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Archive for the ‘Artigos’ Category

DINHEIRO DO POVO

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Por José Andrade Mendonça (Presidente da Câmara de Ipiaú)

No município de Ipiaú, dias 20 e 21 de outubro de 2010, choveu 44,6 mm. O prefeito decretou “Situação de Emergência” por 90 dias alegando as fortes chuvas que caíram, causando inundações bruscas e enxurradas em toda a zona urbana e rural. É desumano querer desviar recursos reservados no orçamento da União para situações de calamidade pública. A receita do município em 2001 era de treze milhões de reais, em 2010 se aproxima de quarenta e cinco milhões de reais. A prioridade para alguns administradores públicos é a corrupção.

Muitos municípios usam meios para o desperdício do dinheiro com obras eleitoreiras. Em Ipiaú, a ex-prefeita Sandra Lemos deixou em 2008 sete milhões de reais, sendo R$ 1.556.365,00 para calçamentos que deveriam ter sido iniciados em janeiro de 2009, mas só aconteceu em 2010, ano eleitoral; o terreno não foi preparado, não substituiu a argila podre, não compactou o solo, nas primeiras chuvas a água vai se infiltrar danificando o calçamento.

A ex-prefeita deixou quatro milhões para construção de uma avenida, paralela à obra do parque da cidade que liga a BR 330 à BR Ipiaú-Ibirataia, com pista dupla, canteiro central, passeios; foi feito apenas um aterro de 85m². Deixou ainda dois milhões e setecentos mil reais, sendo um milhão e setecentos mil reais em restos a pagar, empenhados. Há empresas reclamando porque não receberam. O destino dos recursos com certeza o Tribunal de Contas dos Municípios vai apurar.

Cada dia que passa vejo como é importante o trabalho do Tribunal de Contas dos Municípios, da CGU – Controladoria Geral da União, do Ministério Público, da Polícia Federal como também das Polícias Civil e Militar. É necessário, dentro do possível, maior atenção dos governos Federal e Estaduais no orçamento dos mesmos para melhor condição de trabalho.

Vejo com satisfação o presidente Lula finalizando seu segundo governo com aceitação de 82% e ter conquistado a confiança de 96% dos brasileiros, inédito no mundo; a economia, a agricultura, o parque industrial, o comércio e o salário mínimo fortalecidos e a mais baixa taxa de desemprego do mundo. Devemos pedir a Deus que esse estilo de governo continue no Brasil e que o povo passe a acompanhar a administração dos municípios para dificultar a corrupção.

O cristianismo e as religiões

http://www.brasilescola.com/upload/e/Cristianismo%20-%20Paganismo%20-%20EDUCADOR.jpg

Pr. Fábio Porto (Colunista do NI)

Os discípulos foram enviados pelo próprio Cristo a anunciar o Evangelho a todas as pessoas do mundo. Isso quer dizer que a Boa Nova deve alcançar a todos que tenham ou não religião. Vale lembrar que o evangelho está para além das religiões. Há muitos séculos grande parte dos seres humanos pertence a alguma das grandes religiões mundiais. Será que a mensagem que Jesus solicitou que fosse levada chegou a esses povos? e mesmo que tenha chegado essa boa nova foi entendida? O que é de fato essa boa nova?

Observando a história das missões percebemos que não há mais a possibilidade de repetir o método que foi usado pelos missionários cristãos. A superioridade material ou cultural em relação ao diferente foi um erro terrível no anúncio do Evangelho. Essa postura mostra apenas uma relação de poder e não a relação de amor que é a proposta do Evangelho de Cristo. Read the rest of this entry »

O fenômeno Bullying pode gerar malefícios irreparáveis e crimes diversos

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Da redação|Archimedes Marques*

Na trajetória da vida nos deparamos com situações inusitadas e surpreendentes. Em algumas delas podemos agir, interferir e até mesmo remediar algo de errado, porém noutras, apenas lamentar.

Dia desses, em visita a cidade de Salvador, fui ao Mercado Modelo e ali nas suas imediações um fato ocorrido me chamou atenção para o termo inglês conhecido por Bullying, cujos atos decorrentes são antigos, mas que no presente tempo com a propagação das ações inerentes trás imensa preocupação para os educadores, pais de alunos, autoridades diversas e para a sociedade em geral, vez que os seus resultados sempre se esbarram em situações criminosas ou deprimentes, por vezes com malefícios irreparáveis principalmente para as suas vítimas.

O fenômeno Bullying é usado no sentido de identificar ações provindas dos termos zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, ignorar, humilhar, perseguir, ofender, agredir, ferir, discriminar e apelidar pessoas com nomes maldosos, que na grande maioria das vezes tem origem nas escolas através dos jovens alunos que assim praticam tais maldades contra determinados colegas que possuem algum defeito físico, assim como, os relacionados à crença, raça, opção sexual ou aos que carregam algo fora do normal no seu jeito de ser.

De volta ao Mercado Modelo, chegava um ônibus de turismo quando diversos vendedores ambulantes assediavam os turistas para venderem os seus produtos, quando apareceu um velho mendigo, barbudo, cabeludo, maltrapilho, imundo, de pés descalços, tipo daqueles cidadãos que vivem ou sobrevivem à espera da morte na miséria absoluta, morando debaixo das marquises das lojas ou dos viadutos que o tempo e a vida lhes deram de presente e, ao se aproximar daquele grupo de pessoas, então um dos vendedores o enxotou em verdadeira humilhação:

- Sai prá lá GAMBÁ que você espanta qualquer um com o seu fedor de fossa insuportável!… Read the rest of this entry »

Autenticidade: algo raro

http://blog.sucessomais.net/wp-content/uploads/2010/01/seta-vermelha-baixo.jpg

Articulista: Samy Santos (www.samysantos.com.br)- Visitem!

As discussões que versam sobre temas polêmicos, a exemplo da liberação das drogas, aborto, bem como o casamento gay grassam na atualidade. Assim, uma tendência é notória: cada vez mais o discurso de pessoas comuns e também de políticos vem sendo “maquiado”, fato este justificado pelo interesse em “agradar” o(s) interlocutor(es).
Os políticos são rotineiramente convidados a expor opiniões sobre temas que despertam interesse popular e que geram polêmica, tarefa esta extremamente difícil, uma vez que temas polêmicos admitem, com igual intensidade, abordagem positiva ou negativa. Como a intenção é “agradar” a todos, assumir uma posição é algo que pode trazer grandes prejuízos.
Sob pena de perder eleitorado, é comum que políticos, quando solicitados a expor pontos de vistas acerca de temas polêmicos, prefiram assumir uma postura intermediária, ou seja, concordam em parte e discordam em parte. No entanto, a postura mais recorrente é não deixar transparecer opinião ou juízo de valor.
Para ilustrar tal premissa, é bom analisar o que disse o presidente Lula quando foi solicitado a responder se era contra ou a favor da liberalização do abordo. O presidente respondeu: “Independente de minha opinião, essa é uma questão de interesse popular. Dessa forma, a população precisa ser convidada para decidir essa questão de interesse nacional.” Frise-se, mais uma vez, que usar uma resposta do presidente Lula nesse texto atende apenas à intenção de ilustrar a problemática em questão.
Como se nota, independentemente de suas crenças, valores e concepções, os políticos costumam “maquiar” os discursos, sobretudo quando os assuntos despertam o interesse do eleitorado. Vale salientar, novamente, que tal prática (maquiar discursos) não está restrita ao âmbito político, haja vista que ela está enraizada em todos os segmentos da sociedade.
Na contramão dessa tendência de “maquiar” discursos, a presidenciável Marina Silva deu uma entrevista corajosa a Revista Veja, uma vez que não negou as suas concepções e afirmou que era contra o aborto, a legalização das drogas e o casamento gay. Argumentou/justificou que estes posicionamentos tinham relação direta com a sua fé religiosa. Acrescentou, ainda, que os homossexuais poderiam até não votar nela, mas tal fato fazia parte do jogo democrático.
É evidente que soa utópico esperar que pessoas ou políticos revelem, sem “maquiagens”, suas crenças, ideologias e concepções acerca de temas polêmicos, porém as palavras de Marina Silva são, sem dúvida, um alento para uma população tão acostumada com mentira, dissimulação e hipocrisia, sobretudo por parte de políticos. Então, viva a autenticidade do discurso!

Comunicado Jornal Informe Ipiaú‏

http://img94.imageshack.us/img94/1988/4715300463057c5552e0b.jpg

Prezados,

Viemos informar que a distribuição do Jornal Informe Ipiaú 7º edição Junho-Julho de 2010, será realizado a partir da segunda feira dia 19. O atraso desta edição, ocorreu por problemas técnicos nos computadores da redação.

Pedimos desculpas a todos pelo atraso.

Obrigada pela atenção.

Marcel Hohlenwerger e Carolina Maria

INFORME° Empresa de Jornalismo e Comunicação

Telefax (73) 3531-7284

Celular (73) 8816-0841

E-mail: atendimento@informeipiau.com.br

Site: www.informeipiau.com.br

ARTIGO JOSÉ MENDONÇA: VIDA HUMANA

http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/12/mendon%C3%A7a.jpg

Deus deu inteligência a todos, mas às vezes falta amor no coração das pessoas. Não conheci a modelo, a advogada, seus familiares, nem os que estão sendo acusados pelo desaparecimento das mesmas, deixaram o mundo muito jovens. Peço a Deus que as pessoas acusadas não estejam ligadas à essa monstruosidade.
A inteligência da pessoa humana não pode ser desperdiçada, devemos ter um amigo bom para não nos deixar cair em tentação. Se as pessoas acusadas tivessem esse bom amigo, é possível que não passassem por tal situação. No meu pensamento, o principal acusado não planejou, se permitiu é triste.
O que tenho mais apreço e admiração é pela pessoa humana. Quando tenho divergência, procuro encontrar a solução desejando a felicidade da mesma, independente do problema. Não sou de ficar calado, sou transparente, não deixo de procurar a razão e a verdade.
Vejo a vida fazendo o melhor para o próximo com os meus princípios, a formação que recebi de minha mãe e de meu pai faz com que eu jamais agrida uma pessoa fisicamente ou através de terceiros, se a pessoa não tem a minha amizade, minha confiança, faço tudo para esquecê-la, mas desejando que seja feliz.
Não vejo como impor que uma pessoa goste de outra, como também não misture relacionamento profissional com amizade, não discuta sem objetividade e com quem não conheça, nem no trânsito.
O que aconteceu ultimamente deixou as famílias das vítimas, como também as famílias dos que receberam ordem de prisão desapontadas, devemos estar à procura da razão e da verdade.

José Mendonça
Presidente do Poder Legislativo – Ipiaú/BA
www.josemendonca.org
joseandrademendonca@hotmail.com

OLHO NO VESTIBULAR COM O NOSSO COLUNISTA PROF. SAMY SANTOS

Contribuição e Preconceito

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Proposta 1 da redação da UESB – Possível discussão

Articulista: Samy Santos (Visite o Blog: www.samysantos.com.br)

É inegável que a construção da identidade brasileira ou como preferem outros, brasilidade, está intimamente ligada a elementos da cultura afro. Paradoxalmente, a essa premissa, o negro continua sendo, ainda hoje, vítima de preconceito, exclusão e alijamento.
Na religião, música, dança, alimentação e linguagem, nota-se a influência negra, apesar de a repressão que sofrem as suas manifestações culturais mais cotidianas. Tal influência passa muitas vezes despercebida, uma vez que, com grande frequência, elementos da cultura afro são vistos/concebidos de forma pejorativa.
Nesse contexto, existem, historicamente, fortes dificuldades para se lidar com a temática do preconceito e da discriminação racial, o que contribui também, para que haja um racismo difuso, latente, o qual mascara formas perversas de preconceito. Compreende-se que racismo e ignorância caminham juntos. Os estereótipos e a ideia pré-concebidas vicejam se está ausente à informação, se falta o diálogo aberto, transparente.
É importante ressaltar que nem sempre o preconceito ocorre de forma voluntária e consciente. Assim, quando um patrão, por exemplo, diz que aceita um negro em sua empresa, mas exige que este corte o cabelo quando o penteado for rastafári, nada mais é do que uma forma velada de preconceito, ainda que tal fato ocorra de forma involuntária.
Percebe-se, então, que a superação do racismo ainda presente na sociedade brasileira é um imperativo. É uma necessidade moral é uma tarefa política de primeira grandeza. E a educação é um dos terrenos decisivos para que todos sejam vitoriosos nesse esforço.

Jogo Brasil e Holanda: Procurando respostas:

http://www.google.com/hostednews/afp/media/ALeqM5je-k0OR6h8LPUZ7zeD7rfhCDW4yQ?size=l

A nossa seleção perdeu, uma seleção que vinha jogando bem, uma seleção que estava entre as melhores da copa. Nós brasileiros ainda nem acreditamos, acordamos hoje em 03 de julho, e nos perguntamos: Eles estavam indo tão bem! Como aconteceu uma coisa destas?
Creio eu este resultadodeveu principalmente a dois fatores:
1- O nível de stress dos jogadores: Nos últimos jogos, vimos várias demonstrações de agressividade e despreparo emocional dos jogadores, Já no jogo contra Costa do Marfim, até o Kaká, um jogador conhecido por ser equilibrado e calmo, reagindo agressivamente a provocação do jogador de Costa do Marfim. No jogo contra Portugal, as reações de agressividade dos jogadores aumentaram: Felipe Melo pisando no pé do jogador português, várias atritos dentro de campo com os portugueses, etc. No jogo com a Holanda ficou mais gritante, a toda hora jogadores brasileiros gritando com os holandeses e discutindo com o Juiz, Robinho indo lá tirar satisfação com o Sneijder , Malcolm reclamando, fazendo cara feia, etc.
Ora, “catimbar”, cavar faltas, provocar o adversário é algo que o time adversário faz e o Brasil, diga-se de passagem, também , mas reagir as provocações é sinal despreparo emocional. Afinal é Copa do Mundo, está se lá no campo para jogar, ganhar o jogo, e não para discutir.
Por exemplo, no Jogo Argentina X México apesar de erros do juiz, e falhas da seleção da defesa do México. Não vimos esta agressividade entre os jogadores de ambos os times. Vimos sim ambos os times procurando jogar (bem ou mal) futebol, e não em ficar se estranhando dentro de campo.
O comportamento dos jogadores brasileiros mostrava claramente que nível de stress dentro da seleção vinha almentando jogo a jogo. Por outro lado observamos o mesmo despreparo emocional no comportamento do Técnico Dunga na entrevista coletiva em que xingou o Alex Escobar, ou seja, se uma equipe se espelha em seu comandante, este foi definitivamente o caso. Durante os jogos mesmo quando um jogador tinha um comportamento reprovável em campo, não vimos sinais de reprovação vindos do treinador. Nem quando o Felipe Melo foi expulso, na saída do campo, o Dunga simplesmente o cumprimenta com um toque de mãos e só. Read the rest of this entry »

A corrupção neste país está no DNA, diz Cidinha Campos em discurso na Alerj

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/cidinha_campos_001_rw_new.jpg

Assisti a um vídeo que, confesso, me emocionou. Nele, uma mulher frágil, sozinha, enfrenta um bando de homens, cínicos e corruptos em sua maioria, e diz aquilo que muitos de nós gostaríamos de dizer.
Trata-se de Cidinha Campos, deputada estadual, falando em plenário contra os políticos ladrões. Isso aconteceu agora, no último dia 24 de março. A revolta surgiu por obra da pretensão do deputado José Nader se candidatar a membro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Em determinado momento Cidinha declara que “a corrupção do país está no DNA”, o que, infelizmente, parece ser verdade. Os acontecimentos a que temos assistido, o comportamento da nossa população, em todos os níveis, tem confirmado essa afirmação. Parece que todos, ou quase todos, procuram uma maneira de levar vantagem em tudo, na velha Lei do Gerson, mesmo que seja às custas do semelhante, achando tudo isso muito normal e natural. Os honestos e humildes são considerados fracos e indignos de ter o respeito da Sociedade.
Sem entrar no mérito da questão, pois isso cabe à Justiça e aos próprios deputados, não pode ser negado o papel de Don Quixote que Cidinha Campos desempenha no Estado do Rio de Janeiro. Ameaçada de morte várias vezes, a radialista sabe, como ninguém, usar o microfone para combater a corrupção e os maus políticos, que fazem do cargo um caminho para o enriquecimento. Não é de hoje que a história da Alerj é conhecida dos cariocas. Basta consultar os jornais.

Cidinha venha para Ipiaú!

SUGESTÃO DO PROF. RAIMUNDO PARA LEI DO ABATE

Essa Lei, sua proposta, trata de um tema muito importante para a comunidade, todavia, falta ser melhor analisada, digo, o conteúdo. Existe um dispositivo de proteção ao animal que contraria essa proposta o que, possivelmente, gerará contradições! O abate de bovinos para o fim especificado, não está correto. O leilão dos animais apreendidos, sim. Outra coisa, o direito de defesa do proprietário não prescreve. Não é o Ministério Público que determinará ou baterá o martelo para o abate. Este organismo não tem competência para tal decisão. A coisa vai mais longe, quando o regime é democrático até para os animais!
O correto seria o Poder Executivo criar uma área com as gramíneas (sugestão): Estrela africana ou Brachiaria humidícola ou Brizanta-MG5 que servem para alimentar quaisquer espécies animal. Quando há somente o Braquiaria decumbens os eqüídeos se recusam comer e podem morrer de fome. Quero dizer com isso, que deve haver um tratamento de qualidade para os animais que forem apreendidos. Em seguida ocorrem os leilões ou doações para o meio rural. Nunca, jamais, o abate de adultos para alimentar gente albergada em instituições!
O certo seria, a Prefeitura instalar uma gleba rural, com todos os componentes necessários, assistida por um veterinário, para manter os animais até o leilão ou sorteio (o mais correto) para doação dos mesmos a agricultores da agricultura familiar.
Esta maneira desconfortável de agir, fere a lei de proteção dos animais e isto, repito, não é matéria para o Ministério Público determinar.
Chame os colegas vereadores e reestudem o dispositivo. Como está sendo conduzido, contraria-se uma série de direitos e obrigações da sociedade!

Apenas uma visão do fato para que o amigo analise.
Tenho observado aspectos relativos aos direitos dos animais que estão soltos, trazendo problemas por culpa dos proprietários, os responsáveis diretos pelos fatos tristes ocorridos.

Abraços,

Raymundo Santos
Médico veterinário

Ipiaú(BA),09.05.2010

Incrível

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Artigo de José Mendonça – Ipiaú/Ba – Maio 2010 – N° 217

Governar um município não é fácil, são muitas as dificuldades. A maioria dos secretários, diretores, chefes de setores é indicação política; muitos sem experiência, sem determinação, até desonestos. O próprio prefeito nomeia pessoas de sua confiança para articularem a corrupção, alguns vêm de governos anteriores já acostumados com o caixa dois. Em nosso governo de 2001 a 2008, a maioria dos vereadores não aceitava implantar a moralidade administrativa, fui ao encontro do povo, do judiciário e do Ministério Público, se acalmaram, dos quinze vereadores, em 2004 só dois foram reeleitos.
No executivo e no legislativo os meios de corrupção usados são diversos; diárias, combustível, dinheiro; licitação, quase sempre é coordenada por lobista. Empresas dão orçamento acima do valor real para obras em três municípios e no decorrer da obra utilizam de aditivos para aumentar preços, o empreiteiro ou aceita ou não tem obra. Uma empresa ganha a obra do município A, a outra do B e a terceira do município C, tudo combinado. Além do superfaturamento, o projeto não tem especificações transparentes e as obras não são fiscalizadas. No primeiro mundo, pavimentação tem garantia de oito anos, a maioria dos municípios brasileiros já inaugura danificada.

Quando assumi a Prefeitura de Ipiaú, lobistas, intermediários da corrupção, nos ofereceram projetos e recursos, quando perguntei o custo do trabalho, responderam: “coordenamos a licitação”. Disse: “Não administro com conta dois, a licitação em nosso governo é aberta e transparente para as empresas que queiram participar.

Fiz correspondência para um Secretário de Estado reclamando da qualidade do calçamento quando disse que em Paris tem calçamento de 300 anos. Ouvi depois de um Diretor: “Da forma como você pensa o município vai ter muitas obras”. Entendi que não conseguiria nada.

Há prefeitos que usam o talão de cheque do município para despesas pessoais, contratam empresa de contabilidade que aceita a corrupção, que no final do mês informa que para fechar as contas falta comprovação de valores, o prefeito manda comprar notas fiscais frias. Ainda assim, um parlamentar apresentou um projeto para extinguir o Tribunal de Contas dos Municípios. Fiz um artigo em janeiro de 2008 contra o projeto dizendo: “O Tribunal não pode ser extinto.

A Bahia tem quatrocentos e dezessete municípios dos quais cento e onze tiveram suas contas rejeitadas em dois mil e seis. Muitas são por não atender a Lei de Responsabilidade Fiscal ou erros contábeis, outras por corrupção e o Tribunal encaminha ao Ministério Público.” Em 2009 foram rejeitadas 196 contas, a prova de que o dinheiro do povo não está bem administrado.

Fui eleito presidente do Legislativo, éramos maioria, atualmente só dois vereadores comungam com a transparência administrativa, Nena Passos e Jaldo Coutinho Brandão, os demais se juntaram ao governo do município e a ex-vereadores. Incrível, liderados pelo vereador do PT, Aloísio Teixeira Mendes que diz em plenário que sou incompetente para dirigir a Câmara e dois outros que já me agrediram fisicamente, Raimundo Menezes Moreira, que jogou o microfone na mesa da presidência e Francisco Oliveira Ferreira que me empurrou violentamente contra a parede. Estou fiscalizando as contas da prefeitura. Esse comportamento é comandado pelo prefeito para que eu renuncie; trabalham para me tirar da Câmara. Dia primeiro de maio, feriado, o grupo dos seis vereadores e os dois ex-vereadores saíram da prefeitura às onze horas.

O governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o trabalho da CGU – Controladoria Geral da União, fiscalizando in loco seu próprio governo e os governos municipais por sorteio, somando ao trabalho dos Tribunais de Contas, a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal está mudando esse quadro.

CLONAGEM

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As práticas de controle cultural e químico adotadas em cacaueiros comuns e nos demais genótipos na produção de híbridos, no controle da doença Vassoura-de-bruxa, não tem trazido os resultados econômicos esperados por serem de utilização freqüente, o que resulta em custos elevados.

Entende-se pois que a resistência genética dos cacaueiros ao fungo Crinipellis perniciosa, seja a forma mais desejável para o controle desta doença considerando que o melhoramento genético de qualquer cultivo é o modo mais econômico e eficiente para se aumentar a produtividade, reduzir custos de controle de doenças e pragas, melhorar a qualidade do produto e reduzir a relação custo/benefício do empreendimento.

Dentre os procedimentos de melhoramento genético, o desenvolvimento de variedades clonais de cacau é o mais recomendado para respostas a curto prazo pois a propagação vegetativa permite a manutenção do valor reprodutivo integral do indivíduo, não ocorrendo meiose, segregação ou recombinação gênica.

A clonagem do cacau em escala comercial, no momento, pode ser realizada utilizando-se as técnicas de estaquia e de enxertia. Espera-se que, num futuro próximo, o protocolo para multiplicação assexuada, utilizando-se a cultura de tecidos esteja disponível para sua aplicação comercial. Outras técnicas de propagação vegetativa como mergulhia e encostia não são recomendadas por serem muito onerosas e não permitirem o seu uso para obtenção de grandes quantidades de plantas.

O processo de estaquia é um dos mais antigos na cultura do cacau e tem sido utilizado em diversos países, com grande ênfase no Equador, onde as mudas são produzidas por empresas especializadas. No Brasil, somente com a criação da Biofábrica – produção de mudas em escala comercial – no município de Ilhéus – Ba, este método tem sido utilizado com objetivos comerciais.

Em relação a enxertia, a estaquia apresenta como vantagem o tempo reduzido para produção de mudas – 6 meses – e a ausência de problemas de interação cavalo “versus” cavaleiro, principalmente no que se refere à incompatibilidade de tecidos. Sendo um método que exige tecnologia mais aprimorada, o agricultor que decidir por sua utilização fica na dependência da produção, de mudas por terceiros. Neste caso, as mudas poderão ser adquiridas na Biofábrica.

Pela facilidade que apresenta na sua execução, damos ênfase especial à técnica de enxertia, que apresenta as seguintes vantagens:
Requer tecnologia de fácil assimilação pelo produtor; permite a substituição das copas dos cacaueiros safreiros aproveitando o sistema radicular já desenvolvido, o que propicia melhor sustentação e maior rapidez no desenvolvimento da nova planta;

A enxertia permite o aproveitamento integral do patrimônio representado pelo sistema radicular amplamente desenvolvido nos cacaueiros safreiros; a enxertia nestes cacaueiros possibilita produzir uma nova planta economicamente produtiva em 4 anos.

Instalar áreas clonadas significa estabelecer áreas a partir de mudas clonadas ou substituir as copas dos cacaueiros adultos considerados economicamente inviáveis, utilizando-se a técnica de enxertia.

São consideradas áreas prioritárias as áreas de cacau onde a Vassoura-de-bruxa tenha atingido atos níveis de infestação, tornando-se improdutiva (abaixo de 30 @ ha) e irrecuperáveis apenas com a adoção do manejo integrado.

Os materiais oriundos da CEPLAC deverão ser distribuídos no campo com base na compatibilidade sexual no cacaueiro.

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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
COMISSÃO EXECUTIVA DO PLANO DA LAVOURA CACAUEIRA

CENEX – ESCRITÓRIO LOCAL DE IPIAÚ

A trajetória e o horror do crack

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Por Archimedes Marques

Os fatos criminosos, as conseqüências horripilantes na área social e familiar e o sortilégio causado ao usuário do crack, comprovam que essa droga, sem sombras de dúvidas, é mais perigosa do que todas as outras juntas.

De poder avassalador e sobrenatural, o crack sempre vicia o usuário quando do seu primeiro experimento e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. O crack é a verdadeira degradação humana.

Há alguns anos atrás, quando o crack foi introduzido no Brasil, em especial em São Paulo, seu uso estava praticamente restrito a classe paupérrima da nossa sociedade devido ao seu baixo custo de venda, começando assim a sua trajetória com os moradores de rua que eram viciados em álcool, maconha ou em cheirar cola e que assim viam naquela nova e poderosa droga mais barata e acessível, a pretensa solução para resolver ou para esquecer dos seus problemas.

Na época as autoridades constituídas viviam as ilusões de que esse subproduto da cocaína não sairia do consumo dos mendigos, dos pobres, dos desafortunados e dos desgraçados, por isso pouco se importavam com a problemática, contudo, o seu consumo rompeu esse quadrilátero, conquistou as demais classes sociais, expandindo-se rapidamente, virando uma epidemia nacional e aí, diante do clamor público, o Estado passou a correr atrás do prejuízo.

A dimensão da tragédia é difundida nos diversos Estados da Nação através de reportagens jornalísticas que comprovam o retrato devastador em todos os lugares possíveis e imagináveis aonde chegou o filho mortal da cocaína. O crack invadiu grandes e pequenas cidades, periferias e lugares de baixa a alta classe social, municípios, povoados, zona rural e já chegou até às aldeias indígenas.

O fracasso da política antidrogas do governo federal é estampado nos quatro cantos do Brasil. A cada reportagem televisiva assistimos atônitos pessoas adultas, jovens, adolescentes e crianças consumindo o crack, deitados no chão das praças, das calçadas, debaixo dos viadutos, das marquises, sem se incomodarem com nada ou mesmo correndo em desespero, vivendo aquele mundo imaginário, sem perspectiva de vida alguma. Meninos e meninas na flor da idade se prostituem até por 1 real e praticam qualquer ato ou tipo de crime possível em busca do crack. Famílias inteiras se desesperam vendo os seus entes queridos buscando o fundo do poço pelo crack.

O crack trás a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares e vai deixando rastros de lágrimas, sangue e crimes de toda espécie na sua trajetória maligna. Assistimos recentemente com imensa tristeza e pesar uma reportagem mostrada na TV Record em que crianças recém nascidas de mães viciadas em crack, são também barbaramente atingidas pelos efeitos nefastos da droga. Nascem como se viciadas fossem, com crises de abstinências, com compulsão à droga, tremores, calafrios e com problemas físicos diversos, principalmente com lesões no cérebro que provavelmente os levarão às demências ou a outros tipos de problemas inerentes, ou seja, uma nova geração de vítimas do crack sem sequer ter consumido a droga por vontade própria. A maioria das mães drogadas também perdem o instinto materno e terminam doando os seus filhos debilitados.

Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem origem ligada a fins medicinais, muito pelo contrário, ele nasceu para alterar o estado mental do usuário, para viciá-lo de maneira sobrenatural e para aniquilar todos os seus órgãos, levando-o a uma morte breve, mas sofrível para si e para todos que o cercam.

A cocaína gerou o crack para terminar de arrasar as diversas gerações que dele buscam sensações diferentes, mas que não imaginam que na verdade caminham para a desgraça absoluta. Achando pouco os efeitos insanos da droga mãe, o homem adicionou ao lixo do processo da sua fabricação, alguns produtos químicos altamente nocivos e perigosíssimos para a saúde humana para depois repassá-la ao seu semelhante como passaporte para a morte.

Absurdamente são adicionados à borra da cocaína para compor uma fórmula maligna e cruel, a amônia que é usada em produtos de limpeza, o ácido sulfúrico que é altamente corrosivo e usado em baterias automotivas, querosene, gasolina ou outro tipo de solvente que é para dar a combustão ao produto e, para render aumentando a sua lucratividade, a cal virgem, ou cal viva que também é tóxica e usada em construções ou plantações, que ao serem misturados e manipulados se transformam numa pasta endurecida de cor branca caramelizada onde se concentra mais ou menos 40% a 50% de cocaína. Assim nasceu o crack para o bem do traficante, para o mal da sociedade e para o horror da humanidade.

A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante expressiva. Logo o usuário sente a aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila e a elevação ou diminuição da pressão sanguínea, ou seja, uma transformação total da sua normalidade física.

Com o tempo o crack causa destruição de neurônios e provoca ao seu usuário a degeneração dos músculos do seu corpo, conhecida na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.

O usuário do crack pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.

O crack vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando uma espécie de zumbi, ou morto-vivo, movido pela compulsão à droga que é intensa e intermitente. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, o usuário dela faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser somente em função da droga.

Ainda não existem estatísticas oficiais nos Estados brasileiros que venham a comprovar o rastro da devassidão e desgraça causada pelo crack, entretanto já se comentam que as vítimas fatais mensais superam em dobro as vítimas de acidentes de trânsito, e em assim sendo, considerando que o Brasil sempre está nas primeiras colocações em mortes de transito no contexto mundial, conclui-se, portanto, que estamos caminhando para o caos absoluto por conta dessa droga.

Pelas matérias jornalísticas observa-se que o Estado do Rio Grande do Sul é o mais atingido pela tragédia do crack. Segundo o Jornal Zero Hora, há cinco usuários de crack para cada grupo de mil gaúchos, enquanto que é previsto para até o final do ano de 2012, apesar da grande taxa de mortalidade, que essa população de zumbis alcance o número de 300 mil componentes.

Já aqui no nordeste, mais de perto em Salvador, capital da Bahia, é fato em notícia que 80% das pessoas com idade entre 12 a 25 anos que vem a óbito são egressos do crack e morrem do crack ou pelo crack.

A dificuldade que o dependente do crack tem ao querer deixar o seu consumo também é imensa e requer uma força de vontade fora do comum, diferente do que acontece com os usuários das outras drogas.

A Universidade Federal de São Paulo atestou uma pesquisa que acompanhou a trajetória de 131 usuários de crack após 12 anos da saída dos mesmos de um hospital de tratamento, chegando a seguinte conclusão: Apenas 33% se recuperaram e venceram a droga, enquanto que 67% foram derrotados, e desse número, 17% continuavam dependentes, 20% desapareceram, 10% estavam presos e 20% foram mortos em decorrência do mal da droga ou assassinados por conta dela.

Conclui-se assim que estamos caminhando para uma espécie de genocídio, ou seja, morte em massa decorrente de ações de uma causa só, conforme previu o traficante colombiano Carlos Lehder Rivas, preso e condenado nos Estados Unidos da América em 1985, ao afirmar naquela data que o crack seria a terceira bomba atômica a ser lançada contra a humanidade e que iriam morrer mais pessoas do que todas as guerras mundiais juntas.

Correndo contra o tempo o Ministério da Saúde lançou um Programa emergencial em junho de 2009 que prevê investimentos na ordem de 118 milhões de reais até o fim de 2010, com proposta de aumentar o número de leitos e de profissionais dedicados à saúde mental, assim como, de instalações de novos núcleos de apoio à saúde da família e centros de atenção psicossocial, entretanto, essa verba, mostra-se pequena para a extensão da gravidade do problema.

Enquanto isso, milhares de pessoas no Brasil ingressam na Justiça com ações contra o Estado pleiteando direito à indenização ou ao tratamento adequado em clínicas particulares para os seus familiares viciados que estão vivendo o drama do crack. Nesse sentido o Estado de Sergipe é exemplo nacional através do Juiz de Direito da Comarca de São Cristóvão, Manoel Costa Neto, que além de desenvolver um trabalho de conscientização contra os riscos do uso dessa droga, vem decidindo em sentenças justas e humanitárias, através das ações individuais apoiadas pelo Ministério Público e posteriormente por conta de uma Ação Civil Pública ingressada pela Defensoria Pública, que todo aquele dependente químico, principalmente do crack, que reside dentro da circunscrição daquele município, já pode ter do Governo a compensação no seu tratamento, ou seja, o Estado está sendo obrigado a arcar com as despesas dos drogados em clínicas particulares.

O crime organizado continua investindo pesado do tráfico de drogas. Muita cumplicidade perversa promove e mantém o crack no seio da nossa sociedade. Tudo prolifera e floresce com muito arranjo sinistro. A política de repressão ao tráfico não esta sendo suficiente para conter o avanço do crack. A Polícia, apesar de todos os esforços empreendidos, com prisões e apreensões diariamente de muitos traficantes e de grandes quantidades de crack, não é forte o bastante para vencer essa batalha.

Assistimos também desolados, jovens e crianças abandonando as escolas e recrutados pelo tráfico em troca do crack e algumas migalhas em dinheiro. O documentário apresentado pela Rede Globo no programa Fantástico no ano de 2006 denominado “Falcão – meninos de tráfico” comprovou essa triste realidade brasileira. Durante as gravações, 16 dos 17 meninos “falcões” entrevistados morreram, sendo 14 em apenas três meses, vítimas da violência na qual estavam inseridos.

Por sua vez, apesar de tudo isso, apesar dessa realidade brutal e com perspectivas de piorar ainda mais a sua problemática, sentimos o poder público ainda meio tímido, sem verdadeira vontade política para debelar tal situação.

O Estado tem a obrigação de investir em massa não só na área curativa do mal, mas também na repressão e principalmente na prevenção que é a raiz da problemática, elaborando projetos que efetivamente influenciem os nossos jovens a nunca experimentar droga alguma, em especial o crack, ou então teremos taxas de mortalidade inaceitáveis com o suposto genocídio em ação, tragédias familiares e sociais no extremo, além do aumento geométrico da criminalidade, destarte para os crimes de furto, roubo, homicídio e latrocínio por conta dessa droga avassaladora.

Aliados a tais medidas governamentais é preciso também da conscientização popular principalmente na área da educação. Dentre as formas de prevenir está a questão de se oferecer atividades escolares extracurriculares que despertem mais atenção dos estudantes, além de um convívio mais profundo e dialogado entre alunos com professores, psicólogos e especialistas, assim como, entre pais e filhos, para enfim, lutarmos com todas as forças possíveis contra essa epidemia. Não podemos achar que a polícia e a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas, festas, shopings center e outros lugares de convivência social, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas.

Cine Éden – Um marco da cultura e da arte.

http://img214.imageshack.us/img214/9662/cineden.jpgMuitas histórias maravilhosas foram contadas a respeito deste monumento valioso que mexe com o sentimento de nossa gente. Agora, corajosamente, entrei na legião dos interessados para, também, prestar a minha humilde contribuição, afinal, sou mais um filho preocupado com as coisas significativas do meu torrão natal. Quem se lembra das tardes de “matinê” do Cine Teatro Éden? Eram instantes de assistir a um bom filme, de colocar a conversa em dia, depois de uma semana de trabalho e frequência escolar. Momentos de encontros dos namorados, às vezes, às escondidas ou um breve primeiro encontro e, em seguida, um “até o próximo domingo, amor”, já estou indo porque mamãe está me esperando lá fora, na pérgula do jardim da praça! Quem não se lembra de ter escutado narrativas como essas no interior do cinema, no final das projeções? Sim, vez por outra se ouvia essas frases no silêncio do Cine Éden, o qual foi participativo na união de vários casais da nossa querida cidade!

Ali, iniciaram seus apaixonantes romances! Lá fora, na porta do cinema, havia um debate constante entre os jovens que discutiam quais foram os melhores atores dos filmes exibidos durante a semana. Por outro lado, também na frente do Cine Éden, sempre ocorria uma espécie de bolsa de valores em que tudo era negociado entre os jovens, onde os itens de maior cotação pasmem! Eram exemplares de uma ave, o pombo doméstico(Columba lívia) – o pombo de coleira ou o pombo de penacho – enganosamente feitos com goma arábica ou cola de “goma de mandioca”. Entretanto, não se poderia tachar o negócio como desonesto naquela época! Tudo era tratado como brincadeiras sadias na roda da molecada. Muitos artistas, ídolos nacionais (Nelson Gonçalves, Luiz Gonzaga, Orlando Dias, Waldick Soriano e tantos outros), se exibiram neste espaço cultural e fizeram fãs desmaiarem, e, às vezes, saírem dos braços dos seus amados – as moças mais afoitas agarravam-se aos cantores de ritmos frenéticos daquele tempo: Wanderley Cardoso, Jerry Adriany, Raulzito e seus Panteras (inicio do consagrado Raul Seixas), shows musicais de alunos do Ginásio Rio Novo (fiz parte destes grupos)- ah! Quanta saudade dos eventos teatrais, muitas peças foram exibidas naquele espaço! Desfiles da moda, envolvendo famosas “top models” de reconhecimento internacional. Havia projeção de magníficos filmes, dos mais diversos temas, ao gosto dos espectadores de todas as idades. Tudo engendrado pelo espetacular fazedor de alegrias cinematográficas, construtor das frases engraçadas, escritas nos cartazes, na porta do cinema: HOJE, FILME CAWBOY, COM John Wayne – TEM PORRADA! – este cidadão é o Sr. José Assis Filho (o DREM). Em paz com a memória, eu recorro à lembrança de alguns filmes maravilhosos, sem a preciosa ajuda do nosso “Drem”, vejamos: “E o vento levou”, “Bem Hur”, “Espartacus”, “A noviça rebelde”, “Dólar furado”, “Era uma vez no oeste”,”A ponte do Rio Kwai” , “ Os dez mandamentos” “Cidadão Kane”, “O mundo a seus pés”, “Três Homens em Conflito”,”Matar ou morrer” “A noviça rebelde” e outros tantos. Também vale alguns artistas famosos da época: Kirk Douglas, Rock Hudson, Anthony Quinn, Clark Gable, Randolph Scott, Gregory Peck, Rocky Lane, Rex Allen, Charlton Heston, Victor Mature, Roy Rogers, Gene Autry, Gregory Peck, Marcello Mastroianni e tantos outros. Na tela de nosso Éden, também foram exibidos exemplos de atrizes famosas do cinema mundial, muito desejadas naquela época, quem não se lembra? Marilyn Monroe, Rachel Welch, Ursula Andrews, Rita Hayworth, Jane Fonda, Catherine Deneueve, Brigitte Bardot, Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Gina Lollobrigida… Era tudo muito bom! O tempo passou, agora, outra realidade, precisamos nos juntar e caminhar para a realidade, sairmos do túnel do tempo e resgatarmos este patrimônio valioso pertencente a todos os ipiauenses nascidos e que irão nascer. Efetivamente, compreende-se que arte e cultura não têm idade na convivência do nosso povo. O Cine Teatro Éden será, muito em breve, um espaço, um tablado que tanto desejamos para o bem-estar dos fecundos movimentos culturais e artísticos que, a cada dia, desponta, orgulhosamente, em nosso município de Ipiaú. Aqui se acolhe com humildade, todos criam os temas e difundem a arte. Os ingredientes necessários são os frutos da nossa explosão cultural e artística. Outro fato nos consome, a Casa da Cultura. Será assunto para outra conversa. VAMOS LUTAR PELO CINE ÉDEN – NOSSA TERRA MERECE!

Raymundo Santos

CEPLAC e Rotary Club de Ipiaú

Caso Isabella: sociedade aceitaria absolvição do casal Nardoni?

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Se estivesse vivo, Ayrton Senna teria completado 50 anos no último domingo. Sua trágica morte deixou o país desconsolado, em estado de choque. Multidões foram às ruas de São Paulo acompanhar o cortejo que levou o corpo do ídolo ao seu descanso final. O tema da vitória e a Canção da América de Milton Nascimento foram os hinos de 1994.

Tenho poucas lembranças daquele dia, também um domingo, ainda era muito pequeno. Só sei que aquela foi a primeira vez que vi meu pai chorar. Lembro de vê-lo atônito em frente à televisão e não compreender bem como ele poderia chorar por alguém que nunca havia visto na vida.

Tragédias como essa têm o poder de tocar e mover as pessoas, tirá-las de seu estado natural de passividade, dar a elas uma sensação de pertencimento e união difíceis de explicar.

Mas, se por um lado a comoção popular têm a capacidade de despertar solidariedade e fraternidade; por outro, pode trazer à tona aquilo que há de mais primitivo e irracional em cada um de nós.
Nesta segunda-feira (29/3), completam-se exatos dois anos do dia em que a menina Isabella Nardoni foi atirada do 6º andar do prédio em que o pai e a madrasta moravam. Na noite de sexta-feira, já adentrando a madrugada de sábado, seus algozes, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, foram considerados culpados por um júri formado por iguais e um juiz de direito os sentenciou a longas penas. “A justiça foi feita”, nas palavras da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira.

Enquanto o juiz Maurício Fossen lia a sentença, transmitida ao vivo pelo rádio, rojões estouravam em frente ao Fórum de Santana. O tema da vitória, que automaticamente remete à imagem do capacete amarelo e dos punhos cerrados de Senna, dessa vez era a trilha sonora de um cenário medieval.

Não era só por justiça que a multidão que estampava a foto de Isabella em suas camisetas gritava. Em ritmo de funk, eles pediam: “Pega lá, pega lá, pega lá, o casal pra nós linchar (sic)”. Berros de “joga pela janela” e “cadeira elétrica neles” também eram facilmente ouvidos. Só faltaram as tochas, as foices e uma forca na frente do tribunal.

O que definitivamente não faltou foram carros de TV, câmeras, um emaranhado de cabos, fotógrafos e jornalistas, muitos jornalistas —incluindo o autor destas linhas.

O advogado Roberto Podval, alvo de frequentes hostilidades da massa ensandecida —inclusive tentativas de agressão— não conseguiu provar a inocência do casal. Era mesmo uma tarefa difícil. Mas propôs uma reflexão importante ao perguntar aos jurados: Será que chegaríamos ao mesmo resultado [a condenação dos réus] se a cobertura da imprensa tivesse sido diferente?

O promotor Francisco Cembranelli garantiu que não, que os réus já chegaram condenados ao julgamento não pela mídia ou pela sociedade, mas pelas provas.

É provável que Cembranelli tenha razão. Mas aqui cabe uma outra pergunta: a sociedade —ou a parte dela que ficou vidrada na TV, no rádio, nos jornais e na internet por cinco dias, e que aguardava há quase dois anos uma resposta para aquele crime bárbaro — aceitaria um resultado diferente? Uma absolvição, caso os jurados não tivessem ficado 100% convencidos da culpa dos réus?

A julgar pelo número de pessoas que correram atrás do camburão que levava o casal Nardoni de volta à prisão, mesmo após terem sido condenados dentro da lei, é difícil acreditar.

A defesa já adianta que tentará anular o júri. Se existirem razões júridicas para tanto e o Judiciário reconhecer que os réus tem o direito de serem julgados novamente, qual será a reação da massa?

É absolutamente compreensível que um caso atroz de violência como o de Isabella gere revolta e provoque nas pessoas uma sede por justiça. Mas foi exatamente para aplacar esse impulso de conseguir a justiça pelas próprias mãos que as sociedades conferiram ao Estado o monopólio do uso da força, criando um órgão imparcial —o Judiciário— para mediar os conflitos sociais.

Nesse contexto, o papel da imprensa não pode ser desconsiderado. Desde o início, por possuir características únicas, o caso Isabella tomou dimensões gigantescas. Os defensores da cobertura feita pela imprensa nos últimos dois anos, dizem que o jornalismo apenas entregou aquilo que o público demandava.

O jornalista Carlos Eduardo Lins e Silva, ex-ombudsman da Folha de S. Paulo, tem uma visão relevante sobre o tema: “Será que o jornalismo sério precisa mesmo entregar o que o público quer, ou diz querer?”. Para ele, além de atender à demanda do público, o jornalismo precisa liderar. “É preciso haver uma troca entre o meio de comunicação e seu consumidor para que o jornal atenda os desejos dos leitores, mas também ajude a melhorar a qualidade desses desejos”.

Na época da morte de Isabella, o Rio de Janeiro passava por uma grave epidemia de dengue. O número de mortos passou de 100 no Estado, grande parte delas, crianças. A tragédia do edifício London ofuscou a catástrofe da saúde pública no Rio.

Na semana que passou, os olhos do país estiveram concentrados no pequeno fórum da zona norte de São Paulo. Enquanto isso, chegou a 16 o número de crianças mortas por falta de UTI no Maranhão.

Legislativo de Ipiaú

Deixei o governo no início de 2008, atendendo a lei para me candidatar a vereador. Sempre foi minha vontade conhecer o Legislativo. Assumiu o governo a vice-prefeita Sandra Lemos, que no início de meu primeiro mandato em 2001 foi Secretária de Governo.

O município devia ao governo do Estado, ao governo Federal, a fornecedores, duas folhas de pagamento e não recolhia a previdência social. O débito do município era o equivalente a dois anos de seu orçamento. Pedimos uma proposta a Ernest & Young, empresa respeitada no mundo, para auditar a administração, mas o orçamento do município não suportava a proposta da mesma.

Sandra, Secretária de Governo, implantava a ordem na administração, auditava entrada e saída de recursos, não tínhamos apoio da maioria dos vereadores para implantar a moralidade administrativa, tivemos do povo e não faltou orientação técnica do Tribunal de Contas para cumprirmos a Lei de Responsabilidade Fiscal.

No início de 2004 tivemos a felicidade do município ser sorteado pela CGU – Controladoria Geral da União, recebemos quatorze auditores para fiscalizar in loco, o que também fez o Tribunal de Contas dos Municípios. Essas fiscalizações foram importantes porque comprovaram que implantamos a valorização do dinheiro do povo, corrupção zero e transparência total.

Sandra Lemos logo acumulou a Secretaria da Fazenda, Esporte e Cultura. Apresentava as contas mensalmente em praça pública à população em data show e colocava a documentação à disposição. O nosso trabalho era voltado para que o governo pudesse dar exemplo ao Brasil.

Negociamos com os credores e cumprimos rigorosamente. As duas folhas foram pagas de imediato. Corrigimos salários, a folha era paga antes do último dia de cada mês e o décimo terceiro em junho e dezembro.

Eleito vereador em 2008, com votação quatro vezes maior que o segundo colocado, estava certo que o Legislativo daria também exemplo. Fizemos a maioria na Câmara, por iniciativa dos mesmos fui eleito presidente da Casa, estão arrependidos, implantei o mesmo sistema que tínhamos na prefeitura.

O governo do município conquistou logo de início o vice-presidente da Casa, vereador do Partido dos Trabalhadores, e os dois vereadores do PP – Partido Progressista, do qual sou filiado. A bancada do governo eram quatro, passou para sete. Todavia, o vereador Jaldo Coutinho Brandão, líder do governo, não concordou com o desmando, entregou a liderança.

Estou presidindo a Câmara com o apoio apenas do vereador Marcus Passos que junto com o vereador Jaldo Brandão são por um Legislativo que não se identifica com os desmandos que vemos no governo do município.

Por José Mendonça (PP/Bahia), ex-prefeito e atual Presidente do Poder Legislativo de Ipiaú. josemendonca.org 

Ipiaú – Governo do Retrocesso

Iniciamos em 2007 a construção do Parque da Cidade, a área era um brejo, no centro da cidade, por isso não estava ainda edificada, o projeto foi muito discutido. É Indispensável numa cidade criar espaço de lazer, atividade física, esporte, proporciona maior convivência de pais, mães, avós e avôs com filhos e netos, como também com as famílias dos municípios vizinhos.

Quando deixamos o governo estava iniciada a construção da pista de caminhada, dois campos de futebol. Deixamos R$ 6.901.295,00 do governo federal, na Caixa Econômica, para calçamento de ruas, construção de uma avenida incorporada ao parque que ligará a BR 330 à BR Ipiaú / Ibirataia e a outra, à Avenida Getúlio Vargas. O Deputado Mário Negromonte e Dr. Jabes Ribeiro, Secretário Geral do Partido Progressista, estão empenhados em colocar mais emendas parlamentares para concluir o parque, mas o governo do município está dificultando.

O projeto compreende, além da pista de caminhada e ciclismo contornando o lago, seis campos de futebol tamanho oficial, quatro quadras poliesportivas, rua da música, sede do Pintando a Liberdade, programa Segundo Tempo do Governo Federal para integração da criança e do jovem no esporte, praça para festas regionais e uma concha acústica coberta para shows e convenções que atenderá Ipiaú e região.

É um crime o governo do município dizer que é um projeto mirabolante, estimulando invasões passando por cima de decisão do judiciário. O centro de abastecimento foi entregue pelo governo do Estado no final de 2008, a feira livre até a presente data não foi transferida e a prefeitura está aprovando construção indevida na área de expansão do mesmo. O parque da cidade e o centro de abastecimento estão ligados ao projeto de urbanização para o crescimento organizado da cidade.

A família ipiauense deve acompanhar o comportamento do governo do município e não aceitar o que está acontecendo. Enquanto o governo do município age dessa forma, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lutou para trazer as Olimpíadas para o Brasil pelo que representa o esporte para educação e saúde. Dia 8/03 inaugurou o complexo esportivo com piscinas na Rocinha, Rio de Janeiro. Vemos o bom governo que fazem Jaques Wagner na Bahia, Aécio Neves em Minas Gerais, Tarcísio Pimenta em Feira de Santana, como tantos outros. Em Ipiaú, é triste ver um governo de retrocesso, sem transparência na administração do dinheiro do povo.

Por José Mendonça (PP/Bahia), ex-prefeito e atual Presidente do Poder Legislativo de Ipiaú. josemendonca.org 

10 anos “Dotô Ocride”:Euclides Neto, o homem e seu tampo”

Euclides Neto vislumbrando sua gestão como prefeito de Ipiaú

Por Prof. Abione Souza

Euclides José Teixeira Neto, primogênito entre os nove filhos que tiveram seus pais, Patrício Rezende Teixeira e Edith Coelho Teixeira. Nasceu em 11 de novembro de 1925, em um povoado chamado Jenipapo, distrito de Areia, atual Ubaíra-BA. Em 1927, mudou-se com sua família para Tesouras, atual Ibirataia-BA, atraídos pela cultura do Cacau. A sua infância foi intensa com a vivência no meio rural, segundo Marcelo Teixeira:

Desde muito cedo ele [Euclides Neto] já tem identificação com as coisas da roça, de armar laço, pegar o rato puba, o passarinho e também tinha os afazeres para a mãe dele, como levar um litro de leite todos os dias para vender na época de Tesouras (antigo povoado, distrito de Ipiaú), que era uma forma de renda. Isso quando tinha 5 a 6 anos de idade, ele contava que era tão pequeno que tinha medo de uma passagem que tinha um peru que corria atrás dele, e a mãe dele, minha avó Edite, dava a ele uma varinha para que ele pudesse se defender de um peru.

Com oito anos, precocemente para a época, iniciou os primeiros contatos com as letras. Sua escola ficava na roça, onde lecionava uma professora leiga chamada Lurdes. Aos 11 anos, com alguns sacrifícios financeiros de seus pais, Euclides Neto foi encaminhado para Salvador. Estudou no colégio Antônio Vieira e no Central da Bahia. Ao chegar reside no pensionato, propriedade de sua tia Inelsina Coelho. Dois anos depois, com o fechamento do pensionato, Euclides passou a trabalhar em pensão de estudantes dirigida pelo francês padre Torrend, professor do Colégio Antônio Viera, em Salvador. Read the rest of this entry »

O Que a Bíblia Diz?

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Durante milhares de anos, e em várias partes do mundo, algumas pessoas têm buscado revelações especiais, tentando contatar os mortos. Há alguns que crêem firmemente que os mortos retornam para avisá-los de perigos, ou para guiá-los em suas vidas e decisões, ou para assombrá-los e ameaçá-los. Muitas pessoas procuram médiuns que alegam facilitar seu contato com os mortos.

Todos os esforços para comunicar com os mortos, sejam diretamente ou através de médiuns, são contra a vontade de Deus e resultarão em condenação. A necromancia, ou comunicação com os mortos, foi explicitamente proibida juntamente com várias outras falsas práticas religiosas, quando os israelitas foram resgatados da escravidão egípcia (Deuteronômio 18:9-14). Tais práticas foram a razão pela qual Deus rejeitou as nações que tinham ocupado a terra de Canaã. Ele advertiu seu povo a não imitar esses pecados, porque eles sofreriam a mesma punição de expulsão da terra.

O contexto desta proibição em Deuteronômio 18 ajuda a ver por que a necromancia é abominável a Deus. Depois de uma lista de várias fontes de revelação desaprovadas (18:9-14), encontramos o contraste claro com a fonte aprovada, a Palavra de Deus (18:15). Esta passagem aponta explicitamente para Jesus Cristo, o profeta que seria levantado por Deus. Entender este princípio nos ajuda a ver porque todas as formas de idolatria, advinhação, astrologia, feitiçaria e necromancia são erradas. Procurar revelação de tais fontes é rejeitar a autoridade do Filho de Deus.

Muitas pessoas citam o exemplo do Rei Saul (1 Samuel 28) para justificar a necromancia. Um estudo deste capítulo e da história subseqüente (no fim do livro) mostra que Saul desobedeceu frontalmente a lei de Deus. A revelação que lhe foi feita não o ajudou a ter melhor sorte, mas mostrou-lhe que ele morreria no dia seguinte, devido aos seus pecados contra Deus.

O Novo Testamento condena explicitamente a idolatria (Romanos 1:22-23; 2 Coríntios 6:14 – 7:1) e a feitiçaria (Gálatas 5:20). Jesus é a fonte de revelação de Deus ao homem de hoje (Hebreus 1:1-2). Ele está acima de todos e merece plena honra (Colossenses 1:13-18). É errado buscar orientação espiritual de outras fontes (Colossenses 2:8-9,20-23; 3:1-3).

-por Dennis Allan

Viver é preciso, casar não é preciso.

Lucas Ribeiro*

Foi assistindo a um telejornal que tomei conhecimento de um dado, ao menos para mim, assustador: o número de casamentos no Brasil teve um aumento de 6,5% com relação ao mesmo período do ano passado. Não imaginava que ainda existiam pessoas dispostas a gastarem uma verdadeira fortuna com patéticas cerimônias matrimoniais; muito menos que acreditassem na necessidade deste “ritual” para constituição de uma família. Penso que o amor é indiferente a esses “adereços” culturais, e que a paixão é essencialmente extraconjugal.

A fatídica reportagem também afirmava que o número de divórcios tem aumentado, entretanto, o de casamento amplia-se numa escala ainda maior. O fato exprime um retrocesso social, a meu ver, uma verdadeira ameaça a livre evolução humana. Isso mostra, no mínimo, que as pessoas ainda encontram-se presas aos dogmas da cristandade, distanciando-se assim, do prisma maior da natureza: a liberdade. Read the rest of this entry »

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