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GRAVE DESONRA AO FUTEBOL IPIAUENSE.

GRAVE DESONRA AO FUTEBOL IPIAUENSE.
De www.jodaaabb.com.br
Escrito pelo Colunista Semanal Egildo Barberino
- O futebol de campo ipiauense, ostenta no cenário desportivo baiano, as maiores honrarias por ser um futebol TRICAMPEÃO. E somente não foi TETRA, por intervenções políticas de Jequié no famoso tapetão, quando Lomanto Júnior era governador da Bahia, afastando-nos de mais essa conquista consagradora, ocorrida em décadas passadas. – A seleção ipiauense, aguerrida e de soberbas tradições, foi respeitada, temida e aplaudida em todos os rincões do nosso Estado. – Já integraram as nossas seleções, memoráveis jogadores, cobiçados e alguns exportados para importantes clubes regionais, baianos e até nacionais. LEIA MAIS CLICANDO NO LINK ABAIXO

Deixaremos de citar nomes, simplesmente para evitarmos injustiças pelo esquecimento da citação de alguns deles. – A LDR-Liga Desportiva Rionovense, sempre composta por dirigentes de alta envergadura, composta por cidadãos de reconhecida capacidade administrativa, geria e dirigia o futebol ipiauense, com zelo e competência, somente vistos em times profissionais dos mais importantes desse País. – Possuia um “olheiro”, nome dado ao ipiauense JAIME COBRINHA que, com sua “Varinha de Condão”, descobria por todo o território baiano, craques dignos de uma verdadeira seleção brasileira. – Jamais a LDR se descuidava da organização do campeonato com os clubes da Cidade, e tempos já existiram quando contávamos também com campeonatos das equipes de divisões inferiores, naquela época chamadas de 2º quadro e juvenis. – Podem avaliar que, o surgimento de novos valores, novos craques, era líquido e certo. Promovia-se naturalmente, uma verdadeira escola e faculdade de craques. – Esses craques, pratas da casa, somados aos extraordinários craques vindos de fora, formava uma seleção dificilmente imbatível, principalmente, se o jogo fosse no Estádio Municipal Pedro Caetano. – Mas ganhar no campo do adversário, nunca foi problema para a seleção de Ipiaú. Era ousada, valente, competente, bem estruturada e devastadora. – Os selecionáveis, vinham de todas as equipes sem distinção. As que mais colaboravam eram Ipiaú e Independente. Esta, inclusive, emprestava a sua sede social, usada na preparação física e recreativa, pois tinha uma quadra de futebol de salão e salão de festas. Como tinha alguns quartos, abrigava alguns jogadores e fucionava como ambiente de concentrações. Eram realizadas também ali, massagens, primeiros socorros, palestras, pequenas assistências médicas e visitações dos torcedores. – Sempre teve médicos colaboradores. Dr.Manoel Cândido e o Dr.Roberto foram alguns deles. – Os dirigentes da LDR e da seleção eram tão qualificados que, as recepções entre as seleções eram verdadeiras solenidades, dignas do Itamaraty brasileiro. Eram verdadeiras solenidades sociais de elevado requinte. O Sr.Valter Pestana, empresário, renomado árbitro, pai do Dr.Valnei, Vera e Verônica Pestana, brindava a todos nesses eventos, com sua intelectualidade, discorrendo belos discursos e recitando embevecidas poesias. – A amizade e a boa convivência que nascia entre Ipiaú e as demais cidades, eram tão grandes que, os Prefeitos, tanto de uma, quanto da outra, retribuíam-se em grandiosas homenagens, tipo batizando ruas, praças e avenidas com os nomes uma das outras. A Praça Itambé, que é a praça da feirinha aqui em Ipiaú, é uma delas. Em reciprocidade, Ipiaú também é nome de logradouro lá em Itambé. – Nesta cidade, a coisa foi tão séria que, quando os torcedores de Ipiaú iam pagar uma despesa, fosse onde fosse, fosse qual fosse, inclusive de engraxates, bares, ouvia-se um sonoro e surpreendente: “JÁ ESTÁ PAGO”. Fui testemunha disso também em Itapetinga. – Os presidentes da LDR, normalmente eram eméritos oradores. Um dos mais célebres foi o saudoso Sr.Orlando Coletor, pai de Helvécio e Wladimir “Ganso”. Esse senhor falava tão bonito, que as reuniões da LDR superlotavam de desportistas, curiosos e amantes de uma boa oratória. Eram reuniões concorridíssimas. – Os dirigentes da LDR eram pessoas de renome na Cidade. Pessoas de muita confiabilidade, gozavam de muito respeito junto aos desportistas, autoridades e Ipiaú em geral. – Dinheiro nunca era problema para a LDR. As rendas eram boas e retornavam em obras e melhoramentos para o Estádio Pedro Caetano, rigorosamente bem cuidado. O gramado era invejado por tantos quanto o conheciam. Impressionavam aos doutores engenheiros, o sistema de drenagem natural que esse campo tinha. Meia-hora após intenso temporal já se tinha inteiras condições de se reiniciar uma partida por essa razão interrompida. – Os jogadores bem alimentados, boa assistência médica e odontológica, excelente preparação física e técnica, razoável remuneração financeira para alguns craques de fora, conferiam aos atletas, a alta estima e estado psicológico ideais para a formação de verdadeiros soldados espartanos num renhido combate. – Hoje, o que assistimos? Um estádio abandonado. Um futebol morto. Uma Ipiaú viúva, triste, chorosa, macambúzia. Uma torcida traída e desmotivada. Uma LDR que não promove nada. Não temos campeonatos há muito tempo. Não se estimula a formação de craques. As seleções são feitas de última hora e por isso, não têm passado da 2ª fase eliminatória. É UMA VERGONHA, DESRESPEITO E VIOLÊNCIA PARA AS NOSSAS TRADIÇÕES. – Por último, vejam o que fizeram com a nossa LDR, numa fase em que ela está necessitando da união de todos, da solidariedade dentre todas as equipes a ela filiados, do resgate da confiabilidade junto aos empresários locais que a ela tanto já a ajudaram: Sorrateiramente, num dia não útil, segunda-feira de carnaval, feriado nacional, organizou uma sessão, que teria que ser GERAL, sem qualquer convocação aos clubes filiados, elegeram, ou melhor, aclamaram o que pretensiosamente estão chamando de o seu novo presidente. – Conforme se observa, foi uma reunião totalmente ilegal, sem o quorum necessário para a realização de uma eleição, sem o voto de todos os clubes filiados, e o pior ainda, contou com a presença de um representante da Federação Baiana de Futebol, a uma reunião ilegal, com todas as características de golpe fachista, e ou apropriação indébita e fraudulenta de poder.!? A Federação Baiana também não estava em feriado? Ela tinha expediente nesse dia? – Isso é um verdadeiro escândalo. Não havia necessidade dessa forma traiçoeira, abobalhada, trapalhona, infantil, ditatorial, nazista, truculenta, acintosa, macabra, burra e maladra de fazer essa reunião. – Ipiaú já é uma cidade de 50 mil habitantes. Tem um povo inteligente, cordeiro, cordato, não merece isso. Tratar as coisas da LDR dessa forma é no mínimo, tratar-nos como trouxas e ignorantes. Inexistem argumentos que justifiquem ato tão reprovador. – Ipiaú, bem como a LDR, o nosso esporte amador, exige uma imediata correção por parte do Prefeito Municipal, uma vez que o Estádio é municipal, é do povo, determinando que o seu Secretário de Esportes, coordene todas as ações no sentido de anular essa maligna sessão, realizando outra, dessa vez, com a valorosa participação de todos os clubes, decisivo para o sucesso do nosso futebol. – Essa sim, será a legítima LDR. A tradicional e respeitada LDR. Dessa forma, o novo presidente terá o referendum de todos os clubes, e o reconhecimento de todos os desportistas dessa terra. Será o legítimo presidente de todos, e a união é quem faz a força. – Legalidade, lisura, transparência, respeito, serão os compoentes na medida certa para se soerguer o futebol TRICAMPEÃO de Ipiaú. – Todo esse histórico do nosso esporte preferido, representa apenas reavivar as nossas tradições, contribuir para resgatar a moralidade nas nossas instituições, a decência e o respeito pelos Estatutos e Regimentos dessa importantíssima entidade desportiva ipiauense. – Como se não bastassem as tristezas que esses lamentáveis fatos nos impõem, e que acabo de relatar, já ao finalizar este modesto trabalho, acabo de saber que modificaram de LDR- Liga Desportiva Rionovense para LDI – Liga Desportiva Ipiauense. Mais um crime. – Entendo isso, como uma violência à história do esporte ipiauense. Violência contra a história, as tradições, às belas conquistas suadas e guerreadas, e principalmente ao belo passado da LDR, única responsável pelos honrosos conceitos que ostentamos no esporte amador da Bahia. Responsável pela organização administrativa e glória do nosso esporte vencedor. A LDR é um patrimônio histórico ipiauense. É um legado de amor, decência e recheada de bons exemplos não aprendidos pelas novas gerações. Um desrespeito aos seus fundadores. – A LDR é um patrimônio de Ipiaú. Pertence ao seu povo. E se é um patrimônio público, foi feito alguma consulta popular para saber a sua opinião? O povo ipiauense referendou? Autorizou? – Essa outra violência, merece também ser investigada por uma das nossas sabedorias jurídicas, numa espontaneidade tão característica do nosso povo, inclusive, a brava OAB local. – Para completar e fechar com tristeza ainda maior esses meus comentários, acabo de ler num último e recentíssimo exemplar da Folha da Região que, 0 atual Prefeito de Ipiaú, reunido com o seu Secretário de Esportes, e com o “atual presidente da LDI”, oficializa essas as barbaridades que atingem o nosso esporte maior. Autoriza e programa a entrada da nossa seleção de futebol no Campeonato Intermunicipal, atropelando a legalidade, aprovando essa indecência, que muitos imaginávamos não fosse do seu conhecimento. – O povo ipiauense, concede ao prefeito, através da procuração do voto, a responsabilidade maior de preservar a ética e a eficiência das e nas nossas Instituições Públicas. Ele detem a sagrada missão de preservar a decência e a moralidade, a boa gestão administrativa e os bons resultados. Apoiando essas imoralidades e ilicitudes, fica comprometida a qualidade moral que o cargo naturalmente o impõe. – Dessa forma, oficializa-se, institui-se, aprova-se um novo e deprimente estilo administrativo em nossa Cidade. Esse é um vergonhoso exemplo! Imoral, arbitrário e que deve ser rechaçado por toda a Ipiaú. As vezes me parece que esta não é a minha IPIAÚ. – Não podemos permitir tanta desmoralização. Devemos manifestar o nosso repúdio, senão, coisas piores poderão acontecer, e, dentre elas, um vergonhoso e desastroso fracasso do nosso selecionado no próximo Intermunicipal. – Mais do que nunca, devemos nos unir a Carlos Alberto Matos, o popular Rau, que já tem iniciado, com farta documentação comprobatória, providências, até jurídicas, para se anular essas graves irregularidades, na defesa e no respeito ao glorioso povo ipiauense, principalmente, aos seus abnegados desportistas. – Como todos sabem, Rau além de importante promotor artístico, promovendo constantes momentos de felicidade para a população regional, funcionário da CEPLAC, também já foi um dos célebres craques do nosso futebol. Foi um dos mais vigorosos e respeitados zagueiros do nosso cenário futebolístico. – Todos conhecem e respeitam a sua fibra moral, o seu comportamento e a sua personalidade marcantes. Ele, com certeza, não está sozinho. Toda a comunidade desportiva, 90% dos dirigentes dos Clubes locais, o povo de Ipiaú está com ele. – Somente juntos, poderemos salvar Ipiaú, que tem o seu esporte principal, enlameado e enxovalhado DESNECESSARIAMENTE. – PERGUNTAMOS AOS IRMÃOS IPIAUENSES: Precisamos disso? Tinha ou tem que ser assim? Vamos deixar que isso continue??????

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