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	<title>NOTÍCIAS DE IPIAÚ &#187; Coluna Archimedes Marques</title>
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		<title>Na trilha maligna do crack</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jan 2011 16:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[(*Archimedes Marques) Para produzir o crack, usam-se a borra da pasta base da cocaína, ou seja, o lixo da cocaína que é diluída em solventes e misturada a outros produtos químicos. O ácido sulfúrico está entre eles. Outra substância com capacidade parecida de destruição é o ácido clorídrico que, quando inalado, pode causar ferimentos graves [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="Na trilha maligna do crack " link="http://www.noticiasdeipiau.com/2011/01/11/na-trilha-maligna-do-crack/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://paulodaltrozo.files.wordpress.com/2009/11/crianca-fumando-crack-no-rj-_-foto-o-globo2.jpg" alt="http://paulodaltrozo.files.wordpress.com/2009/11/crianca-fumando-crack-no-rj-_-foto-o-globo2.jpg" width="376" height="240" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(*Archimedes Marques) </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para produzir o crack, usam-se a borra da pasta base da cocaína, ou seja, o lixo da cocaína que é diluída em solventes e misturada a outros produtos químicos. O ácido sulfúrico está entre eles. Outra substância com capacidade parecida de destruição é o ácido clorídrico que, quando inalado, pode causar ferimentos graves na garganta e na boca do usuário. Também são usados  bicarbonato de sódio ou amônia, a cal virgem e a gasolina ou querosene que manipulados se transformam em uma espécie de pedra meio tenra facilmente quebrável, de cor branca caramelizada  e de boa combustão, para daí entrar no comércio negro do tráfico de drogas ilícitas e proibidas. <span id="more-13372"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O usuário ao fumar toda essa parafernália aspira o vapor venenoso para dentro de seus pulmões, entrando em conseqüência na sua corrente sanguínea. Como o crack é inalado na forma de fumaça e possui toda essa gama de produtos químicos altamente nocivos à saúde de qualquer ser vivo, ele chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína ou de qualquer outra droga, causando também um malefício mais abrangente para o usuário que sempre vicia a partir do primeiro experimento.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ação do crack atua sobre o sistema nervoso central, provocando aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação. Os usuários apresentam problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse e sérios danos nos pulmões. A droga também pode afetar o trato digestivo, causando náuseas, dores abdominais, perda de apetite com conseqüente excessiva eliminação de peso e desnutrição.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os efeitos psicológicos imediatos do crack são a euforia e a sensação de poder. Com o uso constante da droga, aparecem cansaço intenso, forte depressão e desinteresse sexual. Em grande quantidade, o crack pode deixar a pessoa extremamente agressiva, paranóica e fora da realidade, como se estivesse em outro mundo, noutra vida. O cuidado pessoal do usuário passa a não mais existir e sua autoestima rasteja aos mais baixos níveis.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A droga destrói os neurônios e promove a degeneração dos músculos do corpo, fenômeno conhecido na medicina como rabdomiólise, causando a aparência esquelética no indivíduo, com ossos da face salientes, pernas e braços  finos e costelas aparentes.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O usuário do crack pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crack vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando uma espécie de zumbi, ou morto-vivo, movido pela compulsão  à droga que é intensa e intermitente. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, o usuário dela faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser somente em função da droga.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além dos citados problemas de saúde que recaem para os usuários do crack, as ocorrências no seu terreno familiar e social sempre passam para a área criminal e vão caminhando rapidamente em largas vertentes para dias piores. A vida vivida pelos envolvidos com o vício do crack parece sempre transpor os inimagináveis pesadelos, pois do crack e pelo crack são capazes de praticar qualquer crime.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na trilha maligna do crack, o seu usuário encontra o desencanto, a dor, a violência, o crime, a cadeia, a desgraça e o cemitério precocemente. O crack traz o ápice da insanidade humana. Alguns que se recuperaram do poder aniquilador do crack disseram que dele sentiram o gosto do inferno.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, apesar de tudo isso, apesar dessa realidade brutal e com perspectivas de piorar ainda mais com a sua crescente problemática, sentimos o poder público ainda meio tímido, sem verdadeira vontade política para debelar tal situação, assertivas essas comprovadas pelo andamento de alguns projetos que já se mostraram ineficientes e outros que se mostram apenas paliativos em ação.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fácil de concluir que o perfil da sociedade brasileira se transformou e os problemas familiares, sociais, da saúde e da segurança pública mudaram consideravelmente para pior a partir do advento do crack. Dentro desse contexto também cresceram e continuam crescendo todos os índices de crimes possíveis, destarte os crimes de furto, roubo, latrocínio e homicídio.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, por justo o povo clama por solução adequada, por remédio curativo, não paliativo. Projetos verdadeiros e efetivos devem entrar em ação com urgência urgentíssima, pois os problemas deixados na maligna trilha do crack crescem em proporções geométricas e atingem em cheio a nossa sociedade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br </span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2011/01/11/na-trilha-maligna-do-crack/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Transtorno na vida policial</title>
		<link>http://www.noticiasdeipiau.com/2010/10/20/transtorno-na-vida-policial/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 21:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Da redação&#124; *Archimedes Marques (Colunista) Desprende-se de grande parte da nossa sociedade os pensamentos errôneos de que todo policial é arbitrário e violento, irresponsável e ineficiente, corrupto e corruptível, covarde e delinqüente se comparando até ao seu próprio opositor, o bandido. Tais pensamentos ilógicos e insensatos, além de emperrar uma real interatividade entre o povo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="Transtorno na vida policial" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/10/20/transtorno-na-vida-policial/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://www.marialuciaamary.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Deputada-coloca-medalha-a-uma-policial-militar-elas-geram-a-vida-como-mulheres-e-doam-a-vida-como-policiais-.JPG" alt="http://www.marialuciaamary.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Deputada-coloca-medalha-a-uma-policial-militar-elas-geram-a-vida-como-mulheres-e-doam-a-vida-como-policiais-.JPG" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da redação| *Archimedes Marques (Colunista) </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desprende-se de grande parte da nossa sociedade os pensamentos errôneos de que todo policial é arbitrário e violento, irresponsável e ineficiente, corrupto e corruptível, covarde e delinqüente se comparando até ao seu próprio opositor, o bandido.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tais pensamentos ilógicos e insensatos, além de emperrar uma real interatividade entre o povo e a sua Polícia ainda ferem de morte o brio do bom e verdadeiro policial que em verdade faz parte da grande maioria do contingente institucional em todas as Polícias do Brasil.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É bom que se frise que o policial é um funcionário público encarregado de prestar a segurança pública à sociedade e deve agir sempre de acordo com as normas. Quando ele comete algum abuso ou crime está sujeito à punição como qualquer outra pessoa do regime em vigor e até ainda com mais rigor devido a sua qualidade de guardião da Lei, pois ninguém está autorizado neste país a praticar excessos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já se foram os tempos em que os policiais frequentemente e facilmente se desvirtuavam das suas missões de bem proteger o povo, guardar a Lei e lutar pela ordem do país. Entretanto, não é isso que o povo vê e sente, muito pelo contrário, quando ocorre um deslize de um membro de qualquer instituição policial, logo a sociedade generaliza o malefício para todos os nossos componentes, colocando os fatos negativos como regra em toda a corporação ao invés de usá-los como exceção.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, o bom policial, o digno e leal policial, aquele que veste a camisa da Polícia, aquele que verdadeiramente se veste completo de Polícia, paga perante o conceito depreciativo de parte substancial do nosso povo, pelos atos insanos do falso policial, do travestido de Polícia.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O malevolente pensamento arraigado no seio da sociedade brasileira, grudado feito sanguessuga a sugar o néctar da honradez do verdadeiro policial, é um dos motivos que também freia o nosso progresso, ou seja, tranca a evolução da polícia, pois aliados a tal conceituação depreciativa, assim muitos governantes não reconhecem o nosso real valor.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As políticas de segurança pública relacionadas principalmente à valoração profissional dos membros policiais sempre estão aquém das nossas expectativas. Com raras exceções de alguns Estados do país, assistimos de uma maneira ampla os nossos salários sendo sucateados e achatados, assistimos com tristeza os nossos policiais sempre desvalorizados e humilhados pelo poder público, assistimos com profundo pesar o povo tanto exigir da Polícia, massacrar as nossas ações, usar e descartar os nossos policiais e, assistimos enfim, a sociedade muitas vezes criticar por criticar a Polícia ao invés de apoiar a nossa luta pelo resgate da dignidade perdida ao longo dos anos, dignidade essa que por certo refletirá em uma melhor segurança pública para todos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poucos enxergam o policial como ser humano altivo, destemido, defensor, protetor, benfeitor e amigo. Não é nada fácil exercer a função policial neste país tão cheio de contradições que até os próprios Direitos Humanos, que em tese seriam para todas as pessoas, pouco nos alcançam. Os Direitos Humanos até mais valem para os marginais que ferem a ordem e rasgam as Leis do país do que para os policiais que as defendem e as guardam acima até das suas próprias vidas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo assim, o bom e verdadeiro policial, apesar de todos os percalços na sua trajetória, dos transtornos da sua vivência, persiste e não desiste no fiel cumprimento do seu dever. Mesmo assim o digno e honrado policial mostra que acima de tudo faz parte de uma LEGIÃO DE FORTES IDEALISTAS que trabalha com amor à profissão e caminha ultrapassando muitas barreiras para servir essa própria sociedade que tanto o reprime. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(*Delegado de Polícia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública).</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/10/20/transtorno-na-vida-policial/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A inteligência policial na prevenção e na repressão ao crime</title>
		<link>http://www.noticiasdeipiau.com/2010/09/01/a-inteligencia-policial-na-prevencao-e-na-repressao-ao-crime/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 23:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marques* Com a crescente onda da criminalidade em que os delinqüentes buscam cada vez mais a modernidade para a concretização dos seus atos delituosos, estudando sempre novos métodos para dificultar o trabalho da Polícia, esta por sua vez, há sempre de acompanhar a evolução dos tempos para que então realize integralmente seu potencial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="A inteligência policial na prevenção e na repressão ao crime" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/09/01/a-inteligencia-policial-na-prevencao-e-na-repressao-ao-crime/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://www.expressomt.com.br/adminPortal/e_newsPortal/galeriaFotos/galeria/88877/g/policiaarmada.jpg" alt="http://www.expressomt.com.br/adminPortal/e_newsPortal/galeriaFotos/galeria/88877/g/policiaarmada.jpg" width="291" height="291" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por Archimedes Marques* </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com a crescente onda da criminalidade em que os delinqüentes buscam cada vez mais a modernidade para a concretização dos seus atos delituosos, estudando sempre novos métodos para dificultar o trabalho da Polícia, esta por sua vez, há sempre de acompanhar a evolução dos tempos para que então realize integralmente seu potencial como função efetivamente especializada de combate ao crime. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fuga do controle da violência gerada por vários motivos, dentre os quais, pelo sucateamento da Polícia ao longo dos anos, fez com que o atual Estado brasileiro passasse a correr atrás de novas soluções na tentativa de conter, ou pelo menos amenizar o problema da insegurança reinante no país. <span id="more-10497"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dentre as controversas tentativas advindas de articulações policiais ilusionistas tipo ações pirotécnicas e miraculosas ou outros tantos super planos que morreram quase sempre no nascedouro da proposta de superar o problema da violência, sobreviveu a alternativa plausível que demonstrou melhor sua força e vitalidade, se transformando em real trilha a ser seguida por todas as Policias do Brasil, qual seja, a inteligência policial como ótima ferramenta que deve ser usada para revitalizar os obsoletos paradigmas da nossa segurança publica. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para superficialmente entrar no tema com o breve texto é de bom alvitre assinalar o entendimento do Delegado de Polícia aposentado, hoje Consultor de Inteligência, Escritor e Professor, CELSO FERRO, um dos maiores estudiosos no assunto, quando diz: “A inteligência policial é a atividade que objetiva a obtenção, analise e produção de conhecimentos de interesse da segurança pública, sobre fatos e situações de imediata ou potencial influencia da criminalidade, atuação de organizações criminosas, controle de delitos sociais, assessoramento às ações de polícia judiciária e ostensiva por intermédio de analise, compartilhando a difusão de informações.” </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a inteligência policial busca e produz conhecimentos para auxiliar as ações policiais, ou seja, destaca-se como se fosse uma assessoria administrativa inerente a levantar dados, informes, a fabricar informação do interesse da segurança pública, que tanto pode ser usada na prevenção quanto na repressão ao crime. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dentro deste patamar ideológico alguns Estados brasileiros saíram na frente nesta verdadeira corrida de obstáculos para melhor proteger o seu povo, formando então nas suas Polícias as modernas e boas equipadas divisões, serviços ou setores de inteligência policial, transformando-as até em bases de exemplos positivos das suas gestões administrativas. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste sentido o Estado de Sergipe é referencia e possui um bom projeto de inteligência policial. Os fatos noticiados pela mídia comprovam esta assertiva através das inúmeras ações positivas em prol da sociedade decorrentes do desmonte de quadrilhas perigosas de marginais, da apreensão constante de grandes traficantes de drogas, doutros bandidos não menos perigosos e da solução de investigações policiais de maiores repercussões no nosso Estado, embora muito ainda falte para se alcançar o auge. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, nesta mesma trajetória a maior parte dos Estados brasileiros continua caminhando tímida e lentamente, talvez até freados pelo desestímulo salarial pertinente às classes policiais que ainda toma conta da maioria dos seus membros, ou talvez pela falta de consciência dos seus gestores para investirem em melhores políticas de segurança pública. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, de uma maneira geral, infelizmente ainda assistimos as falhas da Polícia preventiva que não consegue evitar o crime, assistimos as falhas da Polícia repressiva que não consegue reprimir o crime com boas investigações, assistimos a Justiça rapidamente soltar os diversos criminosos de toda espécie, às vezes, por conta dos inquéritos policiais frágeis, desprovidos de boas provas que conseqüentemente transformam as denúncias Ministeriais em instrumentos fáceis de serem vencidos pela Advocacia criminal e, assistimos enfim, o povo atônito sem saber o que fazer diante da crescente violência que assola todos os lugares, vez que, com a impunidade decorrente disso tudo crescem os valores criminosos. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Correndo na contramão  desta esperançosa espécie de panacéia policial, muitas políticas de segurança pública dos Estados ainda teimam em repetir projetos fracassados e do fracasso usam-se doses maiores de remédios inúteis ou com validades vencidas no afã de estancar a epidemia da insegurança que se alastra por todo canto. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reconhecer o papel essencial como recurso digno de investimento voltado para a inteligência policial, deve ser preeminente em todos os Estados brasileiros, pois em assim sendo, estaremos somando os esforços para fazer frente à preocupante e crescente problemática. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os principais e mais adiantados países do mundo estão combatendo a criminalidade e a violência melhor investindo em planos relacionados e interligados à inteligência policial e é dentro deste contexto que o Brasil também deve caminhar, ao mesmo tempo em que deve ceifar de vez aqueles projetos que restaram infrutíferos. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">*Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/09/01/a-inteligencia-policial-na-prevencao-e-na-repressao-ao-crime/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O fenômeno Bullying pode gerar malefícios irreparáveis e crimes diversos</title>
		<link>http://www.noticiasdeipiau.com/2010/08/17/o-fenomeno-bullying-pode-gerar-maleficios-irreparaveis-e-crimes-diversos/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 15:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>

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		<description><![CDATA[Da redação&#124;Archimedes Marques* Na trajetória da vida nos deparamos com situações inusitadas e surpreendentes. Em algumas delas podemos agir, interferir e até mesmo remediar algo de errado, porém noutras, apenas lamentar. Dia desses, em visita a cidade de Salvador, fui ao Mercado Modelo e ali nas suas imediações um fato ocorrido me chamou atenção para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="O fenômeno Bullying pode gerar malefícios irreparáveis e crimes diversos" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/08/17/o-fenomeno-bullying-pode-gerar-maleficios-irreparaveis-e-crimes-diversos/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://blog.cancaonova.com/minhafamilia/files/2007/06/about_bullying.jpg" alt="http://blog.cancaonova.com/minhafamilia/files/2007/06/about_bullying.jpg" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da redação|Archimedes Marques*</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na trajetória da vida nos deparamos com situações inusitadas e surpreendentes. Em algumas delas podemos agir, interferir e até mesmo remediar algo de errado, porém noutras, apenas lamentar.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dia desses, em visita a cidade de Salvador, fui ao Mercado Modelo e ali nas suas imediações um fato ocorrido me chamou atenção para o termo inglês conhecido por Bullying, cujos atos decorrentes são antigos, mas que no presente tempo com a propagação das ações inerentes trás imensa preocupação para os educadores, pais de alunos, autoridades diversas e para a sociedade em geral, vez que os seus resultados sempre se esbarram em situações criminosas ou deprimentes, por vezes com malefícios irreparáveis principalmente para as suas vítimas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fenômeno Bullying é usado no sentido de identificar ações provindas dos termos zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, ignorar, humilhar, perseguir, ofender, agredir, ferir, discriminar e apelidar pessoas com nomes maldosos, que na grande maioria das vezes tem origem nas escolas através dos jovens alunos que assim praticam tais maldades contra determinados colegas que possuem algum defeito físico, assim como, os relacionados à crença, raça, opção sexual ou aos que carregam algo fora do normal no seu jeito de ser.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De volta ao Mercado Modelo, chegava um ônibus de turismo quando diversos vendedores ambulantes assediavam os turistas para venderem os seus produtos, quando apareceu um velho mendigo, barbudo, cabeludo, maltrapilho, imundo, de pés descalços, tipo daqueles cidadãos que vivem ou sobrevivem à espera da morte na miséria absoluta, morando debaixo das marquises das lojas ou dos viadutos que o tempo e a vida lhes deram de presente e, ao se aproximar daquele grupo de pessoas, então um dos vendedores o enxotou em verdadeira humilhação:</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">- Sai prá  lá GAMBÁ que você  espanta qualquer um com o seu fedor de fossa insuportável!&#8230;<span id="more-10196"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vendo aquela cena deprimente e desumana me aproximei daquele mendigo que já saía sem reclamar com o “rabinho entre as pernas” para lhe dar um trocado qualquer e então, do seu jeito de caminhar, dos seus gestos com as mãos, de um sinal no rosto e de um tic nervoso a piscar a todo tempo um dos olhos quase já fechado pela amargura do seu viver, o reconheci&#8230;</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De imediato naveguei pelo túnel do tempo de volta ao passado e aportei em uma Escola da rede pública ali próxima na própria cidade baixa da capital baiana, no início dos anos 70, onde estudei por quase dois anos antes de voltar para Aracaju e, lá encontrei o colega de classe apelidado de GAMBÁ, então perseguido implacavelmente, ofendido na sua cidadania, discriminado pelo seu jeito de ser e humilhado incondicionalmente pela grande maioria dos seus jovens colegas, meninos e meninas com idades aproximadas de 13 e 14 anos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquele jovem que talvez não gostasse de tomar banho ou que talvez não tivesse oportunidade freqüente para tanto, pelo fato de possivelmente morar em alguma invasão desprovida de saneamento básico e, que sempre chegava suado e cheirando mal em sala de aula, talvez pelo provável fato de também não possuir produtos higiênicos na sua casa, logo ganhou de algum colega gaiato o apelido de gambá que nele grudou qual uma sanguessuga a sugar a sua dignidade e, então passou a ser menosprezado e ofendido por quase todos da classe e até das salas circunvizinhas. Por onde passava os alunos tapavam o nariz e na sala de aula sentava na última carteira, isolado de todos. De tanto humilhado e discriminado que era ninguém dele se aproximava, principalmente por receio de também ser hostilizado.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senti uma fisgada no peito ao me ver também culpado pelo que se transformou o jovem colega conhecido por gambá. Confesso ter sido cúmplice por omissão, não por ação, pois eu também era uma vítima das ações nefastas advindas do Bullying, por ser um menino tímido ao extremo ao ponto de todos os dias entrar calado e sair mudo em sala de aula, então isolado pelos colegas da classe que preferiam lidar com os mais falantes e extrovertidos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como vítima parceira de tais ações depreciativas, o certo era eu ter me juntado ao colega gambá, mas não o fiz por covardia, por medo, por receio de ser mais rechaçado ainda pelos demais estudantes e assim sofremos individualmente em proporções diferentes a dor do isolamento e da humilhação naquele interminável ano de 1972. No ano seguinte gambá, após ter sido reprovado com as menores notas da classe em todas as matérias possíveis não mais retornou ao Colégio, enquanto que, para minha alegria logo retornei para o meu querido Estado de Sergipe para crescer e esquecer aquele deprimente, humilhante e sufocante tempo.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa triste lição de vida me mostrou o quanto as chamadas inocentes brincadeiras de criança podem ser maléficas para tantos outros, se é que essas ações escolares agora conhecidas por Bullying podem ser consideradas inocentes, vez que para muitos estudiosos no assunto, tais ofensores sofrem de distúrbios psíquico que precisam de tratamento sob pena de explosões mais desastrosas ainda, como de fato vem ocorrendo em muitos lugares.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A agressividade e a violência advindas do fenômeno Bullying assumem além de tudo, o caráter etiológico do violar, não só referente às normas de conduta, a moral e a disciplina, mas principalmente viola os direitos do cidadão relacionados a sua integridade física e psíquica, a sua liberdade de opinião ou sua escolha de vida, a sua liberdade de expressão e até de locomoção, enfim, fere de morte o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana em sociedade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A psiquiatria e a psicologia mostram que além do sofrimento dos jovens vítimas do fenômeno Bullying, muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos últimos anos a população mundial freqüentemente assiste atônita as diversas situações estarrecedoras quase sempre nascidas e advindas do fenômeno Bullying, com agressões físicas e assassinatos por parte de alunos contra os seus próprios colegas, contra professores, guerras de gangues, de torcidas organizadas, de tráfico de drogas com participação de jovens estudantes até mesmo dentro das próprias instalações escolares.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As diversas Escolas espalhadas pelo país, destarte para as situadas nos ambientes periféricos das grandes cidades se tornaram espaço de intolerância, competições absurdas e conflitos de todos os tipos possíveis, em especial para os problemas relacionados às drogas, assim como, para os pertinentes à liberdade sexual, ou seja, para as meninas que não aderem a esse tipo de pratica livre, passando então as mesmas a sofrer diversos tipos de perseguições, em verdadeiras inversões de valores por conta das ações absurdas do fenômeno Bullying.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ética, solidariedade e humanismo são realmente palavras desconhecidas e perdidas em muitas comunidades de jovens estudantes que as substituem pelo desrespeito e pela afronta ao direito individual do seu colega que pretende prosperar e vencer na vida honestamente, pelo seu próprio esforço e valor.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso dar um basta nestes tipos perniciosos de vandalismo e delitos juvenis. O jovem necessita acima de tudo de limites. Precisa entender os seus direitos e os seus deveres e até onde eles chegam. Precisa de disciplina e autoridade. Precisa entender que todos são cidadãos em igualdade de condições. Entretanto, para que consigamos chegar a tal geração de jovens politizada, só com uma boa educação familiar e escolar é possível alcançar tal objetivo.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, não há  como deixar de concluir que estamos diante de um sério problema relacionado às áreas educacional, social, da psiquiatria e de segurança pública, com real tendência para sua resolução na educação preventiva, curativa psiquiatra ou psicológica, por isso, necessário se faz, da consciência absoluta do Ministério da Educação com a elaboração de verdadeiro e efetivo Programa de combate a este grande malefício conhecido por Bullying, tomando por gerentes os bons educadores, estudiosos e pesquisadores no assunto que em alguns Estados brasileiros já se fazem presentes nas suas respectivas secretarias de educação, mas que necessitam, sem sombras de dúvidas, de melhores investimentos financeiros para as suas conseqüentes vitórias que por certo serão galgadas no trabalho junto aos pais de alunos, professores e dos próprios estudantes autores e vitimas do fenômeno.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além dessa medida, necessário se faz uma batalha mais ampla dentro do Legislativo, até com uma reforma no próprio Estatuto de Criança e do Adolescente com reais modificações e acrescentando-se a esta Lei bons artigos inerentes ao tema para possibilitar ao Estado Nação um melhor campo de atuação, pois é desejo de todos nós vermos os nossos jovens estudantes crescendo e somando-se a construção coletiva e permanente para o pleno exercício da cidadania. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">*Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe)</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/08/17/o-fenomeno-bullying-pode-gerar-maleficios-irreparaveis-e-crimes-diversos/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A trajetória e o horror do crack</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 14:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marques Os fatos criminosos, as conseqüências horripilantes na área social e familiar e o sortilégio causado ao usuário do crack, comprovam que essa droga, sem sombras de dúvidas, é mais perigosa do que todas as outras juntas. De poder avassalador e sobrenatural, o crack sempre vicia o usuário quando do seu primeiro experimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="A trajetória e o horror do crack" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/04/27/a-trajetoria-e-o-horror-do-crack/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://tellmewhyimwrong.files.wordpress.com/2009/07/smoking_crack.jpg" alt="http://tellmewhyimwrong.files.wordpress.com/2009/07/smoking_crack.jpg" width="287" height="215" /></h3>
<h3><span style="color: #000000;">Por Archimedes Marques</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os fatos criminosos, as conseqüências horripilantes na área social e familiar e o sortilégio causado ao usuário do crack, comprovam que essa droga, sem sombras de dúvidas, é mais perigosa do que todas as outras juntas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De poder avassalador e sobrenatural, o crack sempre vicia o usuário quando do seu primeiro experimento e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. O crack é a verdadeira degradação humana.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há alguns anos atrás, quando o crack foi introduzido no Brasil, em especial em São Paulo, seu uso estava praticamente restrito a classe paupérrima da nossa sociedade devido ao seu baixo custo de venda, começando assim a sua trajetória com os moradores de rua que eram viciados em álcool, maconha ou em cheirar cola e que assim viam naquela nova e poderosa droga mais barata e acessível, a pretensa solução para resolver ou para esquecer dos seus problemas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na época as autoridades constituídas viviam as ilusões de que esse subproduto da cocaína não sairia do consumo dos mendigos, dos pobres, dos desafortunados e dos desgraçados, por isso pouco se importavam com a problemática, contudo, o seu consumo rompeu esse quadrilátero, conquistou as demais classes sociais, expandindo-se rapidamente, virando uma epidemia nacional e aí, diante do clamor público, o Estado passou a correr atrás do prejuízo.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A dimensão da tragédia é difundida nos diversos Estados da Nação através de reportagens jornalísticas que comprovam o retrato devastador em todos os lugares possíveis e imagináveis aonde chegou o filho mortal da cocaína. O crack invadiu grandes e pequenas cidades, periferias e lugares de baixa a alta classe social, municípios, povoados, zona rural e já chegou até às aldeias indígenas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fracasso da política antidrogas do governo federal é estampado nos quatro cantos do Brasil. A cada reportagem televisiva assistimos atônitos pessoas adultas, jovens, adolescentes e crianças consumindo o crack, deitados no chão das praças, das calçadas, debaixo dos viadutos, das marquises, sem se incomodarem com nada ou mesmo correndo em desespero, vivendo aquele mundo imaginário, sem perspectiva de vida alguma. Meninos e meninas na flor da idade se prostituem até por 1 real e praticam qualquer ato ou tipo de crime possível em busca do crack. Famílias inteiras se desesperam vendo os seus entes queridos buscando o fundo do poço pelo crack.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crack trás a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares e vai deixando rastros de lágrimas, sangue e crimes de toda espécie na sua trajetória maligna. Assistimos recentemente com imensa tristeza e pesar uma reportagem mostrada na TV Record em que crianças recém nascidas de mães viciadas em crack, são também barbaramente atingidas pelos efeitos nefastos da droga. Nascem como se viciadas fossem, com crises de abstinências, com compulsão à droga, tremores, calafrios e com problemas físicos diversos, principalmente com lesões no cérebro que provavelmente os levarão às demências ou a outros tipos de problemas inerentes, ou seja, uma nova geração de vítimas do crack sem sequer ter consumido a droga por vontade própria. A maioria das mães drogadas também perdem o instinto materno e terminam doando os seus filhos debilitados.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem origem ligada a fins medicinais, muito pelo contrário, ele nasceu para alterar o estado mental do usuário, para viciá-lo de maneira sobrenatural e para aniquilar todos os seus órgãos, levando-o a uma morte breve, mas sofrível para si e para todos que o cercam.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cocaína gerou o crack para terminar de arrasar as diversas gerações que dele buscam sensações diferentes, mas que não imaginam que na verdade caminham para a desgraça absoluta. Achando pouco os efeitos insanos da droga mãe, o homem adicionou ao lixo do processo da sua fabricação, alguns produtos químicos altamente nocivos e perigosíssimos para a saúde humana para depois repassá-la ao seu semelhante como passaporte para a morte.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Absurdamente são adicionados à borra da cocaína para compor uma fórmula maligna e cruel, a amônia que é usada em produtos de limpeza, o ácido sulfúrico que é altamente corrosivo e usado em baterias automotivas, querosene, gasolina ou outro tipo de solvente que é para dar a combustão ao produto e, para render aumentando a sua lucratividade, a cal virgem, ou cal viva que também é tóxica e usada em construções ou plantações, que ao serem misturados e manipulados se transformam numa pasta endurecida de cor branca caramelizada onde se concentra mais ou menos 40% a 50% de cocaína. Assim nasceu o crack para o bem do traficante, para o mal da sociedade e para o horror da humanidade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante expressiva. Logo o usuário sente a aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila e a elevação ou diminuição da pressão sanguínea, ou seja, uma transformação total da sua normalidade física.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o tempo o crack causa destruição de neurônios e provoca ao seu usuário a degeneração dos músculos do seu corpo, conhecida na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O usuário do crack pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crack vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando uma espécie de zumbi, ou morto-vivo, movido pela compulsão à droga que é intensa e intermitente. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, o usuário dela faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser somente em função da droga.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda não existem estatísticas oficiais nos Estados brasileiros que venham a comprovar o rastro da devassidão e desgraça causada pelo crack, entretanto já se comentam que as vítimas fatais mensais superam em dobro as vítimas de acidentes de trânsito, e em assim sendo, considerando que o Brasil sempre está nas primeiras colocações em mortes de transito no contexto mundial, conclui-se, portanto, que estamos caminhando para o caos absoluto por conta dessa droga.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelas matérias jornalísticas observa-se que o Estado do Rio Grande do Sul é o mais atingido pela tragédia do crack. Segundo o Jornal Zero Hora, há cinco usuários de crack para cada grupo de mil gaúchos, enquanto que é previsto para até o final do ano de 2012, apesar da grande taxa de mortalidade, que essa população de zumbis alcance o número de 300 mil componentes.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já aqui no nordeste, mais de perto em Salvador, capital da Bahia, é fato em notícia que 80% das pessoas com idade entre 12 a 25 anos que vem a óbito são egressos do crack e morrem do crack ou pelo crack.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A dificuldade que o dependente do crack tem ao querer deixar o seu consumo também é imensa e requer uma força de vontade fora do comum, diferente do que acontece com os usuários das outras drogas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Universidade Federal de São Paulo atestou uma pesquisa que acompanhou a trajetória de 131 usuários de crack após 12 anos da saída dos mesmos de um hospital de tratamento, chegando a seguinte conclusão: Apenas 33% se recuperaram e venceram a droga, enquanto que 67% foram derrotados, e desse número, 17% continuavam dependentes, 20% desapareceram, 10% estavam presos e 20% foram mortos em decorrência do mal da droga ou assassinados por conta dela.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conclui-se assim que estamos caminhando para uma espécie de genocídio, ou seja, morte em massa decorrente de ações de uma causa só, conforme previu o traficante colombiano Carlos Lehder Rivas, preso e condenado nos Estados Unidos da América em 1985, ao afirmar naquela data que o crack seria a terceira bomba atômica a ser lançada contra a humanidade e que iriam morrer mais pessoas do que todas as guerras mundiais juntas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Correndo contra o tempo o Ministério da Saúde lançou um Programa emergencial em junho de 2009 que prevê investimentos na ordem de 118 milhões de reais até o fim de 2010, com proposta de aumentar o número de leitos e de profissionais dedicados à saúde mental, assim como, de instalações de novos núcleos de apoio à saúde da família e centros de atenção psicossocial, entretanto, essa verba, mostra-se pequena para a extensão da gravidade do problema.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto isso, milhares de pessoas no Brasil ingressam na Justiça com ações contra o Estado pleiteando direito à indenização ou ao tratamento adequado em clínicas particulares para os seus familiares viciados que estão vivendo o drama do crack. Nesse sentido o Estado de Sergipe é exemplo nacional através do Juiz de Direito da Comarca de São Cristóvão, Manoel Costa Neto, que além de desenvolver um trabalho de conscientização contra os riscos do uso dessa droga, vem decidindo em sentenças justas e humanitárias, através das ações individuais apoiadas pelo Ministério Público e posteriormente por conta de uma Ação Civil Pública ingressada pela Defensoria Pública, que todo aquele dependente químico, principalmente do crack, que reside dentro da circunscrição daquele município, já pode ter do Governo a compensação no seu tratamento, ou seja, o Estado está sendo obrigado a arcar com as despesas dos drogados em clínicas particulares.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crime organizado continua investindo pesado do tráfico de drogas. Muita cumplicidade perversa promove e mantém o crack no seio da nossa sociedade. Tudo prolifera e floresce com muito arranjo sinistro. A política de repressão ao tráfico não esta sendo suficiente para conter o avanço do crack. A Polícia, apesar de todos os esforços empreendidos, com prisões e apreensões diariamente de muitos traficantes e de grandes quantidades de crack, não é forte o bastante para vencer essa batalha.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assistimos também desolados, jovens e crianças abandonando as escolas e recrutados pelo tráfico em troca do crack e algumas migalhas em dinheiro. O documentário apresentado pela Rede Globo no programa Fantástico no ano de 2006 denominado “Falcão &#8211; meninos de tráfico” comprovou essa triste realidade brasileira. Durante as gravações, 16 dos 17 meninos “falcões” entrevistados morreram, sendo 14 em apenas três meses, vítimas da violência na qual estavam inseridos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, apesar de tudo isso, apesar dessa realidade brutal e com perspectivas de piorar ainda mais a sua problemática, sentimos o poder público ainda meio tímido, sem verdadeira vontade política para debelar tal situação.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Estado tem a obrigação de investir em massa não só na área curativa do mal, mas também na repressão e principalmente na prevenção que é a raiz da problemática, elaborando projetos que efetivamente influenciem os nossos jovens a nunca experimentar droga alguma, em especial o crack, ou então teremos taxas de mortalidade inaceitáveis com o suposto genocídio em ação, tragédias familiares e sociais no extremo, além do aumento geométrico da criminalidade, destarte para os crimes de furto, roubo, homicídio e latrocínio por conta dessa droga avassaladora.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aliados a tais medidas governamentais é preciso também da conscientização popular principalmente na área da educação. Dentre as formas de prevenir está a questão de se oferecer atividades escolares extracurriculares que despertem mais atenção dos estudantes, além de um convívio mais profundo e dialogado entre alunos com professores, psicólogos e especialistas, assim como, entre pais e filhos, para enfim, lutarmos com todas as forças possíveis contra essa epidemia. Não podemos achar que a polícia e a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas, festas, shopings center e outros lugares de convivência social, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas. </span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/04/27/a-trajetoria-e-o-horror-do-crack/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Insensibilidade e descaso até na morte dos nossos policiais</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 00:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A árdua missão policial fielmente desempenhada e tão cobrada pela sociedade brasileira continua sendo incompreendida por muitos. Os caminhos tortuosos e espinhosos seguidos pelas policias parecem ser intransponíveis e intermináveis. Infelizmente há ainda uma tradição arraigada no âmago do povo em generalizar que a Polícia é ineficiente e corrupta, que os nossos policiais são ignorantes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="Insensibilidade e descaso até na morte dos nossos policiais" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/04/15/insensibilidade-e-descaso-ate-na-morte-dos-nossos-policiais/"><h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="center alignleft" src="http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/12/policial_barbrady_de_south_park_no_centro_de_fortaleza.jpg" alt="" width="197" height="151" /><br />
A árdua missão policial fielmente desempenhada e tão cobrada pela sociedade brasileira continua sendo incompreendida por muitos. Os caminhos tortuosos e espinhosos seguidos pelas policias parecem ser intransponíveis e intermináveis.<br />
Infelizmente há ainda uma tradição arraigada no âmago do povo em generalizar que a Polícia é ineficiente e corrupta, que os nossos policiais são ignorantes, irresponsáveis, arbitrários e criminosos, por isso muitos até torcem pelo nosso fracasso.<br />
Para boa parte da população policial é sinônimo de bandido, de algo imprestável, um reles ser do submundo da sociedade e pouco se importam com os seus problemas, ou seja, são tais pessoas insensíveis na vida e até na morte dos nossos policiais.<span id="more-7222"></span><br />
Quando morre um policial na maioria dos países desenvolvidos ocorre um verdadeiro desfile de despedida pelas principais avenidas da cidade em agradecimento aos seus relevantes serviços prestados à sociedade, com o seu caixão exposto em caminhão do Corpo dos Bombeiros, sirenes e batedores dos carros policiais ligados, seus colegas trajando farda de gala, com a presença dos chefes de Polícia, Prefeito, Governador e demais autoridades, além da cobertura da imprensa local. A população pára tudo o que está fazendo e aplaude homenageando a passagem do féretro do herói morto com muita comoção.<br />
A viúva e seus filhos nunca são desamparados pelo Estado, muito pelo contrário, além da pensão justa relativa ao próprio digno salário do morto, ainda recebem bons seguros de vida que obrigatoriamente são feitos pelo poder público e, quando morrem em serviço defendendo o povo, aí é que esses valores duplicam.<br />
Entretanto, quando morre um policial aqui no nosso País, mesmo em serviço, defendendo a sociedade dos criminosos não aparece autoridade alguma, somente a presença dos seus familiares, amigos ou colegas de profissão e, em ocasiões especiais os chefes de Polícia. Imprensa só de quando em vez faz a cobertura do evento fúnebre.<br />
Até o próprio povo se impacienta e se chateia quando os colegas do policial morto querem lhes prestar uma condigna última homenagem, como foi um caso recente ocorrido aqui na nossa região em que um policial civil ao interferir num assalto fora abatido pelos marginais e, no seu cortejo fúnebre bem organizado com a Polícia Militar parando o trânsito até o cemitério, escutei perfeitamente de um motorista apressado que estava numa rua paralela sem poder passar por alguns instantes e que falou em alto e bom som: QUANTA PALHAÇADA. ATÉ NA MORTE ELES ATRAPALHAM O TRÂNSITO!&#8230; Outros motoristas, motociclistas ou transeuntes apenas assistiam com semblante alheio, raivoso, indiferente ou insensível o cortejo passar “atrapalhando o trânsito” e atrapalhando os seus preciosos tempos&#8230;<br />
Nossos policiais e seus familiares não são apenas abandonados, desprezados e renegados por grande parte da sociedade, são de igual modo, tratados em descaso pelo Poder público. Em vida são humilhados e desvalorizados profissionalmente com salários não condizentes com a importância do cargo. Na morte, além dos desprezos citados, os herdeiros que possuem direitos aos seus baixos salários transformados em pensões são até diminuídos com a perda de certas gratificações, fato que também ocorre quando os policiais são feridos em batalha contra o crime e ficam inválidos para o resto das suas vidas. De pronto perdem logo o adicional noturno e a gratificação de periculosidade, quando o certo, por uma questão de gratidão e justiça era incorporar tais gratificações nas suas pensões.<br />
O policial vê mais sofrimento, sangue, problemas e alvoradas do que qualquer outra pessoa. Trabalha independente das condições de tempo ou de lugar, mas a sua maneira de ver a vida em proteção da sociedade continua a mesma apesar dos percalços na sua caminhada. Na maioria das vezes é entristecido por conta das desilusões encontradas, mas no fundo é um forte, sempre esperando por um mundo melhor.<br />
A sociedade brasileira precisa confiar mais na sua Polícia. Tem que ver e sentir a Polícia à luz do valor da amizade, pois os nossos policiais lutam o morrem por ela em busca paz social, enquanto que, por sua vez, o poder público deve ver a Polícia como valorosa instituição pagando salários dignos aos seus membros, como já ocorre em raros Estados da Nação, assim valorizando e respeitando-os na vida e na morte.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) &#8211; archimedes-marques@bol.com.br</strong></em></span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/04/15/insensibilidade-e-descaso-ate-na-morte-dos-nossos-policiais/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crimes sexuais: da antiga capação para a moderna castração química</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 14:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marques Todo crime sexual é acompanhado de ato depravado, sórdido, repugnante, horrendo e produz seqüelas irreparáveis para as vítimas e seus familiares. Tais crimes sempre foram combatidos pela sociedade desde os tempos mais remotos. De uma maneira geral, em quase todas as nações, os crimes de ordem sexual eram punidos nos parâmetros da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="Crimes sexuais: da antiga capação para a moderna castração química" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/04/01/crimes-sexuais-da-antiga-capacao-para-a-moderna-castracao-quimica/"><h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por Archimedes Marques</span></h4>
<h4 style="text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/_wuAW2jKYR9Y/S7SBJqXqqMI/AAAAAAAAEI0/lk27TgksQo8/s1600/SALA+DA+CAPACAO+1.jpg" rel="lightbox[6945]"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_wuAW2jKYR9Y/S7SBJqXqqMI/AAAAAAAAEI0/lk27TgksQo8/s320/SALA+DA+CAPACAO+1.jpg" border="0" alt="" /></a></h4>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"> </span></span><span style="color: #000000;">Todo crime sexual é acompanhado de ato depravado, sórdido, repugnante, horrendo e produz seqüelas irreparáveis para as vítimas e seus familiares. Tais crimes sempre foram combatidos pela sociedade desde os tempos mais remotos.<br />
De uma maneira geral, em quase todas as nações, os crimes de ordem sexual eram punidos nos parâmetros da Lei de Talião, ou seja, o autor sofria castigo igual, parecido ou relacionado ao dano por ele causado.<br />
A máxima OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE fora vivenciada por muito tempo em quase todas as Leis das diversas Nações, em destarte, na Idade média através da Inquisição comandada pela própria Igreja católica.<br />
A Lei de Talião era interpretada não só como um direito, mas até como uma exigência social de vingança em favor da honra pessoal, familiar ou tribal.<br />
O Brasil colônia de Portugal, assim como tal, também seguia tais parâmetros punitivos para os seus diversos tipos de criminosos.<span id="more-6945"></span><br />
As Ordenações do Reino que compunham as Leis Manuelinas, Afonsinas e Filipinas, formavam a base do sistema penal português, que por sua vez também vigoravam no Brasil. Entre as penas estavam a morte, a mutilação através do corte de membros, o degredo, o tormento, a prisão perpetua e o açoite.<br />
Até mesmo depois da sua Independência de Portugal, o Brasil continuou adotando penas não menos violentas e cruéis, seguindo de certa forma, os antigos ensinamentos de Talião na sua organização penal.<br />
O homem que praticasse determinados atos sexuais considerados imorais ou criminosos poderia ser condenado à castração, então conhecida por capação que podia ser concretizada de várias maneiras, contanto que com o castigo o agressor não tivesse mais possibilidade de voltar a delinqüir devido a perda total do seu apetite sexual.<br />
Buscando um caso prático para melhor ilustrar o presente texto só encontrei a suposta e inusitada Sentença Judicial datada de 15 de outubro de 1833 ocorrida na antiga Villa de Porto da Folha, hoje município, situado às margens do rio São Francisco aqui no nosso querido Estado de Sergipe.<br />
A referida Sentença que é relacionada a uma tentativa de estupro possui a linguagem arcaica da época e dizem que o dito documento está guardado no Instituto Histórico do vizinho Estado de Alagoas. Tal sentença fora divulgada em alguns jornais virtuais e sites jurídicos do Brasil, a exemplo das páginas Ad referendum, Usina de letras, Recanto das letras, o Norte de Minas Gerais, Jus navigandi, Teologikas, Livros e afins, Estudos de direito, Fórum Jurídico, Jurisciência, Consultor Jurídico, Almanaque Brasil, Pérolas do Judiciário… Por isso a transcrevo acreditando ter sido fato real e documento verídico:<br />
“SENTENÇA DO JUIZ MUNICIPAL EM EXERCÍCIO, AO TERMO DE PORTO DA FOLHA – 1883.<br />
SÚMULA: Comete pecado mortal o indivíduo que confessa em público suas patifarias e seus boxes e faz gogas de suas víctimas desejando a mulher do próximo, para com ella fazer suas chumbregâncias.<br />
O adjunto Promotor Público representou contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Senhora Sant´Anna, quando a mulher de Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em moita de matto, sahiu dela de sopetão e fez proposta a dita mulher, por quem roía brocha, para coisa que não se pode traser a lume e como ella, recusasse, o dito cabra atrofou-se a ella, deitou-se no chão deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará, e não conseguio matrimônio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreyo Correia e Clemente Barbosa, que prenderam o cujo flagrante e pediu a condenação delle como incurso nas penas de tentativa de matrimônio proibido e a pulso de sucesso porque dita mulher taja pêijada e com o sucedido deu luz de menino macho que nasceu morto.<br />
As testemunhas, duas são vista porque chegaram no flagrante e bisparam a pervesidade do cabra Manoel Duda e as demais testemunhas de avaluemos. Dizem as leis que duas testemunhas que assistem a qualquer naufrágio do sucesso faz prova, e o juiz não precisa de testemunhas de avaluemos e assim:<br />
Considero que o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento, por quem roía brocha, para coxambrar com ella coisas que só o marido della competia coxambrar porque eram casados pelo regime da Santa Madre Igreja Cathólica Romana.<br />
Considero que o cabra Manoel Duda deitou a paciente no chão e quando ia começar as suas coxambranças viu todas as encomendas della que só o marido tinha o direito de ver.<br />
Considero que a paciente estava pêijada e em consequência do sucedido, deu a luz de um menino macho que nasceu morto.<br />
Considero que a morte do menino trouxe prejuízo a herança que podia ter quando o pae delle ou mãe falecesse.<br />
Considero que o cabra Manoel Duda é um suplicado deboxado, que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também fazer coxambranças com a Quitéria e a Clarinha, que são moças donzellas e não conseguio porque ellas repugnaram e deram aviso a polícia.<br />
Considero que o cabra Manoel Duda está preso em pecado mortal porque nos Mandamentos da Igreja é proibido desejar do próximo que elle desejou.<br />
Considero que sua Majestade Imperial e o mundo inteiro, precisa ficar livre do cabra Manoel Duda, para secula, seculorum amem, arreiem dos deboxes praticados e as sem vergonhesas por elle praticados e apara as fêmeas e machos não sejam mais por elle incomodados.<br />
Considero que o Cabra Manoel Duda é um sujeito sem vergonha que não nega suas coxambranças e ainda faz isnoga das incomendas de sua víctima e por isso deve ser botado em regime por esse juízo.<br />
Posto que:<br />
Condeno o cabra Manoel Duda pelo malifício que fez a mulher de Xico Bento e por tentativa de mais malifícios iguais, a ser capado, capadura que deverá ser feita a macete.<br />
A execução da pena deverá ser feita na cadeia desta villa. Nomeio carrasco o Carcereiro. Feita a capação, depois de trinta dias o Carcereiro solte o cujo cabra para que vá em paz.<br />
O nosso Prior aconselha:<br />
Homine debochado debochatus mulherorum inovadabus est sentetia qibus capare est macete macetorim carrascus sine facto nortre negare pote.<br />
Cumpra-se a apregue-se editaes nos lugares públicos. Apelo ex-officio desta sentença para juiz de Direito deste Comarca.<br />
Porto da Folha, 15 de outubro de 1833.<br />
Assinado: Manuel Fernandes dos Santos, Juiz Municipal suplente em exercício.”<br />
A capação feita a macete consistia em colocar os testículos do cidadão condenado em local rígido esmagando-os com um forte golpe certeiro, usando para tanto um grosso pau roliço tipo bastão ou cassetete, ou mesmo, uma marreta fabricada com madeira de lei.<br />
Com o tempo a pena de Talião e outras cruéis desapareceram nas legislações modernas na quase totalidade dos Países, sob a influência de novas doutrinas e novas tendências humanas relacionadas com o Direito Penal, entretanto, muitas pessoas ainda defendem a volta de métodos parecidos, como fórmula eficaz para arrefecer o recrudescimento da violência urbana.<br />
Apesar do nosso ordenamento jurídico ter abolido de vez as penas cruéis, a discussão sobre a aplicação de uma pena peculiar para aqueles que cometem crimes de ordem sexual, destarte para aqueles praticados contra crianças através da chamada pedofilia, volta a tona agora de maneira mais presente, vez que tramita no Congresso nacional o Projeto de Lei nº 552/07 de autoria do Senador Gerson Camata para propor modificação no Código Penal com a pena de castração através da utilização dos recursos químicos, ou seja, a castração química para tais criminosos.<br />
A denominada castração química consiste na aplicação de injeções hormonais inibidoras do apetite sexual, aplicadas nos testículos, conduzindo o condenado à impotência sexual em caráter definitivo e de maneira irreversível.<br />
A proposta inspira-se em ordenamentos jurídicos estrangeiros onde a sanção é aplicada, a exemplo dos estados do Texas, Califórnia, Flórida, Louisiana e Montana nos Estados Unidos da America, em certos países da Europa e até aqui na América do Sul, na vizinha Argentina, entretanto, no Brasil, tal proposta esbarra em sérios óbices constitucionais, vez que é tema relativo ao direito fundamental à integridade física, assim como às garantias contra penas cruéis, desumanas, degradantes e perpétuas estatuídas para todos.<br />
Para muitos legisladores, advogados e juristas a proposta é repudiada e considerada totalmente inconstitucional. Para alguns não passa de um Projeto eleitoreiro populista que visa agradar e enganar o povo, mas que vai de encontro a Constituição Federal e, por isso, mesmo que seja aprovado no Congresso nacional será desfeito pelo Supremo Tribunal Federal. Para outros a própria Carta Magna pode também ser alterada para adaptação de tal pena. Para tantos outros tal penalidade é um retrocesso à Lei de Talião, uma volta à época medieval, um atraso na humanidade, incabível no nosso ordenamento jurídico.<br />
A discussão também gira em torno de se estudar se a castração química é uma pena cruel ou se é somente um tratamento médico, sem maiores gravidades físicas para os autores irrecuperáveis e reincidentes dos crimes sexuais, destarte para os pedófilos, que com a medida perderão apenas o libido, com grande possibilidade de não mais voltarem a delinqüir pois sem a vontade sexual não há o porque da realização do ato.<br />
A vivencia policial e a prática profissional ao longo dos tempos nos contemplam pelo lado psicológico adquirido em casos investigados, a asseverar sem medo de errar, que geralmente os maníacos sexuais parecem não ter sentimentos de culpa e, quando chegam a confessar os crimes inerentes, discorrem como se os seus atos insanos fossem normais, negam suas carências, suas dificuldades, demonstram ser completamente desconectados com sentimentos próprios e muito menos com os sentimentos alheios, com os sentimentos das vítimas e seus familiares, por isso, quase sempre reincidem nos seus crimes quando colocados em liberdade.<br />
É fato contundente e abominável para toda a sociedade que, no nosso pais, um quarto das vítimas de crimes sexuais são crianças com menos de dez anos de idade, porém esse debate não pode ficar apenas adstrito ao Congresso Nacional, deve se expandir para todas as camadas sociais. Advogados, juristas, doutrinadores, médicos, psicólogos, sexólogos, psiquiatras, professores, jornalistas, escritores, cronistas, religiosos e especialistas diversos devem ser ouvidos para formarem suas opiniões não só na pauta constitucional ou jurídica, quanto nas questões sociais, morais e éticas no seio da nossa sociedade.<br />
A experiência internacional através dos países que já adotam esta moderna pena tem muito a nos ensinar, as medidas de lá que restauram frutíferas devem ser aqui adaptadas a nossa realidade e, por fim, restando possível a aplicação de tal penalidade, o mais importante: A realização de um plebiscito para o povo decidir se é a favor ou contra a castração química.<br />
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br – archimedes-marques@bol.com.br – archimedesmelo@bol.com.br </span></h3>
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		<title>O crime de estupro e suas nuances com as partes envolvidas</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 22:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marque- Colunista A Lei Ordinária Federal nº 12.015, de 7 de agosto de 2009, trouxe no seu bojo profunda e inédita alteração no artigo 213 do nosso Código Penal, ao mesmo tempo em que acrescenta o artigo 217-A nesse Diploma, ambos relacionados ao crime de estupro. O Título do Código Penal que passou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="O crime de estupro e suas nuances com as partes envolvidas" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/03/25/o-crime-de-estupro-e-suas-nuances-com-as-partes-envolvidas/"><h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por Archimedes Marque- Colunista </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Lei Ordinária Federal nº 12.015, de 7 de agosto de 2009, trouxe no seu bojo profunda e inédita alteração no artigo 213 do nosso Código Penal, ao mesmo tempo em que acrescenta o artigo 217-A nesse Diploma, ambos relacionados ao crime de estupro.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Título do Código Penal que passou a vigorar com a denominação DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL, além de transformar todo o sentido e significado do seu art. 213, como conseqüência ainda revogou os artigos 214 e 224 do dito Diploma repressivo que tratavam do atentado violento ao pudor e da presunção da violência prevista então na antiga denominação DOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A elementar do tipo que revelava seu sujeito passivo somente a mulher, dado ao fato da caracterização da conjunção carnal, fora substituída pela expressão alguém e assim, a partir de então, o sexo do ofendido é indiferente para a caracterização do delito.<span id="more-6771"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com a revogação do crime de atentado violento ao pudor o legislador trouxe a sua redação e a incorporou na definição do crime de estupro, que então ficou definido:</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estupro: art. &#8211; 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, além da conjunção carnal ou cópula vaginal que caracteriza-se pela penetração do pênis na vagina, temos também de igual modo a outra alternativa para configurar o crime de estupro, ou seja, a questão da pratica de qualquer ato libidinoso em desfavor da vítima.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ato libidinoso, entende-se pela definição colhida na wikipédia, como sendo todos os atos que implicam contato da boca com o pênis, com a vagina, com os seios ou com o ânus, os que implicam manipulação erótica (por mãos ou dedos) destes mesmos órgãos pelo respectivo parceiro, os que implicam introdução do pênis no ânus ou no contato do pênis com os seios, e os que implicam masturbação mútua.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conclui-se com essa definição que o Legislador criou algumas vertentes, algumas situações adversas interessantes, vez que, poderá o homem ser considerado vítima quando forçado a praticar a conjunção carnal  ou outro ato libidinoso com uma mulher em que o mesmo apesar de ser o sujeito ativo no ato é o sujeito passivo no crime, ou pode ser o passivo no ato e no crime na hipótese da mulher ser ativa no ato libidinoso, ou ainda poderá ele ser o ativo ou passivo no ato libidinoso com outro homem, mas passivo no crime devido a sua contra vontade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto a mulher vítima, pode a mesma vir a sofrer estupro praticado pelo homem através da conjunção carnal ou do ato libidinoso, ou mesmo por outra mulher, quando essa consigo praticar ou permitir o ato libidinoso.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não exclui o crime nenhuma classe social. Todos protegidos em sua liberdade sexual. Nesse sentido algumas vítimas figuram como qualificadora para o autor do delito, como é o caso das pessoas consideradas vulneráveis, cujos casos ganharam um novo artigo na presente Lei:</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estupro de vulnerável: art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (quatorze) anos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O entendimento do estupro de vulnerável nasceu de forma mais real, mais presente, mais viva, vez que substituiu a duvidosa presunção da violência do antigo tipo. O dispositivo busca punir toda relação sexual ou ato considerado libidinoso, de qualquer natureza, ocorridos com ou sem consentimento do menor de 14 anos de idade e das pessoas portadoras de deficiência mental ou enfermidades que não possam esboçar reação à agressão iminente, não importando o meio usado para a consolidação do fato, se por violência, ameaça, fraude ou consentimento da pessoa passiva. De qualquer forma estará caracterizado o crime de estupro de vulnerável com o agravante para o agressor.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As conseqüências do crime de estupro que além de ser um ato violento, depravado, sórdido, repugnante, horrendo, pavoroso, produzem seqüelas irreparáveis para as vítimas, principalmente para as do sexo feminino que vão além da possibilidade de perder o relacionamento com os seus companheiros devido ao pensamento machista ainda existente, ainda fixa-lhes permanentes traumas psicológicos, inseguranças, medos, fobias, aumentando substancialmente tal problemática quando do estupro resulta gravidez.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vivencia policial e a experiência profissional ao longo dos tempos nos contemplam pelo lado psicológico adquirido em casos práticos investigados, a asseverar sem medo de errar, que autor do crime de estupro do sexo masculino parece não ter sentimento de culpa e, geralmente quando chega a confessar o crime ou crimes inerentes, faz normalmente e até orgulhosamente, como se estivesse contando um filme, um fato fora da realidade, desprovido de sensibilidade. Por vezes se sente poderoso, superior, nega suas carências, suas dificuldades, demonstra ser completamente desconectado com sentimentos próprios e muito menos com os sentimentos alheios, com os sentimentos das vítimas, dos seus familiares, do que pensa a sociedade a seu respeito.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O praticante usual do crime estupro é um maníaco sexual cuja raia da insanidade se aproxima até do criminoso psicopata, pois de quando em vez assistimos que não se contenta ele somente com tal crime e ainda mata a sua vítima com as suas próprias mãos através da esganadura, sufocamento, asfixia ou outros meios cruéis, por isso é quase sempre irrecuperável e pouco liga para as conseqüências nefastas que advêm até para si próprio, vez que, além da sua pesada pena de reclusão ainda, via de regra, ao se ver preso e colocado junto a outros criminosos, pela praxe antiga e tradicional do sistema prisional é molestado sexualmente pelos seus colegas de cela que assim também praticam crime idêntico.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fugindo a regra, outros autores do crime de estupro, com a mesma insanidade mental doentia ou até maior são beneficiados pela Justiça, como fora o caso do Médico Roger Abdelmassih, especialista em fertilização e reprodução humana, acusado de ter cometido estupro em mais de 50 de suas pacientes que o procuraram para tratamento de gravidez, e que em tese, teria o mesmo praticado tal crime na sua forma qualificada, ou seja, estupro de  vulnerável, vez que as suas vítimas sempre estavam anestesiadas ou até mesmo inconscientes sem possibilidade de esboçarem quaisquer tipo de reação, e que, ficou pouco tempo preso em cela especial e logo posto em liberdade por concessão de habeas corpus do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para responder o Processo em liberdade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao perfil da autora do crime de estupro apesar de ser também doentio ainda é indefinido devido aos poucos casos práticos existentes, destarte que sendo o homem a sua vítima e tendo o mesmo agido ativamente no ato sexual, dificilmente ou quase nunca, dará ele conhecimento do crime à Polícia. Fatos mais frequentemente hão de aparecer quando o homem for o sujeito passivo do ato libidinoso por ela praticado, como exemplifica alguns processos do antigo crime de atentado violento ao pudor que estiveram em trâmite e julgamento antes do advento dessa nova Lei. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) –<br />
</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/03/25/o-crime-de-estupro-e-suas-nuances-com-as-partes-envolvidas/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Polícia precisa da participação popular para melhor proteger o idoso</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 01:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marques* &#8211; Colunista A Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, mais conhecida como Estatuto do Idoso representa uma mudança significativa no sistema protetivo dessa vulnerável camada social, contudo, apesar de contar com mais de seis anos em vigor continua sendo pouco divulgada e não muito respeitada por parte considerada da população [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="A Polícia precisa da participação popular para melhor proteger o idoso" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/03/17/a-policia-precisa-da-participacao-popular-para-melhor-proteger-o-idoso/"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_PIrRtWCp-Jg/SsOBkdJnR9I/AAAAAAAADy8/ZcnbIWAIewM/s400/idosos+casal+sentados+no+banco.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_PIrRtWCp-Jg/SsOBkdJnR9I/AAAAAAAADy8/ZcnbIWAIewM/s400/idosos+casal+sentados+no+banco.jpg" /></span></h3>
<h3><span style="color: #000000;">Por Archimedes Marques* &#8211; Colunista<br />
</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, mais conhecida como Estatuto do Idoso representa uma mudança significativa no sistema protetivo dessa vulnerável camada social, contudo, apesar de contar com mais de seis anos em vigor continua sendo pouco divulgada e não muito respeitada por parte considerada da população brasileira.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É obrigação da família, da sociedade e do poder público, zelar e assegurar com absoluta prioridade o efetivo direito à vida do idoso, assim como a sua saúde, alimentação, educação, cultura, cidadania, esporte, lazer, trabalho, liberdade, dignidade, respeito e a convivência familiar e comunitária, além da prioridade no atendimento público e privado.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar desses direitos e garantias constituídos, do rigor penal do Estatuto do Idoso e do próprio Código repressivo brasileiro que complementa as diversas punições para os seus transgressores, essa classe social continua sendo desrespeitada e vítima dos mais diversos tipos de violência e maus tratos, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima da Lei.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O idoso é vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos, netos ou parentes próximos dos idosos, além da prática dos maus tratos físicos e psicológicos, usando de artifícios e fraudes, de posse de procurações ardilosas passam a administrar os seus bens e proventos ou realizam empréstimos em nome desses desviando o dinheiro em benefícios próprios.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Resta ainda a problemática freqüente em que muitos familiares ao saírem de casa, trancam os idosos sozinhos que por vezes estão acamados, em cadeiras de rodas ou seriamente doentes, tratando-os como verdadeiros animais inclusive deixando-os a passar fome ou em situação de higiene totalmente subumanas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Polícia está  atenta a qualquer tipo de ocorrência envolvendo o idoso, não só na esfera familiar, como nas ruas, em bancos, transporte coletivo e outros locais públicos, entretanto precisa ainda mais da ajuda de toda a população para tomar conhecimento de tais ilícitos. Os olhos do povo têm que ser a extensão dos olhos da Polícia.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deve, cada vez mais, a população por uma questão de Justiça e respeito, abandonar a postura passiva frente a tal problemática tomando para si o sofrimento e maus tratos que ainda se praticam contra essa classe social, agindo com mais sensibilidade, consciência, para denunciar com mais freqüência as diversas ilicitudes pelas quais passam os nossos idosos que por vezes preferem calar e até desmentir as suas próprias dores para não prejudicar outras pessoas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Espoliados, vilipendiados e humilhados, na condição de dependência daqueles com quem vive, ou sobrevive, muitos idosos recuam e omitem informações por medo, resquícios de amor para com seus familiares, falta de amor a sua própria vida, ou até mesmo por impossibilidade absoluta de fazê-lo como é o caso dos idosos prostrados em leito sendo maltratados ou aqueles deficientes mentais e certos deficientes físicos mantidos em família como espécie de cárcere privado.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todas as Polícias podem receber as denúncias das ilicitudes praticadas contra os idosos para as primeiras providencias, entretanto, para cumprimento e iniciação dos procedimentos investigativos criminais, temos nas principais cidades do país as Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso, e quando não, as Delegacias de Policia comuns que dão conhecimento dos fatos devidamente apurados ao Judiciário para punição aos transgressores.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As denuncias também podem ser feitas para o Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Guardas municipais, Conselhos Estaduais ou Conselho Nacional do idoso, Igrejas, Associações de classes inerentes ou para os diversos órgãos municipais que realizam o trabalho social, que por certo endereçarão o problema para a Polícia Judiciária iniciar a investigação pertinente.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não bastasse toda essa problemática que vai de encontro as Leis e aos direitos do Idoso, ainda existe a questão da luta pela reposição das perdas salariais que são frequentemente desrespeitadas, com aposentadorias ínfimas e com Projetos de Lei que visam melhoria para a classe que se arrastam no Legislativo por anos sem solução, bem como da falta de educação e sensibilidade do povo que frequentemente o descrimina em diversas áreas sociais.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todo idoso tem a sua história de vida, experiências diversas e, os seus conselhos e ensinamentos também devem ser mais observados e seguidos. O idoso é antes de tudo um sobrevivente desse mundo tão conturbado, um exemplo para todos. O respeito aos seus direitos é o mínimo que podemos ofertá-los.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só uma luta vigilante e permanente das entidades de classe inerentes com mobilizações constantes e ajuda do povo para cobrança de providencias pelo poder público, além da exaltação e amor próprio no âmbito dessa camada social são capazes de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">*Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS)</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/03/17/a-policia-precisa-da-participacao-popular-para-melhor-proteger-o-idoso/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>De policial a travestido de Polícia</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 22:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por *Archimedes Marques-Colunista Fruto de uma Sociedade em que cada vez mais se clamam pela probidade administrativa e que ainda se tem a Policia como delinqüente, está em meio às Instituições policiais a figura do digno policial, do verdadeiro policial a cumprir a sua árdua missão de bem servir e defender a população, ao mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="De policial a travestido de Polícia" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/03/03/de-policial-a-travestido-de-policia/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_0L20ptZ_7wQ/SuB6m_1jXeI/AAAAAAAAAjk/I7NZGcQMtWQ/s320/imagem+-+post+vestir-se+ou+travestir-se+de+pol%C3%ADcia.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_0L20ptZ_7wQ/SuB6m_1jXeI/AAAAAAAAAjk/I7NZGcQMtWQ/s320/imagem+-+post+vestir-se+ou+travestir-se+de+pol%C3%ADcia.jpg" /></h3>
<h3>Por *Archimedes Marques-Colunista</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fruto de uma Sociedade em que cada vez mais se clamam pela probidade administrativa e que ainda se tem a Policia como delinqüente, está em meio às Instituições policiais a figura do digno policial, do verdadeiro policial a cumprir a sua árdua missão de bem servir e defender a população, ao mesmo tempo em que paga em conceitos depreciativos pelas ações indignas do falso policial, do travestido de Polícia. Infelizmente para muitas pessoas, policial e marginal é “farinha do mesmo saco”, ou seja, generalizam-se toda a Instituição policial por conta de uma minoria desvirtuada que age à margem da Lei e que por excesso de burocracia ou pelas brechas das Leis continuam a desempenhar as suas funções normalmente.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É bom que se frise que o termo Polícia aqui usado engloba todas as instituições policiais estatuídas na atual Carta Magna, enquanto que, a palavra policial é direcionada a todos os seus membros, do mais baixo ao mais alto grau de carreira, vez que todos nós que policiamos e mantemos a ordem pública, somos policiais, ao passo que, o termo travestido de Policia, nada mais é do que aquele componente que apesar de fazer parte da Polícia preferiu passar para o lado oposto, para o lado da marginalidade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A somação dos atos criminosos praticados pelo travestido de Polícia, além de abrir chagas no seio da instituição é, sem sombras de dúvidas, a mais séria e grave existente no âmbito da segurança pública, vez que o policial é acima de tudo o guardião da Lei e protetor da ordem pública.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade o travestido de Polícia está na força pública para extorquir, roubar, matar, prevaricar e sempre se proteger atrás do seu distintivo, fazendo dos bons o seu escudo e dividindo com os honestos as críticas pelos seus atos insanos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Polícia e bandido são opostos que não podem ser atraídos para o mesmo objetivo. Tal missão ilícita é própria do travestido de Polícia que, além de tudo, ainda espera contar com a conivência ou benevolência dos seus colegas de armas como se os mesmos fossem obrigados a partilhar da sua insanidade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É bem verdade que em todos os órgãos governamentais existe o verdadeiro e o falso funcionário, mas já assistimos bons avanços de resgate da dignidade administrativa, embora esteja ainda aquém do desejo e exigência popular. Os exemplos de punidades nos três poderes já aparecem mais frequentemente e são bem aplaudidos pela sociedade que espera a justa continuidade do processo de limpeza geral em toda a administração pública.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para que a depuração e a autodepuração sejam trilhadas fortemente também em todas as Instituições policiais e se acabe de vez com figura indesejável do travestido de Policia é necessário maior participação popular denunciando os seus ilícitos e que se reformem as Leis administrativas e penais em desfavor desses infratores, transformando os seus respectivos procedimentos em atos mais ágeis e menos burocráticos, aplicando punições justas quando das suas culpabilidades.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Complementando deve o ego do verdadeiro policial sempre ser massageado, colocando-o em melhor ocupação ou cargo de destaque com digno salário e gratificação merecedora, além das boas condições de trabalho para que o mesmo assim possa caminhar mirando também as suas próprias fileiras, expondo e ajudando a purgar as feridas causadas pelo travestido de Polícia.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com honra, ética, e perseverança é possível fazer uma Polícia séria, sem corrupção ou interesses escusos para o próprio bem da Instituição, da sociedade, do poder público e do Brasil. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">*Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – </span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/03/03/de-policial-a-travestido-de-policia/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dissidência no tráfico de drogas gera campanha e guerra contra o crack</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 23:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marques (Colunista do Notícias de Ipiaú, delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) O povo assiste atônito as conseqüências nefastas advindas do crack, a chamada “droga do século”, que chegou para arruinar a vida de muitos, piorar ainda mais a vida de toda a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="Dissidência no tráfico de drogas gera campanha e guerra contra o crack" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/02/19/dissidencia-no-trafico-de-drogas-gera-campanha-e-guerra-contra-o-crack/"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_jOSx2tnixxc/Sy_RV2cUZlI/AAAAAAAAN7s/UvbraSVsXbY/s400/crack-e-menino-jpeg-p3.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_jOSx2tnixxc/Sy_RV2cUZlI/AAAAAAAAN7s/UvbraSVsXbY/s400/crack-e-menino-jpeg-p3.jpg" /></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por Archimedes Marques (Colunista do Notícias de Ipiaú, delegado de Policia  no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança  Pública pela UFS)</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O povo assiste atônito as conseqüências nefastas advindas do crack, a chamada “droga do século”, que chegou para arruinar a vida de muitos, piorar ainda mais a vida de toda a sociedade brasileira e agora até em contrariedade aos interesses de vários traficantes de drogas que em mudança de opinião, em discordância ao seu comércio já fazem campanha e iniciam guerra contra o seu uso.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos dos seus usuários e familiares, fatos policias diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos e as conseqüências funestas da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte.<span id="more-5911"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como o ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e a cal virgem,  que ao serem processados e misturados se transforma numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos citados.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O seu usuário pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além disso, para o debilitado e esquelético  sobrevivente seu declínio físico é devastador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crack é tão perigoso quanto degradante e mortal que até o próprio traficante dele não faz uso e agora já começa a repensar o seu comercio.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recentemente o jornalista e cientista político SEGADAS VIANA, escreveu sobre a questão de um ponto do tráfico do Rio de Janeiro estar fazendo campanha contra o crack. São trechos básicos da matéria jornalística denominada Tráfico veta copinho pra acabar com crackudo vacilão: “Salve um crackudo&#8230; Rasgue o copo”. As palavras, escritas em um cartaz ao lado da foto de três jovens fumando crack e da imagem de um copo de plástico, fazem parte de uma campanha para tentar dificultar o uso da droga. Como os usuários preferencialmente utilizam copinhos de guaraná natural, a idéia é convencer os fãs da bebida a rasgá-los antes de jogá-los fora.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais inusitado que a campanha é o local em que ela tem sido feita: o cartaz foi encontrado durante uma incursão policial no Morro do Pavão, em Copacabana, na zona sul do Rio. Ele estava colado em uma das bocas-de-fumo controladas por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), na principal entrada da favela.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Abaixo do “slogan da campanha”, um texto expõe motivos para conquistar adeptos: “Pow mano, ta ligado que o bagulho ta ficando sinistro em todas as favelas do Rio de Janeiro, né? Aonde vc passa tem um menozinho correndo igual doido com as calças caídas, descalços. Que vergonha. Ou então vê uma mina toda ruim, toda torta, toda magrela. (&#8230;)”</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o cartaz não  é a única bandeira na tentativa de desestimular o uso do crack. Um funk batizado como “Crackudo vacilão” tem sido tocado nos bailes realizados nos morros e favelas. A letra da música diz: “Pedra pura, deixa a gente no maior tédio / Vendendo a roupa do corpo / E a janela do prédio / Mas depois triste num canto sozinho / lembra que se derramou / a madrugada num copinho / aí vem o desespero / tô com maior cabelão / eu vendi a geladeira, a tv e o fogão / aí vem o desespero / tô com maior cabelão / eu vendi a porra toda, eu sou um crackudo vacilão” (…)</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em outra matéria jornalística, desta feita no Rio Grande do Sul, publicada no Jornal Zero Hora, dia 19/11/2009, o jornalista HUMBERTO TREZZI assim discorreu em parágrafo basilar do seu artigo denominado Traficantes vetam crack em Santa Cruz: “A quadrilha que domina a venda de drogas no bairro mais populoso de Santa Cruz do Sul decretou: não vai vender mais crack. Além disso, anunciou “represálias severas” a quem comercializar a droga na sua área de atuação&#8230; venderão os estoques. Depois, vai vigorar a pena do submundo contra quem violar a regra – que pode incluir morte.”</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo o jornalista, o recado foi repassado em uma reunião em que fizeram parte aproximadamente cem pessoas na associação de moradores do bairro Bom Jesus e confirmado por repórteres do Jornal Gazeta do Sul.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tais campanhas realistas do tráfico contra o crack demonstram a preocupação dos traficantes quanto a perda substancial dos seus compradores ou consumidores que logo morrem em decorrência da ação devastadora da droga, ou seja, estão perdendo mercado porque estão matando seus próprios clientes, com isso há a diminuição de lucro e em conseqüência do fato, também resta enfraquecido o comercio das outras drogas, daí a motivação desta suposta boa ação que estão a praticar para a sociedade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fato realmente inusitado: traficantes em campanha e em início de batalha mortal não pela disputa de território, mas pela tentativa desesperada de conter o avanço dos malefícios do crack que muitos teimam em reproduzir.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É de bom alvitre alinhavar que campanhas legais e vitoriosas como CRACK NEM PENSAR, DROGA MATA, ANTI DROGAS, A DROGA DA MORTE, A PEDRA DA MORTE, MONTENEGRO CONTRA O CRACK, dentre outros que arrastam adeptos importantes e adorados pelo povo como artistas, atletas, cantores ou demais celebridades, formadores de opinião pública, somados ao combate incansável efetuado pela força pública através da Policia, tem sido de suma importância na prevenção, repressão ou na recuperação de drogados, fazendo com que aumente ainda mais a frustração dos traficantes.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, nesta nova modalidade de guerra do tráfico de drogas, que pode ser batizada de guerra do crack, vez que supostamente o comando vermelho já tomou partido, pode haver o aumento da dissidência e como conseqüência, uma grande quantidade de mortes. </span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/02/19/dissidencia-no-trafico-de-drogas-gera-campanha-e-guerra-contra-o-crack/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O policiamento comunitário como um bom caminho para a paz social</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 22:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Archimedes Marques-Colunista A paz no seio da sociedade é a aspiração, o desejo fundamental de toda pessoa de bom senso, entretanto, só pode ser atingida com a ordenação da potencialidade da comunidade em confiança e somação ao poder público em torno do ideal comum de uma segurança justa. A eficiência do trabalho da polícia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="O policiamento comunitário como um bom caminho para a paz social" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/02/11/o-policiamento-comunitario-como-um-bom-caminho-para-a-paz-social/"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_ztMqdza0bEg/Suo32QDVQnI/AAAAAAAAASM/JiuwEqB1Rwc/s400/Desfile+dos+formandos+2.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_ztMqdza0bEg/Suo32QDVQnI/AAAAAAAAASM/JiuwEqB1Rwc/s400/Desfile+dos+formandos+2.jpg" /></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por Archimedes  Marques-Colunista</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A paz no seio da  sociedade  é a aspiração, o desejo fundamental de toda pessoa de bom senso,  entretanto, só pode ser atingida com a ordenação da potencialidade  da comunidade em confiança e somação ao poder público em torno do  ideal comum de uma segurança justa. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A eficiência do  trabalho  da polícia está intimamente ligada ao bom relacionamento entre  o cidadão e o policial. Os estudiosos da sociologia criminal entendem  que a necessidade desta interação nada mais é do que uma “co-produção  dos serviços policiais”, querendo com isso chamar a atenção para  a relação simbiótica que deve existir entre a Polícia e o povo,  ou seja, o povo precisa da Polícia para compor a sua proteção e em  contrapartida lhe fornece os meios para alcançar tal finalidade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal assertiva comunga  com a filosofia do policiamento comunitário e é por via da confiança  e da amizade que são formadas parcerias entre a população e as  instituições  de segurança publica no sentido de identificar, priorizar e resolver  os problemas que afetam as comunidades relacionados a violência e o  crime.<span id="more-5743"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A estratégia principal  do policiamento comunitário é de caráter preventivo para a conseqüente  redução da criminalidade, contudo, alcança também a questão da  diminuição do dano da vítima e modifica os fatores comportamentais  da população em relação a instituição policial fazendo com que  boas informações sejam colhidas para o trabalho da Polícia investigativa   em repressão ao delitos ocorridos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fato que em tempos  idos a Polícia e a comunidade andavam de mãos dadas contra o crime,  época em que o policiamento vivia junto com o povo saneando as suas  questões inerentes, mas, com o aumento populacional, com o crescimento  desordenado das cidades e com a transformação das eras foram surgindo  problemas diferentes, aumentando a violência e a marginalidade  substancialmente  fazendo com que novos modelos de Polícia fossem implementados e fossem  abandonadas aquelas velhas e boas interações, começando assim o  afastamento  entre a Policia e a sociedade</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As más ações policiais  ocorridas no tempo e principalmente as executadas na ditadura militar  em que os direitos do cidadão brasileiro foram rasgados e totalmente  desrespeitados com grande número de pessoas inocentes ou não criminosas  sendo torturadas, mortas e desaparecidas ajudaram a distanciar de vez  o povo da sua Polícia.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esse afastamento  a população passou a ter a Polícia não mais como sua amiga ou sua  parceira contra o crime e, somente como sua protetora, dela exigindo  tudo sem apoio nenhum a lhe fornecer em troca.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aproveitando os espaços   deixados entre Polícia e povo, o crime organizado foi assim ocupando  os lugares vazios engrossando as fileiras do tráfico de drogas, raiz  central de tantos outros tipos de crimes que assola o nosso País.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As favelas, invasões,  morros, foram dominados pelos traficantes que organizaram facções  criminosas para maior fortalecimento, enquanto os agentes públicos  viam naqueles amontoados de barracos de vidas subumanas apenas possíveis   votos a serem comprados. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tráfico passou então  a funcionar como uma espécie de governo paralelo dentro das diversas  comunidades, realizando em troca de favores e informações o trabalho  social para o povo carente local, distribuindo alimentos, mantimentos  e remédios que são tomados de assalto em cargas diversas para tais  finalidades. Funcionando também o grande traficante como se fosse um  Juiz<strong> </strong>opressor ou ditador<strong> </strong> na resolução das contendas do povo,</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, em diversas  localidades, o povo por falta de opção, prefere o tráfico ao poder  público. O policial fora trocado pelo traficante por pura imprevidência  e inabilidade do Estado. A alternativa plausível para resgatar o espaço  perdido é, sem sombras de dúvidas, o policiamento comunitário.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há mais de uma  década atrás o grande Jurisconsulto, professor e Filosofo MIGUEL REALE  assim inteligentemente já entendia: <strong>&#8230;”A</strong> <strong>polícia comunitária,   aquela que diuturnamente convive com o povo, não  é senão a visão da polícia à luz do valor da amizade; e  é a única solução a ser dada com  êxito para resolver a preocupante questão da violência, sobretudo  nas grandes cidades.”</strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um programa de  policiamento  comunitário bem aplicado resulta no aumento da qualidade de vida da  comunidade, na redução do medo que sofre a população, na restauração  da ordem publica danificada, na satisfação do povo em relação ao  serviço policial prestado, no melhor relacionamento e confiança da  sociedade nas ações policiais, além da redução da criminalidade  e da real punição dos criminosos.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fortes projetos  inerentes  abrangendo todos os Estados da Nação, bem monitorados e administrados  com ética, legalidade e responsabilidade além de resgatar a  interatividade  perdida ainda farão com que os olhos do povo sejam a extensão dos  olhos da Polícia para que nada de mal passe despercebido e nos  aproximemos  mais da tão sonhada paz social.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Autor: Archimedes  Marques  (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão  Estratégica de Segurança Pública pela UFS)</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/02/11/o-policiamento-comunitario-como-um-bom-caminho-para-a-paz-social/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O desarmamento como instrumento ineficaz para conter a criminalidade</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 00:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>

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		<description><![CDATA[Por  Archimedes Marques Estamos em verdadeira guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo no nosso País. O Estado protetor, visando resgatar a ordem social ferida mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática. Ações consideradas miríficas, pirotécnicas, projetos e programas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="O desarmamento como instrumento ineficaz para conter a criminalidade" link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/02/03/o-desarmamento-como-instrumento-ineficaz-para-conter-a-criminalidade/"><h3 style="text-align: center;"><img src="http://www.aprendebrasil.com.br/imagens/noticiacomentada/050923_desarmamento_01.jpg" alt="http://www.aprendebrasil.com.br/imagens/noticiacomentada/050923_desarmamento_01.jpg" width="339" height="241" /></h3>
<h3>Por  Archimedes  Marques</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos em verdadeira  guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade   que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta  gradativamente  a todo tempo no nosso País.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Estado protetor,  visando resgatar a ordem social ferida mostra-se ineficiente para  debelar  tão afligente problemática. Ações consideradas miríficas, pirotécnicas,  projetos e programas emergentes surgem e insurgem sem atingir os seus  reais objetivos. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A população assiste  atônita aos remédios e as ações<strong> </strong> miraculosas que quase sempre restam inócuas. O projeto desarmamento  estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003 demonstra ser no  âmago do seu curso mais uma dessas ações que agem infrutuosamente  na tentativa de reduzir a criminalidade no País.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a campanha do  desarmamento começou naquele ano as autoridades constituídas  apresentaram  que o Brasil era detentor de 17 milhões de armas de fogo e que por  tal fato gerava-se o alto índice de criminalidade, em especial o número  de homicídios, vez que o cidadão em posse de tal arma por qualquer  desavença eliminava o seu opositor, ou seja, associaram de maneira  simplista a relação entre a criminalidade e posse de arma de fogo,  quando na verdade a problemática é muito mais complexa.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o passar dos anos  os defensores do desarmamento, sempre apresentaram números de redução  de homicídios por arma de fogo para sustentarem suas posições  esquecendo-se,  entretanto, de computar em tais estatísticas os homicídios praticados  por outros meios ou instrumentos, ou seja, na verdade houve no País  a diminuição dos homicídios provindos de arma de fogo e aumentou  o número do mesmo crime por outros meios perpetrados. Deduze-se assim  que o cidadão comum por não mais possuir arma de fogo mata de qualquer  jeito o seu desafeto. No geral, o índice do crime de homicídio não  diminuiu e continua aumentando junto com a população.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ademais, outros grandes   malefícios também não são associados ao desarmamento em tais  estatísticas,  ou seja, o aumento estúpido do crime de roubo, conhecido popularmente  como assalto à mão armada, e o mais grave: o latrocínio, que é o  roubo seguido de morte. Só em São Paulo o número de latrocínios  subiu agora mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.  Hoje um cidadão é morto pelo assaltante mesmo sem reagir ao ato só  pelo simples fato de estar portando pouco dinheiro.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os fatos demonstram  que os discursos e as noticias desarmamentistas parecem ser apenas meras   cortinas de fumaça tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios  eventuais por desavença perpetrados nas comunidades por via de arma  de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros  tipos penais.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O povo vive acuado,  desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas  próprias  residências e os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça  das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de  latrocínios,  roubos e sequestros relâmpagos em todos os lugares. A Polícia por  mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado,  de uma maior estrutura e por não ser Onipotente e Onipresente para  estar em todos os lugares a todo tempo para evitar o crime não pode  ser a única culpada por tal problemática.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fato presente que  o crime organizado, placenta que forma e alimenta o tráfico de drogas,  os criminosos perigosos e contumazes, consegue transitar e abastecer  a marginalidade com metralhadoras, fuzis, bazucas, granadas, escopetas,  pistolas&#8230; Tais armamentos provindos de diversas nacionalidades  ingressam  pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos  das facções criminosas, quadrilhas ou criminosos diversos de maneira  inexplicável. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Atacam-se carros  blindados  com armamento pesado e potente, derrubam-se helicóptero com tiros de  fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas  de guerra no País inteiro, policiais são frequentemente mortos no  labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas  adquiridas no câmbio negro do crime organizado.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cidadão nas ruas  literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que  ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico  para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar  apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu  veículo  ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser  seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa   própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que  contratar  segurança particular. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso  por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que  apareça algum policial para lhe salvar.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Lei nº 10.826,  de 22 de dezembro de 2003, mais conhecida como o ESTATUTO DO  DESARMAMENTO  que surgiu como instrumento mirífico para enfrentar o surto da violência   e criminalidade trouxe no bojo do seu artigo 35 a seguinte redação  transcrita <strong><em>in verbis:</em></strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Art. 35.  É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em  todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art.  6º desta Lei.</strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>§ 1º Este  dispositivo,  para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular,   a ser realizado em outubro de 2005.</strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>§ 2º Em caso de  aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em  vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior  Eleitoral.</strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então, na data marcada  houve o referendo popular em que 63,94% da população que foi às urnas  votou a favor da comercialização de armas de fogo, ou seja,  implicitamente,  por maioria absoluta o povo decidiu contra o DESARMAMENTO.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nossa Constituição  Federal estabelece que todo o poder emana do povo e em seu nome será  exercido, contudo, a vontade popular em possuir uma arma de fogo para  se defender praticamente fora barrada, ou pelo menos extremamente  dificultada.  A comercialização continuou permitida, mas permaneceram em vigor todas  as restrições ao porte e à compra de armas de fogo previstas no Estatuto   do Desarmamento. Hoje em dia, para alguém ter uma arma de fogo  registrada  e para mantê-la apenas em sua residência, passa por grande burocracia  e protocolo que quase nenhum trabalhador consegue sobrepor.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O desarmamento veio  para o seio da sociedade como uma espécie de gigantesca medusa. O temor  de ser atingido pela Lei vem matando a esperança do povo por uma  segurança  justa. A demagogia tenta liquidar a democracia através da ação insidiosa   de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família. O projeto  desarmamento tornou-se pérfido na medida em que foi contra a vontade  popular.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criminalidade se  combate através de um conjunto de políticas públicas sérias e efetivas  nos planos do desenvolvimento social, além das medidas administrativas  no âmbito dos órgãos ligados à segurança pública com a ajuda da  comunidade e a força da adesão da própria sociedade, destinando de  forma firme e constante os projetos inerentes, não com a simples  deposição  ou apreensão das armas de fogo dos cidadãos de bem, dos trabalhadores,  deixando-os cada vez mais vulneráveis às ações dos marginais. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* Archimedes  Marques  (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão  Estratégica de Segurança Pública pela UFS) </span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/02/03/o-desarmamento-como-instrumento-ineficaz-para-conter-a-criminalidade/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O CRACK que não é um vivo CRAQUE.</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 17:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso País. O crack trás a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="O CRACK que não é um vivo CRAQUE. " link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/01/14/o-crack-que-nao-e-um-vivo-craque/"><h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos em aguda e  profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora,  aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente  em todo canto do nosso País.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crack trás a morte  em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares, aumenta  a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as  outras drogas juntas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De poder sobrenatural  o crack pode viciar o usuário já na sua primeira ou segunda experiência  e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis  e quase palavras sinônimas. Relatos dos seus usuários e familiares,  fatos policias diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos  e as conseqüências nefastas da droga podem ser resumidos em três  palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação  e morte.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A composição química  do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir  da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente  nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene  ou solvente e a cal virgem,  que ao serem processados e misturados  se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada  onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio  cocaína com os outros produtos altamente nocivos citados. A droga é  fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha que  recebe a denominação de “bazuca”. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fumaça altamente  tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando  o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia  ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com  a conseqüente perda de peso bastante rápida e expressiva.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo os efeitos nefastos  biológicos aparecem para os seus usuários, tais como: aceleração  ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação  ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos,  convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto,   doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral  (AVC).</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, para os  fracos e debilitados usuários sobreviventes, ao longo do uso da droga,  há perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da  composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir  a sua dentição. O crack também causa a destruição dos neurônios  e provoca a degeneração dos músculos do corpo do seu usuário, fenômeno  esse conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência  esquelética ao indivíduo com ossos da face salientes, pernas e braços  finos e costelas aparentes.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crack é tão  perigoso que até o próprio traficante que tem consciência desse  perigo, de tal droga não faz uso. Dificilmente e raramente um traficante  usa o crack o que não ocorre com os outros tipos de drogas em que muitos  deles também as utilizam em consumo próprio.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A disseminação do  crack é constante e diariamente prende os menos avisados assim  como uma teia de aranha para as suas presas, transformando as suas vítimas  em verdadeiros mortos-vivos a perambular pelo submundo da sociedade. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pesquisando junto às  opiniões dos médicos e especialistas em tratamento dos drogados conclui-se  que realmente estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo  de casos nos últimos três anos. Antes era uma raridade, havia nas  unidades hospitalares especializadas 90% de outras dependências e 10%  de crack. Hoje há o contrário. É unânime o conceito dos especialistas  em afirmarem categoricamente que o crack é uma droga diferente das  outras, muito mais severa e contundente. Não há outra droga que produza  um declínio físico e mental maior para o viciado quanto o crack. </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo estudos realizados  por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados  em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das  autoridades ligadas ao tema da intensa problemática. É preciso de  extrema força de vontade do próprio viciado para poder se livrar desse  malefício infernal.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A conscientização  e o investimento em massa na área da educação, na prevenção, com  aulas, palestras, seminários e um convívio mais profundo e dialogado  no seio da sociedade especialmente entre pais e filhos, poderá livrar-nos  dessa epidemia. Não podemos achar que a polícia ou a medicina resolverão  os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas e outros  lugares de convivência, principalmente dos jovens, mais expostos, por  vários motivos, à atração do mundo das drogas.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No País do futebol  precisamos sempre formar mais e mais competentes e excelentes atletas  craques da bola, do esporte e não incompetentes e debilitados cracks  desta droga satânica.</span></h3>
<p><span style="color: #000000;"><img class="alignleft" src="http://4.bp.blogspot.com/_7dHTNIMlmFs/Sox7TKyRMsI/AAAAAAAABkE/MaOSGHsxNX4/s320/ARCHIMEDES.jpg" alt="" width="122" height="140" /></span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Colunista do Notícias de Ipiaú</span></h3>
<h3><span style="color: #000000;">Archimedes Marques  (delegado de Policia no Estado de Sergipe).</span></h3>
<h3><span style="color: #000000;">Pós-Graduado em Gestão  Estratégica de Segurança Pública pela UFS)</span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/01/14/o-crack-que-nao-e-um-vivo-craque/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Polícia comunitária é a essência da Polícia cidadã.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 16:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Notícias de Ipiaú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Archimedes Marques]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;”A polícia comunitária, aquela que diuturnamente convive com o povo, não é senão a visão da polícia à luz do valor da amizade; e é a única solução a ser dada com êxito para resolver a preocupante questão da violência, sobretudo nas grandes cidades.” (Miguel Reale. 1910-2006) A nossa Carta Magna, a atual Constituição Federal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="vs-topic" topic="A Polícia comunitária é a essência da Polícia cidadã. " link="http://www.noticiasdeipiau.com/2010/01/12/a-policia-comunitaria-e-a-essencia-da-policia-cidada/"><h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8230;”A polícia  comunitária, aquela que diuturnamente convive com o povo, não  é senão a visão da polícia à luz do valor da amizade; e  é a única solução a ser dada com  êxito para resolver a preocupante  questão da violência, sobretudo nas grandes cidades.” </em></strong> (Miguel Reale. 1910-2006) </span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nossa Carta Magna,  a atual Constituição Federal de 1988 plantou a semente de uma nova  Polícia, uma Polícia voltada para o povo, para efetivamente proteger  o povo, para ser a guardiã das Leis Penais e da sociedade e, com o  intuito principal de manter a ordem estabelecida pelo Estado Democrático  do Direito.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da semente plantada  nasceu a Polícia cidadã. Cresceu, floresceu e já vem dando alguns  bons frutos para a sociedade brasileira, embora muito ainda falte para  o colhimento de uma ótima safra advinda desta frondosa árvore protetora  do povo.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nossa Carta Magna  recebeu o título carinhoso de Constituição Cidadã pelo fato do primor  em prática relacionado aos direitos fundamentais e sociais de cada  um, alicerçados na cidadania e na dignidade do ser humano.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Polícia cidadã   é a transformação pela qual passou a Polícia de outrora por exigência  da Constituição cidadã. Essa Polícia estabelece um sincronismo entre  o seu labor direcionado verdadeiramente a serviço da comunidade, ou  seja, uma Polícia  sempre em defesa do cidadão e não ao combate do  cidadão como ocorrera nos anos de chumbo da ditadura militar.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há como  confundir o termo Polícia cidadã, como sendo uma Polícia covarde,  frouxa, que trata os marginais com flores, delicadamente&#8230; Muito pelo  contrário, a Polícia cidadã é uma Polícia forte, destemida, honrada,  justa, capaz de realizar qualquer ato legal possível para defender  os direitos ultrajados do cidadão cumpridor dos seus deveres e obrigações.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O estrito cumprimento  do dever legal, a legítima defesa de terceiros ou a sua própria defesa  devem caminhar sempre juntos com a Polícia cidadã. Quando confronto  houver com marginais em atos contrários a estes três itens, deve sair  sempre vitoriosa a Polícia cidadã.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A paz é a aspiração,  o desejo fundamental de toda pessoa de bom senso, entretanto, só pode  ser atingida com a ordenação da potencialidade da comunidade em somação  ao poder público em torno do ideal digno de uma segurança justa, cooperativa  e interativa. A paz deve estar em constante ação no seio da sociedade,  de maneira duradoura, não fugaz.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O estudo das relações  humanas constitui uma verdadeira ciência complementada por uma arte,  a de se obter e conservar a cooperação e a confiança das partes envolvidas,  por isso a necessidade preeminente de uma verdadeira e efetiva interatividade  entre a Polícia e a sociedade para melhor se combater a violência  e a criminalidade reinante no país.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Partindo do principio  de que a nossa Policia, a Polícia cidadã vivencia tudo isso, a Polícia  comunitária vivencia muito mais, pois as suas ações são galgadas  na amizade, na confiança mútua e na parceria com o cidadão em benefício  da própria comunidade.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Ministro da Justiça,  TARSO GENRO, acredita nas ações implementadas na sua gestão e credita  pontos positivos para a Polícia comunitária ao discorrer em uma das  suas boas falas: <strong>“É necessário combater o crime, a marginalidade,  mas, sobretudo, desenvolver políticas para cortar as raízes alimentadoras  e constitutivas do delito. Se o Brasil não tiver políticas de segurança  pública que levem em conta ações sociais, o país corre o risco de  caminhar, cada vez mais, para uma situação de barbárie crescente,  pois as cidades serão apropriadas por aqueles que desejam substituir  o Estado pelo crime organizado. Por esse motivo,  é urgente valorizar o trabalho dos trabalhadores da segurança pública.  Outra mudança de paradigma gerada pelo PRONASCI  é o policiamento comunitário, uma filosofia de segurança pública  baseada na interação constante entre a corporação policial e a população.”</strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As louváveis palavras  do Ministro merecem aplausos, principalmente no que tange a questão  de valorizar os trabalhadores da área da segurança publica e  o resgate da Polícia comunitária que em vários Estados praticamente  sucumbiu ou está em fase terminal.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> A Polícia comunitária  é, sem sombras de dúvidas, a melhor forma de interatividade, amizade  e reciprocidade de ações da comunidade com a Polícia cidadã, ou  seja, comunga em número e grau com as sábias palavras e o douto entendimento  do grande jurista, filosofo, escritor e professor Miguel Reale que entendeu  já há alguns anos atrás ser a melhor e única solução a ser dada  com êxito para resolver a preocupante questão da violência crescente  no nosso País.</span></h3>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><img class="alignleft" src="http://4.bp.blogspot.com/_7dHTNIMlmFs/Sox7TKyRMsI/AAAAAAAABkE/MaOSGHsxNX4/s320/ARCHIMEDES.jpg" alt="" width="122" height="140" /></span></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Colunista do Notícias de Ipiaú</span></h3>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Archimedes Marques  (delegado de Policia no Estado de Sergipe.</span></h3>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"> Pós-Graduado em Gestão  Estratégica de Segurança Pública pela UFS)</span></h3>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"> </span></h3>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"> </span></h3>
</div><div class='wpfblike' style='height: 40px;'><fb:like href='http://www.noticiasdeipiau.com/2010/01/12/a-policia-comunitaria-e-a-essencia-da-policia-cidada/' layout='default' show_faces='false' width='400' action='like' colorscheme='light' send='false' /></div>]]></content:encoded>
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