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Acontece entre os dias 4 a 8 de março, em Salvador, o 10º Acampamento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Movimento Sem Terra da Bahia (MST). O encontro faz parte do calendário de lutas estadual e nacional dos movimentos sociais e reunirá cerca de duas mil mulheres. A característica principal é discutir o combate a violência contra as mulheres, soberania alimentar, a construção de autonomia política das mulheres e a criminalização dos movimentos sociais.
Composto pelos movimentos sociais de Quilombolas, Pescadoras, Indígenas, as mulheres sem terra do Movimento de Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas (CETA) e do MST, as mulheres do Sem Teto e Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o acampamento vai acontecer no Centro Esportivo da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e as oficinas serão ministradas na Escola Politécnica da Ufba, na Federação. A pretensão também é aglutinar novas companheiras, como a Marcha Mundial de Mulheres e os diversos grupos organizados em Salvador.
Além de proporcionar formação, através de oficinas, exposições de experiências vividas pelos diversos acampamentos, como forma de trocar e reproduzir àquelas que foram implantadas com sucesso, o encontro, segundo Fábia Reis, coordenadora do acampamento, “é um espaço em que as mulheres trabalhadoras rurais se mobilizam e tentam resolver problemas vigentes em suas comunidades”.
A marcha – No dia 8 de março todos os movimentos, que participaram do encontro, irão realizar uma marcha em comemoração aos 100 anos do Dia Internacional da Mulher enfatizando o papel protagonizador da mulher no desenvolvimento do país, “além de mobilizar a todos no combate às desigualdades e dos preconceitos, que ainda continuam”, afirma Reis.
A concentração será no bairro Campo Grande, onde às 9 horas, as mulheres farão o percurso até a Praça Municipal, finalizando, com isso, as atividades do acampamento.
Assessoria de Comunicação do Governo da Bahia
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