e já na primeira edição do torneio, em 1966, foi destaque absoluto jogando como ponta de lança do tricolor valenciano, um futebol de altíssimo nível, inclusive, nos confrontos contra os times ipiauenses, ele brilhou intensamente e deixou em todos os diretores principalmente do Independente, ótima impressão.

Aqui, Gino encontrou um clima absolutamente favorável para realizar exibições compatíveis com as que apresentava em sua terra natal. Não é preciso repetir, o campeoníssimo rubro negro de Cobrinha dava essa segurança, sua diretoria oferecia normalmente aos craques vindos de fora e contratados a peso de ouro, o que de melhor podia-se imaginar em se tratando de conforto. Havia muita estabilidade. Instalações confortáveis em sua sede própria, gratificações garantidas ao final de cada jogo amistoso ou oficial, assistência médica, tudo, além de uma compensação financeira mensal, que eles apelidavam de “ajuda”.

O grupo “vermelho” que Gino integrou, tinha nomes como Bueiro, Gagé, Dilermando, Maíca, Bebeto, Vevéi, Caribe, João Grilo, enfim, era uma verdadeira legião de craques! O time base, Campeão de 1966, para os saudosos como eu recordarem, era Betinho, Humberto, Vevéi, João Grilo e Huguinho, Maíca, Bueiro e Dilermando, Caribe, Tanajura e Gino. Esta escalação, este timaço, era a fina flor do futebol de Ipiaú! É claro que o Independente possuía outros ótimos jogadores que normalmente eram utilizados no decorrer de qualquer certame, e que quando assumiam a condição de titular, correspondiam plenamente. Perdoem-me os leitores a vaidade da citação, eu fazia parte do elenco, mas me considerava apenas uma luzinha ofuscada naquela autêntica constelação.

Mas o time que escalei acima, asseguro com firmeza, foi o melhor que vi jogar entre os times amadores da Bahia.
Gino permaneceu aqui por muito tempo. Criou raízes aqui. Era verdadeiro xodó da torcida do Independente.

Gino jogou na Seleção de Ipiaú, o mesmo magnífico futebol que exibiu no time rubro negro.

Já desgastado e naturalmente cansado pelo peso da idade, Gino retornou para sua terra natal, a encantadora Valença, e para não ficar longe do futebol que ele tanto amou, assumiu as funções de árbitro doméstico, que exerceu durante algum tempo com brilhantismo.

Hoje, qualquer ipiauense que visita Valença, autêntica fonte geradora de craques no interior da Bahia, e terra de Gino, tem a obrigação de saber algo a respeito dele, para informar aos valencianos o que ele foi aqui e o que fez pelo nosso futebol.

Gino nos deixou faz algum tempo. O que tenho certeza que jamais nos deixará, é a falta danada que fez e ainda faz a todos nós!

Foi bom demais ter a oportunidade de poder homenagear uma grande estrela das que aqui desfilaram um futebol apaixonante!

O TALENTO DE CÉSAR

http://blogmarcelomartins.com.br/ckfinder/userfiles/images/Orlindo_Lopes_3.jpgDois Toques/Orlindo Lopes

Quase ninguém conseguiu definir exatamente o que jogou César. Apenas aqueles que o conheceram e viram jogar podem fazer uma análise mais aprofundada acerca dele. Que foi craque isso a própria história crava em seus anais, e dissipa qualquer dúvida que possa ser levantada a respeito.

Vou tentar explicar à minha maneira, Paulo César Santos, ou César Velho, sem dúvidas, um dos maiores talentos amadores do futebol de Ipiaú e do interior da Bahia, em todos os tempos.

Desde a aparição do campo da Baixada, na verdade, um espaço onde acabou sendo construído o Ginásio de Esportes Clériston Andrade, em cuja extensão que ainda existe foi instalado um novo campo, e que desde algumas décadas atrás transformou-se num autêntico celeiro de craques ipiauenses, que os nossos mestres, aqueles como o velho, competente e saudoso Chico, Ivan, Júlio César, (fotógrafo), entre outros também importantes, começaram a observar com profundo carinho as “promessinhas” que surgiam em profusão, e mesmo sendo todas ainda muito jovens, participavam freqüentemente nos tradicionais babas que ali eram realizados em todos os finais de tarde durante as semanas, e nas manhãs de domingos. Read the rest of this entry »

HILDEBRANDO E O FUTEBOL!

http://ipiauonline.com.br/wp-content/uploads/2011/09/orlindolopes.jpgDois Toques/Orlindo Lopes

Há seres humanos sobre os quais é difícil qualquer cidadão escrever. Aqueles que têm histórias das mais diversificadas principalmente. É que quando as pessoas para quem a gente tenta traduzir no que escreve uma certa admiração, e por consequência é levado a homenagear, representaram ou representam alguma importância para a própria sociedade em que vivem ou viveram, pela complexidade de suas respectivas trajetórias em qualquer campo das atividades em que participam ou tenham participado, a tarefa torna-se excessivamente espinhosa, difícil. Read the rest of this entry »

KIPÁ, UM CRACAÇO!

http://1.bp.blogspot.com/-3SWjaSISYxA/TX_b5zNEJnI/AAAAAAAAAXI/2t--EemlPIU/s1600/craque%2Bdo%2Bfutebol.gifPor Orlindo Lopes

Durante algum tempo desde a fundação do grande Temão, permaneci à frente da Comissão Técnica e adicionei uma nova função ao que já fazia. Eu era ao mesmo tempo treinador e uma espécie de olheiro. Era compensador. Ipiaú e toda a nossa região produziam muitos craques. Em qualquer lugar que a gente fosse, aqui ou em outra cidade da nossa região, encontrava jogadores de ótimo nível.

O aval do proprietário do time era seguro. Daí, para contratar, não havia nenhum problema. O alto poder aquisitivo do “time azul” era uma realidade.

Na verdade o Temão já tinha um esboço daquilo que se pensava para a formação de um time extraordinário. Já havia contratado um monte de jogadores dos muitos que o interior produzira.

Mas partindo do princípio de que tanto no futebol quanto em qualquer outra atividade humana, qualidade sempre foi a tônica quando se visa a solidez, quem a tem deve ser levado em conta.

Foi assim em relação a Kipá, o nosso personagem desta semana. Chegamos a ele por meio de informações. Nunca o tínhamos visto jogar, mas o que nos falavam sobre ele, inclusive pelos próprios jogadores do Temão, foi o bastante para gerar enorme interesse em tê-lo no time. Deve ter aparecido, não estou certo, a exemplo de muitos outros, nos campinhos de periferia, ou no velho e revelador areão do Rio de Contas, para não fugir à regra. Read the rest of this entry »

‘Oreba’

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Por Orlindo Lopes

Oreba é um termo no mínimo estranho. Pouco comum. Pelo menos que eu tenha conhecimento, só tem um por aqui. Trata-se de Gilson Santana da Silva, que com o apelido curioso, foi protagonista de uma das mais belas histórias de todas ligadas ao futebol de Ipiaú.

Filho da terra, nascido na Fazenda Princesa, na zona rural ipiauense há quarenta e oito anos, quando veio morar na cidade em 1974, tinha verdadeiro fanatismo pela posição de goleiro e começou nesta posição na ADB-Associação Desportiva Bairronovense, no ano de 1991.

Algum tempo depois, a convite de Santinho, então influente diretor, e treinador do Vasco da Gama local, um dos gigantes do futebol de Ipiaú, integrou o elenco do time cruzmaltino, onde jogou durante muitos anos com enorme eficiência, e ao lado de alguns dos mais renomados jogadores daquela época. O Vasco era um time de grupo cuidadosamente escolhido, e contratava muitíssimo bem. Muitos craques que por aqui passaram vestiram a consagrada camisa do time do ótimo Santinho.

Por uma questão de necessidade emergencial, e ainda porque a sua não era uma estatura adequada para goleiro, Gilson foi levado a atuar no Vasco no setor de meio de campo, mais precisamente como volante, onde adaptou-se rapidamente, e tornou-se destaque do time, numa posição que ele jamais sonhara jogar.

A primeira grande recompensa pelo esforço de Oreba em busca da afirmação, e adaptado à nova posição, veio com a conquista do título de campeão Municipal de Ipiaú pelo Vasco da Gama em 1991, em duas partidas finais empolgantes contra o excelente Atlético de Japumerim, em que o seu time venceu a ambas respectivamente por dois a um e três a um.

O futebol brasileiro e mundial tinha acabado de aprender com o magistral e saudoso Telê Santana, como se utilizar dois volantes numa mesma faixa de ocupação de espaço num campo de futebol. Esta façanha, proporcionada, para mim, pelo maior treinador de futebol de todos os tempos, ganhou o mundo, ultrapassou limites e, de repente, todos os técnicos de todos os times profissionais e amadores do Universo aderiram naturalmente. E as coisas ficaram mais simples.
Oreba, portanto, na posição em que atuaram Dinho e Pintado, pela sua natural percepção, deve ter tirado lições preciosas da fórmula mágica do extraordinário e inesquecível treinador do tricolor paulista. A forma como ele jogava no Vasco, marcando forte, com ótima noção de posicionamento, inteligente e vibrante, se assemelhava muito com ambos os volantes do São Paulo de Telê.

Oreba, como todo bom ipiauense que jogou futebol de qualidade, vestiu algumas vezes a importante camisa da Seleção de Ipiaú.

Gilson, ou Oreba, como queiram, tal como se comportava dentro do campo, fora dele, na vida comum, tem elevado conceito entre as pessoas com as quais ele sempre conviveu.

Efetivamente, da mesma maneira que Gilson contribuiu para a evolução do futebol de Ipiaú, tem ajudado a formar conceitos e idéias no âmbito das novas gerações.
Estou convicto que a religião que Gilson abraçou há muitos anos, ele é conceituado membro efetivo da comunidade da Primeira Igreja Batista de Rio Novo, causou profunda influência na sua formação moral, nos seus princípios, e na convivência familiar, que reputo da maior decência.
O futebol de Ipiaú agradece a Gilson, ou Oreba, pelo muito que ele fez para o estágio em que ele hoje se encontra.

Falei com indisfarçável emoção e orgulho, de um jogador notável, e um cidadão acima de qualquer suspeita!

Valeu, Gilsão!

A SELEÇÃO DO POVO E UMA EXIBIÇÃO DE GALA

Por Orlindo Lopes

Foi um jogaço! Daqueles que fazia tempo que a gente não via por aqui. Duas seleções que ao meu vê, mostraram porque estão entre as dezesseis melhores do Estado, embora eu deva confessar que esperava muito mais da Seleção de Santa Luz, de quem falavam maravilhas. Não restam dúvidas que se trata de um ótimo time, composto em sua maioria por jogadores realmente excelentes, mas daí a considerá-la candidata ao título pode ser, mas pelo que vi, é exagero. Principalmente pelo jogo aqui, a minha análise tem certo sentido. Não é esse time todo! Tivesse o árbitro feirense a coragem de marcar o pênalti, que eu acho que existiu, em André Luiz, aos trinta e seis minutos da segunda etapa, a história poderia ser outra. O “homem do apito”, a meu juízo, infelizmente amarelou, e impediu uma possível vitória ipiauense.

Na verdade quem foi ao Estádio pensando assistir uma Seleção de Santa Luz acima da média, tentando desde o início justificar a fama de excepcional, quase imbatível, acabou deparando com um time ipiauense vibrante, forte, consciente, que assumiu o comando do jogo desde o começo e esparramou um punhado de preocupações pros lados do adversário. Read the rest of this entry »

A SELEÇÃO NUNCA FOI TÃO NOSSA!

Por Orlindo Lopes

O ótimo Givaldo, que dentre as inúmeras qualidades que possui, é um ser humano com alto nível de percepção, certamente já notou que o clima de tensão forte que antecede a primeira em casa no próximo domingo, das duas partidas decisivas contra Santa Luz, não pode de forma nenhuma e com efeitos negativos, afetar o time ipiauense.

Naturalmente que não se pode evitar comentários maldosos, mensagens falsas via internet, antevisões a nível de placares para o jogo, manifestações de pessoas que, mesmo sendo filhos da terra e até conhecedores de futebol, insistem em não torcer a favor da Seleção, o que devemos respeitar, porque é direito de qualquer um, são fatores negativos que inevitavelmente, de um jeito ou de outro, chegam ao conhecimento dos jogadores. Isso é praxe. É doença crônica. Nunca se conseguiu extirpar. Perdura em todos os lugares do Planeta. Read the rest of this entry »

QUE VENHA O “DILÚVIO”

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Por Orlindo Lopes

Foi a melhor exibição de Ipiaú em 2011. Uma vitória marcante. A Seleção de Valença, até antes do jogo de ontem, havia feito a melhor campanha entre as trinta e seis que passaram para a segunda fase da competição. Cem por cento de aproveitamento. A cidade valenciana estava em estado de graça. A torcida apostava numa sonora goleada de sua Seleção, por conta da vitória conquistada aqui na partida de abertura da segunda fase, e nas cinco vitórias em sequência. Eles se esqueceram que os adversários que eles bateram dentro e fora de casa, Jitaúna e Castro Alves, foram os mesmos que perderam também em ida e volta para Ipiaú. A diferença da campanha até ontem foi a partida aqui, que eles venceram. Portanto, ontem seria um tira teima. Read the rest of this entry »

PISCA, E O TEMÃO!

http://ipiauonline.com.br/wp-content/uploads/2011/09/orlindolopes.jpgPor Orlindo Lopes

No início de 1976, o futebol de Ipiaú deu uma guinada, e cresceu como há muito não se registrava. Aliás, o eco da repercussão pela conquista do primeiro título Intermunicipal em 1973, ainda se fazia muito forte, e foi um dos fatores cruciais para a flagrante evolução.

Ainda que a nossa maior riqueza local e regional, o cacau, estivesse infelizmente começando a despencar nas bolsas, e inevitavelmente refletindo na nossa economia, restavam alguns agricultores que, mesmo aturdidos pelo tombo do “ouro” branco, prosseguiam fortalecendo parcerias com o Município, em prol do que o desportista ipiauense sempre idolatrou fortemente, a sua Seleção de futebol. Read the rest of this entry »

A SELEÇÃO EM PASSOS LARGOS!

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Por Orlindo Lopes

É lógico que foi bom. Ninguém pode contestar. Não importa de que forma veio a classificação, se foi sofrida, difícil, problemática, o fato é que chegamos à terceira fase, aquela, do sempre temido mata mata. E com uma campanha invejável. Em onze jogos até aqui, seis na primeira e cinco, com o de ontem, na segunda fase, faltando ainda a última partida em Valença domingo que vem, foram sete vitórias, um empate e três derrotas. Não se chega a essa condição à toa. Independente de quem tenham sido os adversários, vinte e dois pontos conquistados em trinta e seis possíveis, inegavelmente é um ótimo índice de aproveitamento. Read the rest of this entry »

…E LÁ VAI A SELEÇÃO DO POVO!

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Por Orlindo Lopes

Mesmo sabendo que alguns torcedores poderão contestar, e acho que eles têm o direito de fazê-lo, considerando que eu sempre levei em conta a sabedoria popular no futebol, principalmente no âmbito da torcida de Ipiaú, mas que foi uma vitória maiúscula, convenhamos, isso foi!

Até que ela já se desenhava fácil no início. Desde o primeiro até por volta do décimo segundo minuto o time ipiauense assumiu o comando do jogo, perdeu uma chance preciosa com Giba aos três, outra com André Luiz aos sete, e parecia que veríamos de novo aquilo que já estávamos acostumados a assistir em casa, o desperdício de oportunidades numa sequência inacreditável. Mas aí veio o ufa! Aos doze minutos Giba fez grande jogada individual e cruzou rasteiro, André Luiz bem colocado só tocou e fez seu oitavo gol na competição, para delírio de uma torcida que há muitos dias não comemorava um gol da sua Seleção em seu Estádio. Read the rest of this entry »

UMA AUTÊNCIA VITÓRIA “DA GENTE”

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Por Orlindo Lopes

Assim que a bola rolou, tivemos a impressão de que veríamos uma vez mais aquilo a que já estávamos acostumados a ver quando enfrentamos Jitaúna lá: domínio inicial de Ipiaú nos primeiros instantes e uma reação natural do time da casa a partir dos dez minutos, com a força de uma torcida empolgante e que sempre fez a diferença em casa. Só que ontem as coisas aconteceram diferentes. A Seleção de Ipiaú foi sempre superior em todo o jogo. Sofreu o gol aos quatorze minutos, de pênalti, que eu achei ter sido infantilmente cometido pelo goleiro Jeep, e que poderia ter sido evitado, muito bem marcado pelo excelente árbitro do jogo, Gleidson Oliveira, do quadro da CBF, e convertido pelo armador jitaunense Thiago, mas teve força suficiente para continuar ditando as regras da partida. Robinho se destacava e enlouquecia os marcadores com dribles desconcertantes, e usando uma arma que foi mortal para o adversário. A bola parada. As perigosíssimas cobranças de faltas pelo meia ipiauense levavam ao desespero a defensiva de Jitaúna, que em boa parte do jogo ainda no primeiro tempo, teve que se retrair na tentativa de evitar aquilo que acabou acontecendo aos trinta e dois minutos: o empate. Read the rest of this entry »

“JOGAR FUTEBOL ERA SIMPLES”

http://www.noticiasdeipiau.com/wp-content/uploads/ORLINDO.jpgPor Orlindo Lopes

É muito comum a qualquer voluntário, seja militante ou não da imprensa escrita ou falada, que tenha boa memória, e que se disponha a enaltecer, e por questão de justiça homenagear alguma “estrela” que no passado tenha brilhado no futebol, demonstrar uma tendência natural de contemplar, a meu juízo equivocadamente, sem critério, apenas aqueles mais badalados, numa demonstração indisfarçável de pura discriminação, visto que nestes casos os relegados a planos inferiores são invariavelmente aqueles que provêm das camadas menos influentes da sociedade, valendo lembrar que às vezes muitos deles, bem menos festejados e sem a frescura do estrelismo, foram até muito mais importantes e vencedores se comparados aos mais famosos. Ainda que exista quem tente relutar em provar o contrário, isto é fato consumado, assim como se alguém quisesse, por exemplo, diminuir uma pessoa, e depois tentasse justificar o ato infame, afirmando tê-lo praticado sem a intenção de machucar, mas frontalmente machucando. Read the rest of this entry »

ITAGIBÁ X IPIAÚ NA “VISÃO” DE ORLINDO LOPES

Por Orlindo Lopes
Comentarista, Cronista Esportivo e Colunista do NI.

Ipiaú poderia ter perdido o jogo de ontem em outra circunstância, menos a forma como aconteceu. Num clássico, que é o caso de quando se encaram as seleções de Ipiaú e Itagibá, qualquer resultado pode ser considerado normal. O que não é aceitável é a forma irregular como se deu a vitória de Itagibá, pelo menos na minha ótica. Ela poderia ter ocorrido de outra maneira, sem ajuda da arbitragem.

Estivemos trabalhando no jogo, posicionados em situação privilegiada em relação a ângulos, e podemos afirmar sem qualquer receio que os dois gols de Itagibá foram fruto de dois erros grosseiros da arbitragem do Sr. Antônio Marcelino Belmonte Vieira, da cidade de Ilhéus. No primeiro gol, aos dois minutos de jogo, num lance em que houve uma disputa normal entre um atacante de Itagibá, que se jogou, e um defensor de Ipiaú, o árbitro foi visivelmente pressionado pelo banco da Seleção da casa, e marcou uma falta inexistente contra a Seleção ipiauense, que foi cobrada em direção à área e entrou, após resvalar num zagueiro de Ipiaú, enganando o goleiro Israel. Ipiaú reagiu, mas não conseguiu empatar na primeira etapa. Read the rest of this entry »

O DIFÍCIL MOMENTO DO FUTEBOL DE IPIAÚ!

Da redação| Orlindo Lopes

Justamente no ano em que o torcedor de Ipiaú recebeu da Administração Municipal um Estádio reformado, reestruturado e dotado do mínimo necessário exigido pela Federação Baiana de Futebol, apto até para jogos de competições profissionais, nosso futebol mergulha num momento confuso e difícil.

Não que estejamos ainda remoendo a nossa recente e precoce eliminação do Campeonato Intermunicipal de 2010, nada disso, mesmo porque, todos nós reconhecemos e nos lembramos que tal situação já aconteceu em oportunidades anteriores, e é certo que poderá acontecer futuramente, já que para uma partida de futebol há três resultados óbvios e indiscutíveis, que são vitória, empate e derrota, e não é sempre que se consegue alcançar apenas os dois primeiros, visto que a derrota, dos três, o resultado que mais incomoda e machuca, é algo fatal, que em alguns casos às vezes não se pode de maneira nenhuma evitar, e estará sempre ocasionando desclassificações, mágoas e lamentações, no nosso caso específico, no âmbito de uma torcida carente de resultados menos cruéis, caso da nossa, que vem acumulando tristezas e humilhações desde alguns anos atrás.

O que o torcedor de Ipiaú mais lamenta não é o fato único e isolado da eliminação propriamente dita, ele sabe que o Intermunicipal principalmente, é uma competição para a qual a sua Seleção tem que estar sempre em condições adequadas, e com uma preparação ajustada aos padrões nivelados a outras que também são postulantes ao título, visto que é longa, difícil e árdua, da mesma forma como entende que perder com essa incrível sequência, como tem se registrado nos últimos anos, não condiz com a grandeza do futebol de Ipiaú.

O pior é que não se tem perspectiva mesmo moderada de uma mudança a curto prazo para transformar o quadro que aí está instalado. Não temos mais uma base sólida, já que deixamos de investir na juventude, e aí temos que exaltar o esforço de pessoas da capacidade do Professor Ivan Colt, do próprio Taffarel Miranda, de Dennis Barão, das escolinhas de Edézio, de Biléu, de Bobô, entre outros, que são incansáveis, e que cada um com seu trabalho, vêm revelando da base, mesmo sem qualquer incentivo, valores que foram importantes para os raros bons estágios mais recentes, mesmo sem qualquer apoio.

Sem querer ser repetitivo, continuo achando que um Campeonato Municipal moldado, projetado, seria uma das soluções.

Lamentável para rodos nós, pior para o futebol de nossa terra.

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