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Por José Américo-Colunista
As pretensa municipalização do Hospital Geral de Ipiaú se encontra cada vez mais enfraquecida e tende a ser inviabilizada.Em reunião com autoridades da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia(SESAB),ocorrida na manhã do ultimo sábado,27,diretores,funcionários e o corpo clinico da unidade,se posicionaram radicalmente contrários ao objetivo do prefeito Deraldino Alves de Araújo que visa incluir o hospital no processo de assunção de gestão plena para o setor de saúde.Boa parte da comunidade ipiaúense também se posiciona pela manutenção da gestão estadual.
No entendimento do subsecretário geral da SESAB, Amauri Teixeira, o HGI, pelo perfil de gastos mensal e anual, pelo seu potencial, inclusive numa tendência de universalização do atendimento, deve ter ainda, por algum tempo, caráter estadual. A decisão final caberá à comunidade de Ipiaú e de outros municípios da região.A discussão a respeito do assunto será incluída no planejamento das políticas do Território do Médio Rio das Contas.
Explicando a posição da SESAB em relação ao assunto o subsecretário disse:”Se a comunidade da região decidir por outra opinião nós temos que revê,afinal de contas é o povo que determina.Agora não faremos nenhum processo autocrático.Nós só reverteremos a nossa posição que é a de manter o hospital estadualizado, se houver um clamor popular pela municipalização”.
Outra autoridade estadual presente na reunião foi o superintendente da SESAB, Alfredo Boa Sorte. Ao comentar o assunto da pretensa municipalização do HGI ele reafirmou a intenção de manter a unidade sob a gestão estadual e lembrou que isso obedece a critérios técnicos.”Aqui me parece que existe uma reação muito clara do corpo clinico e da população em relação a não municipalização.Evidentemente que isso nós vamos levar em conta porque o que importa é que o hospital esteja cada vez com melhor funcionamento, mais equipado e um atendimento cada vez maior”.
Wasginton Couto, Chefe de Gabinete do secretario Jorge Sola,esclareceu que o processo de municipalização da saúde pode está sofrendo em Ipiaú uma confusão no seu entendimento.”O município pode ter o comando da gestão plena da saúde mas não necessariamente poderá ter condições de municipalizar unidades que são do próprio estado,como é o caso do HGI”.
Prosseguindo na sua explicação Wasginton Couto destacou que o processo que vem ocorrendo é o da municipalização da gestão da atenção básica, ou seja, cuidar da vacinação, do atendimento da saúde da família, dos agentes comunitários, da média complexidade, da marcação de consultas, da auditoria e outros procedimentos. ”Assumir a gerencia de unidades que não são do poder municipal, como é o caso do HGI, não está incluída no processo de municipalização”,concluiu.
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